Tinga coleciona galeria de títulos e tem momentos de pioneirismo fora dos campos (Foto: Divulgação)
O dia 30 de abril de 2015 ficará marcado pelo ponto final da trajetória de Tinga no futebol. Considerado volante brigado e com passagens de destaque por clubes como Grêmio, Internacional e Borussia Dortmund (ALE), o jogador de 37 anos oficialmente pendurou as chuteiras nesta quinta-feira, dia do fim de seu vínculo com o Cruzeiro.
Para relembrar um pouco da trajetória do atleta, o LANCE! enumera algumas das situações pelas quais o volante passou no futebol.
GRÊMIO - DESBANCOU RONALDINHO!

Nascido e criado no bairro da Restinga, em Porto Alegre, Paulo César Tinga teve seu início no futebol com a camisa do Grêmio, em 1997. E o então meia-armador protagonizou em um momento inusitado. Renato Gaúcho (à época, ainda atuando como jogador) recebeu a proposta de ter parte dos direitos de Tinga ou de outra aposta que Imortal via com bons olhos.
Renato optou pelo volante. E acabou preterindo um tal de... Ronaldinho! Tinga seguiu no Grêmio até 2000, e ganhou a Copa do Brasil de 1997 e o Gauchão de 1999.
PASSAGENS NO JAPÃO E NO BOTAFOGO
Depois de se sentir desvalorizado no Grêmio, foi emprestado ao Kawasaki Frontale (JAP). Sua passagem no exterior durou pouco e, seis meses depois, retornou ao Brasil pelas portas do Botafogo.
Convivendo com uma limitada equipe, Tinga teve uma participação discreta na campanha do Glorioso na Copa João Havelange. E, em 2001, acertou seu retorno ao Grêmio.
VOLTA AO IMORTAL E PORTAS ABERTAS PARA A SELEÇÃO
Em 2001, Tinga retornou ao Olímpico, desta vez para se destacar. Atuando como volante, participou da campanha do título do Gauchão daquele ano e chegou à Seleção Brasileira.
Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o atleta participou de um amistoso contra o Panamá e do duelo com o Paraguai, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Deixou de vez o Tricolor dois anos depois.
PRIMEIRA PASSAGEM NA EUROPA
No ano de 2004, Tinga fez as malas para Portugal, onde teve uma participação discreta com a camisa do Sporting. No ano seguinte, voltaria ao Brasil.
INTERNACIONAL - TÍTULOS, POLÊMICA E PIONEIRISMO
Logo que o Inter abriu as portas para seu futebol, conquistou o Gauchão. E, mesmo que de maneira amarga, fez parte do pioneirismo em uma parte do futebol brasileiro. Em 22 de outubro de 2005, Tinga foi alvo de ofensas racistas da torcida do Juventude no Alfredo Jaconi. As ofensas (dentre elas, o uso da palavra "macaco") fizeram o alviverde se tornar o primeiro clube punido por injúria racial, com a perda de dois mandos de campo.
Dentro de campo, o jogador passou por um dissabor Brasileirão marcado pelo escândalo da "Máfia do Apito". Durante a partida entre Internacional e Corinthians, no Beira-Rio, o volante foi derrubado dentro da área pelo goleiro Fábio Costa. O árbitro Márcio Rezende de Freitas aplicou cartão amarelo por simulação de Tinga. Com a partida terminando empatada em 1 a 1, o Timão se manteve na ponta e venceu o título.
As belas recordações voltariam a acontecer no ano seguinte. Após conviver com lesões no início do ano, voltou nas finais da Copa Libertadores e já mostrou faro de gol decisivo. Tinga marcou na vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo em pleno Morumbi, e ainda anotou outro no empate em 2 a 2 do jogo do título no Beira-Rio. No meio do ano, rumou para o futebol alemão e não disputou o Mundial de Clubes conquistado pelo Colorado.
REVERÊNCIA NO BORUSSIA DORTMUND
Em 2006, chegou ao Borussia Dortmund. Em quatro temporadas, conquistou a Copa da Alemanha de 2008 e seu bom rendimento nos gramados rendeu uma despedida digna de ídolo.
Em seu último jogo com a camisa do clube alemão no Signal Idun Park, o volante teve seu nome gritado pelos torcedores. Além disto, Tinga recebeu das mãos da diretoria flores e um quadro com seu rosto e o símbolo do Borussia Dortmund.
