Em sua quarta passagem, Felipão chega ao Grêmio com uma história de amor para ser contada

Desde a primeria chegada, de Fusca, em 1987, até a última, quando ajudou a revelar uma geração de campeões


Fonte: Globoesporte.com

Em sua quarta passagem, Felipão chega ao Grêmio com uma história de amor para ser contada
Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA
Luiz Felipe desceu a serra a bordo de um Fusca verde, com seu auxiliar técnico, Celso Roth, no banco do passageiro. Era o ano de 1987, Felipão ainda não era Felipão, nem Scolari. Era mesmo Luiz Felipe, nome de zagueiro do Caxias que levou junto para sua carreira como treinador. Terceiro colocado pelo Juventude, em 1986, seguiu fazendo sucesso enquanto o uruguaio Juan Mujica fracassava no estádio Olímpico.



Pois foi no estacionamento do velho estádio que Luiz Felipe chegou junto com Roth, pilotando seu Fusca, logo depois de descer a serra. Com toda a imprensa saindo do treino, Felipão e Roth se abaixaram, escondidos no espaço reduzido do carro Volkswagen. Só depois de todos os repórteres deixarem o Olímpico, desceram do bólido e se reuniram para acertar o contrato.


Na primeira passagem, Felipão foi campeão gaúcho pelo Grêmio: 1987!


Gremista desde a barriga da mãe, Felipão deixou o Olímpico destinado a voltar. Retornou logo depois do título gaúcho de 1993, quando o Grêmio tinha Sérgio Cosme como treinador e Dener como craque. Como a vida é difícil, Dener voltou para a Portuguesa e Felipão teve de remontar a equipe, que passou a ter uma camiseta com tom de azul mais claro -- quase tanto quanto o atual -- e jogadores jovens, como Carlos Miguel, Jamir e o goleiro Danrlei. Roger só viria no ano seguinte, porque o lateral-esquerdo daquele Brasileirão 1993 era Branco.


Como a vida ainda era dura, o Grêmio foi eliminado e muita gente quis Felipão na guilhotina. O presidente Fábio Koff, não. Manteve o comando e, aos poucos, reforçou a equipe. O time campeão da Copa do Brasil de 1994 tinha Fabinho, ex-Corinthians, Nildo, Agnaldo na zaga, Pingo, volante, ex-Botafogo. Com o troféu do mata-mata nacional e classificação assegurada para a Libertadores, vieram Dinho, Luís Carlos Goiano, Arce, Rivarola e a equipe foi ficando mais forte.


Da dificuldade de 1993 para os títulos da Libertadores, em 1995, e do Brasileirão 1996, pouca coisa mudou, mas o time foi uma delas. Ficou muito mais forte, mais respeitado, temido. Felipão saiu do título brasileiro para o Jubilo Iwata, do Japão, onde treinou Dunga e Totò Schillacci.


Voltou ao Grêmio logo depois da Copa do Mundo de 2014. Estava triste, antes de sua terceira passagem. Abatido pelo 7 x 1. Se a torcida sentiu muito, se a imprensa se ressente até hoje, ninguém sofreu tanto quanto o treinador. Mas ele seguia querendo trabalhar. Fábio Koff afirmou que precisava repetir, em parte, a experiência de 1993. Descobrir e revelar jogadores.


Felipão testou e lançou Wallace, que virou titular, Pedro Rocha, Luan, Éverton Cebolinha, Yuri Mamute, Lincoln, Ramiro chegou do Juventude, até Arthur treinou com Felipão. O mesmo trabalho que o Grêmio deseja repetir agora, com 15 a 18 garotos para serem lançados.


Felipão e Grêmio é uma história de amor.


Se vai dar certo a quarta passagem, só o tempo dirá. Felipão é um dos três casos raros de treinadores que disputaram três Copas do Mundo e sempre chegaram, no mínimo, às semifinais: Zagallo, Helmut Schöen e Luiz Felipe Scolari



Incrível que esta história tenha começado escondido dentro de um Fusca, enquanto esperava a imprensa deixar o estacionamento do estádio Olímpico, para só depois assinar seu primeiro contrato gremista. Hoje, Felipão é imortal.

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Comentários



Felipão se chegar como os outros voce vai revaixar o GREMIO. Se nao afastar esses 11 jogadores e trabalhar os garotos, VOCÊ mais uma vez vai so receber...

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