Em jogo 200 de Kannemann, Grêmio busca classificação na Copa do Brasil

Argentino fará sua terceira partida na temporada após ter se livrado de dores no quadril


Fonte: Gaúcha ZH

Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA
O Grêmio enfrenta o Brasiliense nesta tarde, a partir das 15h30min, na Boca do Jacaré, em Taguatinga, em busca da classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil no jogo de número de 200 de Walter Kannemann pelo clube. No Tricolor desde 2016, o argentino tem nove títulos conquistados e é o terceiro estrangeiro que mais vestiu a camisa gremista, atrás apenas dos também zagueiros Ancheta e Hugo De León.



Kannemann chega aos 200 jogos no momento em que tenta voltar a ter sequência no Grêmio. A partida desta tarde será apenas a terceira dele na temporada 2021. O argentino ficou afastado dos treinos logo após a final da Copa do Brasil contra o Palmeiras por dores na região do quadril.


Ele atuou na eliminação na Libertadores para o Independiente del Valle, mas retornou ao departamento médico. Em maio, o clube informou que ele havia sido submetido a um procedimento ambulatorial.


O argentino atuou na Era Tiago Nunes apenas na semana passada, no jogo de ida contra o Brasiliense, quando voltou a formar a dupla de zaga com Geromel. No atual grupo, apenas três atletas superaram a marca de 200 jogos pelo clube: Geromel (305), Maicon (243) e Bruno Cortez (206).


"Fico muito contente em chegar a mais uma marca expressiva de jogos pelo Grêmio e colocar meu nome na história do clube com esse número de jogos. Quero agradecer à direção, aos meus companheiros e aos torcedores por todo o apoio que recebi até aqui. Que venham mais jogos e títulos pelo Tricolor. Tenham certeza de que raça e entrega nunca vão faltar", disse o argentino sobre os 200 jogos.


O estilo da declaração, direta e séria, o mesmo que demonstra dentro do campo, foi determinante para sua chegada ao clube. Vice de futebol tricolor em 2016, Alberto Guerra lembra que o Grêmio observava vários zagueiros naquele momento. Entre eles estavam o também argentino Javier Pinola, o peruano Carlos Zambrano e o brasileiro Felipe Santana. Kannemann, que defendia o Atlas-MEX, foi escolhido por, além da qualidade, ter o perfil comportamental buscado.


"Nenhuma contratação é feita apenas pelo dirigente. Os nomes passam pela comissão técnica, pelo CDD (central de dados digitais do clube) e são avaliados. No caso do Kannemann, o nome chegou pelo James Freitas (então auxiliar técnico). Lembro que no primeiro vídeo que me foi mostrado tinha um lance dele cabeceando uma bola a 30 centímetros do chão no pé do atacante. A atacante ficou com dor e ele seguiu. Ali eu vi que era um jogador com o perfil que precisávamos. A gente tinha um grupo com jogadores de perfis muito parecidos e o Kannemann era diferente. Não era melhor nem pior, mas diferente. Em um grupo você precisa ter essa diversidade", recorda.


Raça é marca desde os primeiros passos

O perfil aguerrido de Kannemann foi visto do começo de sua formação no San Lorenzo. O jogador chegou a ficar mais de seis meses afastado dos gramados quando estava no juvenil por um problema nas costas, mas nunca desistiu da carreira. Sua subida ao profissional aconteceu em 2012, em um dramático momento do clube, que lutava contra o rebaixamento no Campeonato Argentino. Pois em seu quarto jogo pelo time principal, Kannemann marcou contra San Martín de San Juan um gol decisivo para o Ciclón escapar da queda.


O primeiro título veio no ano seguinte. Sem lugar na zaga, ele arrumou uma vaga como titular na lateral esquerda do time treinado por Juan Antonio Pizzi. Na partida em que o San Lorenzo conquistou a taça, diante do Vélez, Kannemann ficou fora da foto do título por um contratempo antes da equipe entrar em campo.


"Terminou o vídeo motivacional e ele saiu tão empolgado que deu um soco em uma janela na saída do vestiário e acabou se cortando. Foi uma correria. O Kannemann ficou fora da foto do título porque estava sendo atendido. Não houve tempo para anestesia. Ele levou os pontos assim mesmo e foi para o jogo", recorda Marcela Nicolau, assessora de imprensa do San Lorenzo na época.


É esse estilo de Kannemann que o torcedor do Grêmio espera no jogo 200 dele pelo clube nesta tarde e em muitos outros para, quem sabe, ainda nesta temporada, ver o argentino chegar ao seu décimo título com a camisa tricolor.


VOLTA DE TIAGO NUNES

Depois de vencer na Arena por 2 a 0, com gols de Ricardinho e Jean Pyerre, semana passada, o Grêmio pode até perder por um gol de diferença para o Brasiliense nesta tarde que ainda assim irá garantir vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. O jogo na Boca do Jacaré marca a volta de Tiago Nunes à casamata gremista após quatro partidas. Ele esteve na beira do campo pela última vez no Gre-Nal do título do Gauchão, na Arena, no dia 23 de maio.


No período, o Grêmio teve três treinadores diferentes. Diante do La Equidad, pela Sul-Americana, Thiago Gomes comandou o time de garotos por opção da comissão técnica.


Tiago Nunes testou positivo logo depois e não pôde acompanhar o Tricolor na estreia do Brasileirão contra o Ceará, quando a equipe esteve sob o comando do auxiliar Evandro Fornari, também diagnosticado com coronavírus na sequência. O analista de desempenho Pedro Sotero foi o responsável pela equipe na ida contra o Brasiliense e na conquista da Recopa Gaúcha sobre o Santa Cruz, no último domingo.


Estrangeiros com mais jogos pelo Grêmio

Atilio Ancheta - 428 jogos
Hugo De León - 242 jogos
Walter Kannemann - 199 jogos
Catalino Rivarola - 173 jogos



Números de Kannemann com a camisa do Grêmio

199 jogos
4 gols
3 assistências
9 títulos
Francisco Arce - 145 jogos

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