Maicon mudou a cara do Grêmio, sofreu com lesões e sairá como ídolo

Na quarta-feira, volante usou as redes sociais para anunciar que não renovará contrato


Fonte: Gaúcha ZH

Maicon mudou a cara do Grêmio, sofreu com lesões e sairá como ídolo
Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio
A direção do Grêmio não quis comentar a iminente saída do volante Maicon, que na quarta-feira surpreendeu ao publicar nas redes sociais que não renovará contrato com o Tricolor, válido até dezembro deste ano. Marcos Herrmann, vice-presidente de futebol gremista, disse que não cabe à diretoria falar sobre "questões ou decisões pessoais dos atletas".



"O fato é que se trata de um dos maiores volantes da história do Grêmio. Se essa for mesmo a decisão final do atleta, tenho certeza de que todos os gremistas vão ficar com muita saudade da qualidade do futebol que ele praticou nestes anos", disse o dirigente em contato com a reportagem de GZH.


Os últimos dois meses do meio-campista foram tratando de uma lesão muscular na coxa direita. Retornou ao time no segundo tempo da vitória sobre a Chapecoense, segunda-feira. E foi com uma foto desta partida que anunciou pelas redes sociais, na quarta-feira, que não permanecerá na Arena em 2022.


"Aos poucos, vou me despedindo aqui para não ficar tudo para dezembro. Se Deus quiser, com o Grêmio em uma situação tranquila no campeonato. Mas o tempo está voando e será, sem dúvidas, o momento mais difícil para mim. São sete temporadas e quase sete anos de clube, e vou lutar a cada jogo para tirar o time desta situação. Conto com o apoio de todos vocês comigo e meus companheiros", escreveu o camisa 8.


A chegada de Maicon ao Grêmio, em 2015, marcou uma ruptura no estilo de jogo da equipe. A partir dele, o meio-campo passou a contar com volantes mais técnicos e de um estilo de jogo mais propositivo.


Foi na esteira do "Capita", como ficou conhecido no vestiário e entre torcedores, que surgiram nomes como Arthur, Matheus Henrique, Darlan e, mais recentemente, Victor Bobsin. Foi com ele usando a braçadeira de capitão que o Tricolor encerrou a incômoda seca de 15 anos sem conquistas nacionais e comemorou o pentacampeonato da Copa do Brasil, em 2016. Este é o peso de Maicon no momento gremista atual.


A despedida, ainda que só tenha sido confirmada publicamente na quarta, não chega a ser uma surpresa. Não que ele tivesse deixado de apresentar um bom futebol. Pelo contrário, ainda hoje é apontado como um dos pilares técnicos do grupo de Felipão.


Mas há bastante tempo o corpo já dá sinais de que não aguenta o intenso ritmo do calendário brasileiro. Em 2017, ano do tri da Libertadores, uma cirurgia no tendão de Aquiles limitou sua temporada a 21 jogos. E desde então ele não conseguiu mais ter sequência, fosse desgaste ou por lesões.


Em janeiro, após empate com o Atlético-MG pelo Brasileirão, o jogador emocionou-se ao falar sobre as questões físicas. À época, assim como hoje, ele lutava para ficar à disposição da comissão técnica.


"Venho a cada dia tentando melhorar. Tem sido muito difícil para mim, porque quero jogar e não consigo. Mas vou continuar trabalhando, ainda tenho muita coisa para ajudar na equipe", declarou.


Em 2019, das 41 partidas em que esteve presente, conseguiu jogar os 90 minutos apenas 15 vezes. No ano seguinte, o número caiu para seis. Em 2021, só conseguiu o feito uma vez, na goleada por 8 a 0 sobre o Aragua, pela Copa Sul-Americana. Maicon sabe que até dezembro não deve mais fazer um jogo completo pelo clube que defendeu por sete temporadas e tornou-se ídolo. Por isso, nas redes sociais, falou em ter "saúde para fazer o que mais ama".


"Só peço a Deus saúde para fazer o que mais amo nestes últimos meses de contrato e poder sair de cabeça erguida, sabendo que fiz o meu melhor. Acertei e errei, mas nunca deixei de lutar", escreveu.


No sábado à noite, o camisa 8 estará com o Tricolor no Morumbi para enfrentar o São Paulo, time em que atuou antes de mudar-se para a Capital. Deve sair do banco de reservas para tentar ajudar seus companheiros na busca pela terceira vitória no Brasileirão. No momento, o que Grêmio e Maicon mais querem é chegar a dezembro de cabeça erguida.





2015 - 40 jogos, 1 gol e 2 assistências
2016 - 47 jogos, 1 gol e 5 assistências
2017 - 21 jogos, 0 gol e 1 assistência
2018 - 44 jogos, 5 gols e 4 assistências
2019 - 41 jogos, 4 gols e 7 assistências
2020 - 39 jogos, 3 gols e 0 assistências
2021 - 14 jogos, 1 gol e 0 assistências

TOTAL: 246 jogos, 15 gols e 19 assistências

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