Com Van Persie apagado, Robben virou o craque solitário da Holanda (Foto: Damien Meyer/ AFP)
O Brasil não terá pela frente um bicho-papão como a Alemanha na disputa de terceiro lugar de Copa do Mundo, no próximo sábado, em Brasília. O retrospecto da Holanda neste Mundial não assusta. Pelo contrário, pode deixar a Seleção mais confiante na luta por tentar apagar o imenso vexame da semifinal contra os germânicos.
Depois de goleada sobre a Espanha por 5 a 1, numa memorável estreia nesta Copa, em Salvador, os holandeses penaram contra seleções mais fracas como Austrália, México e Costa Rica.
O artilheiro Van Persie, que começou marcando um golaço contra os atuais campeões, foi figura apagada nas partidas seguintes e foi subsituído duas vezes por Huntelaar. Sneijder também teve altos e baixos. Já Robben foi o mais perigoso em todas as partidas e teve desempenho muito mais constante.
A Laranja Mecânica não tem um conjunto forte como os alemães.
Assim como Brasil e Argentina, estão dependendo de um craque: justamente o astro do Bayern de Munique, responsável por três gols da Holanda na Copa do Mundo.
O técnico Louis Van Gaal teve o mérito de conseguir colocar os 20 jogadores de linha em campo. Em cada partida, o comandante utilizou uma função, mudando do 4-4-2 para 3-5-2 ou 3-4-3, conforme sua leitura.
Dos 11 iniciais, Robben, Sneijder e Van Persie são intocáveis. O polivalente Kuyt pode jogar como lateral, ala ou no ataque. Depay e Wijnaldum foram os que mais revezaram no ataque durante os últimos jogos.
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