EDU ANDRADE/Gazeta Press
Em 2010, Willian Magrão ouviu um conselho de Renato Gaúcho antes de uma partida contra o Vasco, no Rio de Janeiro, que mudou sua carreira. Com apenas 23 anos, ele era titular absoluto do Grêmio no Campeonato Brasileiro e não queria deixar o time de forma alguma.
Nem que para isso, precisasse ignorar as fortes dores que sentia no joelho havia alguns meses. O jogador, que havia rompido o ligamento em 2009, operou duas vezes e não queria passar por uma terceira cirurgia.
No hotel onde era realizada a concentração, no Rio de Janeiro, o médico do clube tricolor mandou o atleta descer até o quarto do técnico para os três conversarem.
“Meu joelho inchava muito e eu tinha problema na cartilagem. Precisava fazer uma raspagem e puncionar antes de jogos e treinos. O médico tinha falado para eu operar, mas eu não queria porque era titular. O Renato me disse: ‘Magrão, é o seguinte. Como treinador eu quero que você continue jogando porque é o meu titular. Mas como um ex-jogador e ser humano, você deve operar porque não tem mais só quatro meses de campeonato. Ainda tem uma longa carreira pela frente. Opera!’”, contou o jogador, ao ESPN.com.br.
O conselho do atual comandante do Flamengo deu certo. Apesar de ter enfrentado alguns problemas ao longo do tempo, Magrão está na ativa até hoje. Atualmente, ele é zagueiro da Portuguesa na Série D do Campeonato Brasileiro.
“Isso foi a maior coisa que mais me marcou. Ele poderia nem ligar, mas falou assim. Eu operei. Isso salvou a minha carreira porque eu poderia ter continuado jogando por mais um tempo e prejudicado muito o meu futuro. Sou grato demais pelo que ele me disse. Até hoje se nos encontrarmos vamos rir e conversar”, disse.
Magrão conheceu Renato no começo do Brasileirão de 2010. Depois de uma estreia com eliminação para o Goiás pela Sul-Americana, o Grêmio chegou pressionado para o duelo contra o mesmo Esmeraldino, mas pelo Brasileirão.
“A torcida respeitava muito o Renato pela história que teve. Isso tirou toda a pressão dos jogadores e fomos para o jogo. Quando eu cheguei ao vestiário, me deram a camisa 9, mesmo eu sendo volante! O mais incrível é que vencemos por 2 a 0 e eu fiz dois gols”, contou.
“Depois do jogo, o Renato falou: ‘Não sabia que você fazia gol assim!’ Eu respondi: ‘Me deram a 9 e não tinha como mudar porque já estava na súmula. É só esse jogo, não me dá mais essa. Não vai pensar que vou fazer gols todo jogo. Sou volante, não sou atacante!’”, recordou.
Começo de carreira
Willian Magrão começou nas categorias de base do Mogi Mirim, pelo qual se profissionalizou no Paulistão de 2004, com 16 anos. Após o Estadual, ele foi contratado para o time sub-20 do Grêmio.
Depois de vencer vários títulos na base, ele subiu para o time principal em 2007 com o técnico Mano Menezes.
"Joguei vários jogos na Libertadores que fomos vice-campeões. Foi uma experiência única porque tinha 20 anos e aprendi muito com caras mais velhos e experientes", contou.
Em 2011, ele quase foi contratado pelo Corinthians, mas viu o negócio ser desfeito quando estava no aeroporto embarcando para São Paulo.
"Isso gerou um desgaste e resolvi sair para outros times para jogar. Passei na Ponte Preta e depois fui para o Cruzeiro no Brasileirão de 2012. O pensamento deles era não cair e virem fortes para 2013. Foi o que aconteceu, eles ganharam tudo", contou.
Depois disso, ele passou por várias equipes e até mudou de posição.
"O Roger Machado, que era auxiliar do Grêmio à época, falou para eu virar zagueiro porque tinha qualidade no passe. Fiquei com aquilo na cabeça e, em 2015, eu decidi virar zagueiro. Não treino mais como volante".
No ano passado, ele voltou para a Portuguesa e venceu a Copa Paulista.
"Vejo a Portuguesa no caminho correto porque nos últimos anos colocaram o clube para baixo. Demora um tempo até conseguir recolocar a Portuguesa na elite. O presidente de hoje faz as coisas certas e fico feliz em poder ajudar".
Aos 34 anos, Willian acredita que tem muita lenha para queimar.