VOLTA AO COLORADO COM MAIS TÍTULOS
O Inter voltou a ser sua casa em maio de 2010. E vieram novas taças para Tinga comemorar. Logo em seu primeiro ano, ganhou sua segunda Copa Libertadores (e a segunda do Internacional).
Em solo gaúcho, ainda viriam outros dois motivos de alegria. Além da conquista do Gauchão e da Recopa Sul-Americana em 2011, encerrou seu ciclo no Internacional com um novo Estadual, no ano de 2012. Em maio do mesmo ano, se transferiu para o Cruzeiro.
CRUZEIRO - BRASILEIROS, RACISMO E LESÃO GRAVE
Nome solicitado pelo técnico Celso Roth, Tinga desembarcou na Toca da Raposa II em 2012. E, mesmo após a campanha instável do Cruzeiro no Brasileirão, o volante continuou para a próxima temporada.
E sob o comando de Marcelo Oliveira, veio seu ápice com a camisa celeste. No ano de 2013, conquistou seu primeiro Brasileirão na carreira. Porém, a Copa Libertadores de 2014 seria marcada por um momento amargo.
No dia 12 de fevereiro, Tinga foi alvo de nova injúria racial por torcedores peruanos em Huancayo, na derrota por 2 a 1 da Raposa para o Real Garcilaso (PER). A cada momento que tocava na bola, o volante ouvia sons de macaco da arquibancada. O incidente gerou solidariedade da presidente Dilma Rousseff, de clubes e de torcidas por todo o Brasil.
À época, o volante declarou: "Trocaria todos os meus títulos por igualdade".
Em campo, vieram dois momentos de alegria para Tinga. O volante
participou das campanhas do Campeonato Mineiro e do Campeonato Brasileiro de 2014.
Porém, sua participação no Brasileirão foi interrompida em 22 de outubro. Durante um treino, Tinga teve uma dividida com o goleiro Rafael e sofreu ruptura na fíbula e na tíbia da perna direita, e atuou em apenas seis jogos. Seu último foi a vitória por 2 a 1 sobre o Goiás - que deu ao clube o bicampeonato brasileiro. No início de 2015, o jogador, aos 37 anos, decidiu encerrar sua carreira.
VEJA TAMBÉM
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- Dificuldades táticas do Grêmio geram urgência por reavaliação na sequência da temporada
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O dia 30 de abril de 2015 ficará marcado pelo ponto final da trajetória de Tinga no futebol. Considerado volante brigado e com passagens de destaque por clubes como Grêmio, Internacional e Borussia Dortmund (ALE), o jogador de 37 anos oficialmente pendurou as chuteiras nesta quinta-feira, dia do fim de seu vínculo com o Cruzeiro.
Para relembrar um pouco da trajetória do atleta, o LANCE! enumera algumas das situações pelas quais o volante passou no futebol.
GRÊMIO - DESBANCOU RONALDINHO!

Nascido e criado no bairro da Restinga, em Porto Alegre, Paulo César Tinga teve seu início no futebol com a camisa do Grêmio, em 1997. E o então meia-armador protagonizou em um momento inusitado. Renato Gaúcho (à época, ainda atuando como jogador) recebeu a proposta de ter parte dos direitos de Tinga ou de outra aposta que Imortal via com bons olhos.
Renato optou pelo volante. E acabou preterindo um tal de... Ronaldinho! Tinga seguiu no Grêmio até 2000, e ganhou a Copa do Brasil de 1997 e o Gauchão de 1999.
PASSAGENS NO JAPÃO E NO BOTAFOGO
Depois de se sentir desvalorizado no Grêmio, foi emprestado ao Kawasaki Frontale (JAP). Sua passagem no exterior durou pouco e, seis meses depois, retornou ao Brasil pelas portas do Botafogo.
Convivendo com uma limitada equipe, Tinga teve uma participação discreta na campanha do Glorioso na Copa João Havelange. E, em 2001, acertou seu retorno ao Grêmio.
VOLTA AO IMORTAL E PORTAS ABERTAS PARA A SELEÇÃO
Em 2001, Tinga retornou ao Olímpico, desta vez para se destacar. Atuando como volante, participou da campanha do título do Gauchão daquele ano e chegou à Seleção Brasileira.
Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o atleta participou de um amistoso contra o Panamá e do duelo com o Paraguai, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Deixou de vez o Tricolor dois anos depois.
