[ANÁLISE] Após mais uma rodada sem pontuar, tabela mostra a Felipão urgência de melhorar ataque

Derrota para o Bragantino mostra uma equipe inofensiva ao adversário em praticamente todo o jogo


Fonte: Globoesporte.com

Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio
A lógica mais básica do futebol: você ganha se fizer mais gols que o adversário. Existem maneiras de interpretar isso. O Grêmio, depois da chegada de Felipão, interpreta a necessidade de primeiro se defender e não sofrer gols para depois tentar atacar.



A derrota por 1 a 0 para o Bragantino, no entanto, mostra que mesmo quando o time sabe se defender, precisa na outra ponta gerar algum perigo, algum desconforto, para gerar resultado, tudo o que o Tricolor precisa no momento.


O time gaúcho está preso no atoleiro da zona de rebaixamento como vice-lanterna com sete pontos ganhos. Há pouco tempo e muito por fazer para Felipão e companhia. São sete derrotas até o momento no Brasileirão em 12 partidas disputadas — há dois jogos atrasados, contra Cuiabá e Flamengo.


"Pretendemos melhorar a situação do Grêmio principalmente criar mais situações de gol, mais possibilidades de chegar ao gol. Já que na parte de trás estamos praticamente equilibrados. Da frente que nos falta um pouco", admitiu Felipão.


O gol do Massa Bruta sai em um chute de raro brilho de Praxedes de fora da área. Fruto de uma postura do Grêmio: Ricardinho e Jean Pyerre corriam para apertar os zagueiros, mas sem tanto afinco. Davam liberdade para que Léo Ortiz e Fabrício Bruno avançassem.


A bola chega no pé esquerdo de Praxedes assim. Raul aciona o meio com um passe vertical e agressivo. O meia recua para Ortiz, já na meia esquerda, avançado no campo do Grêmio. Lucas Silva se desloca para marcá-lo e Darlan demora para colar em Praxedes, o autor do gol.


Mas o chute de fora da área é fortuito e uma das poucas finalizações no gol de Gabriel Chapecó. O Grêmio soube defender a área muito bem e evitar conceder oportunidades. Só que na hora de sair ao ataque, deixou uma impressão muito ruim.


A etapa inicial teve a bola praticamente todo o tempo com o Bragantino. O Grêmio saiu pouquíssimo de seu campo, muito por incapacidade de sair da pressão do rival e outro tanto por ainda faltar uma mecânica mais ajustada. Quando saiu, o lance de mais perigo, em um chute de fora da área de Lucas Silva.


No segundo tempo, o Grêmio voltou melhor do intervalo. Conseguiu fluir mais quando tinha a bola nos pés e trocava mais passes no campo ofensivo. Mas também não criou com frequência aquela oportunidade clara para finalizar. O lance mais perigoso novamente foi fortuito: um cruzamento da esquerda que pegou em Cleiton, tocou na trave e voltou nas mãos do goleiro.


"Temos que ter tranquilidade, está criando a identidade. Uma pena que estejamos tão embaixo, se estivéssemos com uns pontinhos, estaríamos melhor. Vamos fazer com tranquilidade. Com calma necessária, vamos trabalhar com o que temos e eu acredito que estamos em um momento que não é bom no campeonato, mas em situação de melhora em determinadas posições", apontou Felipão.



Felipão tem pouco tempo, mas precisará colocar suas atenções neste passo, como o próprio admite. Sem se descuidar, claro, do sistema defensivo, que vem levando poucos gols sob o seu comando.



Mas os olhos precisam estar ligados na tabela. E para reagir, o Grêmio precisa ganhar o mais rápido possível no Brasileiro. O elenco volta a treinar neste domingo para o jogo de terça, contra o Vitória, pelas oitavas da Copa do Brasil. No Brasileiro, volta a jogar na segunda, contra a Chapecoense, na Arena.
Ou seja, o Grêmio precisa de mais recursos e mais qualidade para levar perigo ao gol adversário. Seja para criar oportunidades mais vivas de balançar as redes ou de chegar à meta do rival de outras maneiras. Acertar finalizações de fora, por exemplo, coisa que Alisson e Jean Pyerre ficaram perto. Ou encaixar corridas longas em velocidade, algo recorrente para um time que fica muito atrás no seu campo.

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Comentários



Roberto Puglia     

Hoje dá pra perceber a importância quê o Maicon teve nessa equipe. Quando esteve bem, o Gremio voou. Depois, vieram os altos e baixos. Agora que nao joga, é essa mediocridade. Enfim, temis que buscar é um novo Maicon, organizar esse meio campo e um centro avante.

Nilmo Ulguim     

Para o ataque funcionar, o meio de campo tem aue criar, fazer chegar bola com qualidade aos atacantes, é necessario um esquema de jogo proposto pelo treinador, o que não vejo no time. Na partida de ontem so foi mexer no time nos instantes finais

Roberto Puglia     

Na posição em que o Zizinho jogou até os 41 anos... recuado, só dando toquezinhos..JP ja nasceu com 41 anos pro futebol

Roberto Puglia     

E o JP, que joga naquela posição o

Roberto Puglia     

Com Leo Pereira e Alisson ataque nao vai melhorar nunca

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