"Ainda não tenho planos de parar. Eu vou até conseguir treinar e jogar em alto nível. Não quero ficar no futebol apenas para fazer número".
#gremio #imortal #tricolor #willianmagrao #renatogaucho
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Nem que para isso, precisasse ignorar as fortes dores que sentia no joelho havia alguns meses. O jogador, que havia rompido o ligamento em 2009, operou duas vezes e não queria passar por uma terceira cirurgia.
No hotel onde era realizada a concentração, no Rio de Janeiro, o médico do clube tricolor mandou o atleta descer até o quarto do técnico para os três conversarem.
“Meu joelho inchava muito e eu tinha problema na cartilagem. Precisava fazer uma raspagem e puncionar antes de jogos e treinos. O médico tinha falado para eu operar, mas eu não queria porque era titular. O Renato me disse: ‘Magrão, é o seguinte. Como treinador eu quero que você continue jogando porque é o meu titular. Mas como um ex-jogador e ser humano, você deve operar porque não tem mais só quatro meses de campeonato. Ainda tem uma longa carreira pela frente. Opera!’”, contou o jogador, ao ESPN.com.br.
O conselho do atual comandante do Flamengo deu certo. Apesar de ter enfrentado alguns problemas ao longo do tempo, Magrão está na ativa até hoje. Atualmente, ele é zagueiro da Portuguesa na Série D do Campeonato Brasileiro.
“Isso foi a maior coisa que mais me marcou. Ele poderia nem ligar, mas falou assim. Eu operei. Isso salvou a minha carreira porque eu poderia ter continuado jogando por mais um tempo e prejudicado muito o meu futuro. Sou grato demais pelo que ele me disse. Até hoje se nos encontrarmos vamos rir e conversar”, disse.
Magrão conheceu Renato no começo do Brasileirão de 2010. Depois de uma estreia com eliminação para o Goiás pela Sul-Americana, o Grêmio chegou pressionado para o duelo contra o mesmo Esmeraldino, mas pelo Brasileirão.
“A torcida respeitava muito o Renato pela história que teve. Isso tirou toda a pressão dos jogadores e fomos para o jogo. Quando eu cheguei ao vestiário, me deram a camisa 9, mesmo eu sendo volante! O mais incrível é que vencemos por 2 a 0 e eu fiz dois gols”, contou.
“Depois do jogo, o Renato falou: ‘Não sabia que você fazia gol assim!’ Eu respondi: ‘Me deram a 9 e não tinha como mudar porque já estava na súmula. É só esse jogo, não me dá mais essa. Não vai pensar que vou fazer gols todo jogo. Sou volante, não sou atacante!’”, recordou.
Começo de carreira
Willian Magrão começou nas categorias de base do Mogi Mirim, pelo qual se profissionalizou no Paulistão de 2004, com 16 anos. Após o Estadual, ele foi contratado para o time sub-20 do Grêmio.
Depois de vencer vários títulos na base, ele subiu para o time principal em 2007 com o técnico Mano Menezes.
"Joguei vários jogos na Libertadores que fomos vice-campeões. Foi uma experiência única porque tinha 20 anos e aprendi muito com caras mais velhos e experientes", contou.
Em 2011, ele quase foi contratado pelo Corinthians, mas viu o negócio ser desfeito quando estava no aeroporto embarcando para São Paulo.
"Isso gerou um desgaste e resolvi sair para outros times para jogar. Passei na Ponte Preta e depois fui para o Cruzeiro no Brasileirão de 2012. O pensamento deles era não cair e virem fortes para 2013. Foi o que aconteceu, eles ganharam tudo", contou.
Depois disso, ele passou por várias equipes e até mudou de posição.
"O Roger Machado, que era auxiliar do Grêmio à época, falou para eu virar zagueiro porque tinha qualidade no passe. Fiquei com aquilo na cabeça e, em 2015, eu decidi virar zagueiro. Não treino mais como volante".
No ano passado, ele voltou para a Portuguesa e venceu a Copa Paulista.
"Vejo a Portuguesa no caminho correto porque nos últimos anos colocaram o clube para baixo. Demora um tempo até conseguir recolocar a Portuguesa na elite. O presidente de hoje faz as coisas certas e fico feliz em poder ajudar".
Aos 34 anos, Willian acredita que tem muita lenha para queimar.
"Ainda não tenho planos de parar. Eu vou até conseguir treinar e jogar em alto nível. Não quero ficar no futebol apenas para fazer número".
#gremio #imortal #tricolor #willianmagrao #renatogaucho
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