PRIMEIRA PASSAGEM NA EUROPA
No ano de 2004, Tinga fez as malas para Portugal, onde teve uma participação discreta com a camisa do Sporting. No ano seguinte, voltaria ao Brasil.
INTERNACIONAL - TÍTULOS, POLÊMICA E PIONEIRISMO
Logo que o Inter abriu as portas para seu futebol, conquistou o Gauchão. E, mesmo que de maneira amarga, fez parte do pioneirismo em uma parte do futebol brasileiro. Em 22 de outubro de 2005, Tinga foi alvo de ofensas racistas da torcida do Juventude no Alfredo Jaconi. As ofensas (dentre elas, o uso da palavra "macaco") fizeram o alviverde se tornar o primeiro clube punido por injúria racial, com a perda de dois mandos de campo.
Dentro de campo, o jogador passou por um dissabor Brasileirão marcado pelo escândalo da "Máfia do Apito". Durante a partida entre Internacional e Corinthians, no Beira-Rio, o volante foi derrubado dentro da área pelo goleiro Fábio Costa. O árbitro Márcio Rezende de Freitas aplicou cartão amarelo por simulação de Tinga. Com a partida terminando empatada em 1 a 1, o Timão se manteve na ponta e venceu o título.
As belas recordações voltariam a acontecer no ano seguinte. Após conviver com lesões no início do ano, voltou nas finais da Copa Libertadores e já mostrou faro de gol decisivo. Tinga marcou na vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo em pleno Morumbi, e ainda anotou outro no empate em 2 a 2 do jogo do título no Beira-Rio. No meio do ano, rumou para o futebol alemão e não disputou o Mundial de Clubes conquistado pelo Colorado.
REVERÊNCIA NO BORUSSIA DORTMUND
Em 2006, chegou ao Borussia Dortmund. Em quatro temporadas, conquistou a Copa da Alemanha de 2008 e seu bom rendimento nos gramados rendeu uma despedida digna de ídolo.
Em seu último jogo com a camisa do clube alemão no Signal Idun Park, o volante teve seu nome gritado pelos torcedores. Além disto, Tinga recebeu das mãos da diretoria flores e um quadro com seu rosto e o símbolo do Borussia Dortmund.
VOLTA AO COLORADO COM MAIS TÍTULOS
O Inter voltou a ser sua casa em maio de 2010. E vieram novas taças para Tinga comemorar. Logo em seu primeiro ano, ganhou sua segunda Copa Libertadores (e a segunda do Internacional).
Em solo gaúcho, ainda viriam outros dois motivos de alegria. Além da conquista do Gauchão e da Recopa Sul-Americana em 2011, encerrou seu ciclo no Internacional com um novo Estadual, no ano de 2012. Em maio do mesmo ano, se transferiu para o Cruzeiro.
CRUZEIRO - BRASILEIROS, RACISMO E LESÃO GRAVE
Nome solicitado pelo técnico Celso Roth, Tinga desembarcou na Toca da Raposa II em 2012. E, mesmo após a campanha instável do Cruzeiro no Brasileirão, o volante continuou para a próxima temporada.E sob o comando de Marcelo Oliveira, veio seu ápice com a camisa celeste. No ano de 2013, conquistou seu primeiro Brasileirão na carreira. Porém, a Copa Libertadores de 2014 seria marcada por um momento amargo.
No dia 12 de fevereiro, Tinga foi alvo de nova injúria racial por torcedores peruanos em Huancayo, na derrota por 2 a 1 da Raposa para o Real Garcilaso (PER). A cada momento que tocava na bola, o volante ouvia sons de macaco da arquibancada. O incidente gerou solidariedade da presidente Dilma Rousseff, de clubes e de torcidas por todo o Brasil.
À época, o volante declarou: "Trocaria todos os meus títulos por igualdade".
Em campo, vieram dois momentos de alegria para Tinga. O volante
participou das campanhas do Campeonato Mineiro e do Campeonato Brasileiro de 2014.
Porém, sua participação no Brasileirão foi interrompida em 22 de outubro. Durante um treino, Tinga teve uma dividida com o goleiro Rafael e sofreu ruptura na fíbula e na tíbia da perna direita, e atuou em apenas seis jogos. Seu último foi a vitória por 2 a 1 sobre o Goiás - que deu ao clube o bicampeonato brasileiro. No início de 2015, o jogador, aos 37 anos, decidiu encerrar sua carreira.
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