Grêmio mostra falta de criatividade em derrota e busca evolução sob o comando de Tiago Nunes

Tricolor perde as duas primeiras no Brasileirão e estanca evolução que vinha ocorrendo até o momento. Meio não conseguiu articular


Fonte: Globoesporte.com

Foto: Eduardo Moura
Os primeiros passos de trabalho ainda pesam, claro. Mas o Grêmio bateu em um muro muito bem construído do Athletico e não teve repertório para superar a estratégia do rival na derrota por 1 a 0, na tarde de domingo, na Arena. Praticamente sem criar situações de gol, o time de Tiago Nunes se viu amarrado e admitiu a necessidade de se "redescobrir".



A inédita derrota com Tiago Nunes à beira do gramado veio de maneira natural e sem ressalvas. O Grêmio pouco fez para ficar próximo de evitar o resultado negativo na terceira rodada do Brasileirão. Foram 10 finalizações, mas sete delas sem a direção do gol. Só uma foi defendida por Santos, mas sem causar perigo.


"Não posso dizer me que estágio estamos. Estávamos crescendo como equipe, vencemos o Gaúcho, classificamos com a melhor campanha da Sul-Americana, passamos de fase na Copa do Brasil e tivemos mais de 15 casos de Covid, além dos jogadores que foram convocados. Isso quebra o processo, o ritmo de recuperação. Você tem que redescobrir a equipe, casar novos jogadores neste contexto", destacou o técnico.


A posse de bola maior não significou um time agressivo. Geromel, por exemplo, deu 93 passes completos, o maior número do time. O que denota um problema claro na saída da defesa. Houve dificuldade para romper a pressão do Furacão mesmo com Matheus Henrique de volta.


O Athletico aproximou as linhas e esteve na defesa com cinco jogadores alinhados (veja abaixo). Abner e Marcinho se soltaram – o lateral deu a assistência para Babi fazer o gol do jogo em um bote fora de lugar de Thiago Santos. Aliás, Tiago Nunes cobrou bastante o camisa 5 por isso.


O adversário retirou espaço de Ferreira e Diego Souza, que tinham sempre marcação dobrada. E também a possibilidade de Matheus Henrique e Jhonata Robert ocupar as costas dos volantes com a compactação.




Jhonata, por sinal, foi novidade na escalação. Jogou por dentro, como meia, mas não teve bom desempenho técnico. Foram nove passes incompletos e erros de decisão. Participou, é verdade, de dois lances de perigo na etapa inicial. Primeiro ao lançar Cortez na linha de fundo e depois ao esticar bola para Ferreira, mas o atacante não deu sequência. Mas foram só lampejos.


Luiz Fernando, outra novidade na escalação, fez menos ainda. Tinha a função de apoiar pelos lados, mas acionou em demasia a Rafinha, por trás. Não foi o atacante impetuoso nem um meia que pudesse flutuar por dentro. As alternativas eram justamente para tentar deixar o time mais apto a encarar a linha de cinco do rival, mas não funcionaram.


Tiago Nunes, após o jogo, deixou claro que terá pela frente uma espécie de recomeço dentro do ainda início de trabalho. A evolução do time parou a partir dos casos recentes de Covid-19, conforme relato do próprio treinador.


"Em qualquer circunstância a derrota é ruim, a cobrança em um clube como o Grêmio pela vitória é contínua. Ter discernimento que faz parte, estamos em um caminho", completou o técnico.


A etapa final foi de um Grêmio em cima a partir das mudanças, especialmente a entrada de Maicon. O experiente volante deu mais qualidade ao meio-campo, embora o Athletico também tenha dado campo ao Tricolor como estratégia.


Mas Maicon não será a solução dos problemas do Grêmio para 90 minutos. É preciso, rapidamente, consolidar uma alternativa para formar o trio com Thiago Santos e Matheus Henrique.


A troca não resultou em chances criadas e novas maneiras de atacar o rival. Vanderson abriu mais o campo ao entrar, mas o Grêmio abusou das jogadas pelo meio, sem sucesso. Não conseguiu ser superior pelos lados com tabelas para entrar na área.



O início do Grêmio no Brasileirão é o pior nos últimos 20 anos. O time retorna aos treinamentos nesta segunda-feira e na quarta viaja para Recife, onde encara o Sport no dia seguinte, pela quarta rodada do campeonato. Da capital pernambucana, a delegação segue direto para Cuiabá para o compromisso do fim de semana.



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A falta de criatividade vem da sonolência e vagabundagem dos jogadores que ficam parados sem vontade de ganhar fiasco ta revoltando os torcedores.

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