Foto: Charles Guerra / Agencia RBS
Hoje no Ceará, o paulista Silas, 49 anos, treinava o Grêmio no Gauchão de 2010, o último conquistado pelo clube. A vitória por 2 a 0 no primeiro Gre-Nal decisivo, no Beira-Rio, definiu o título. Derrotado por 1 a 0 no jogo de volta, no Olímpico, gol de Giuliano, o Grêmio ficou com a taça pelo saldo de gols.
Próximo de ganhar a Copa do Nordeste - o Ceará fez 1 a 0 no Bahia quarta-feira e só precisa empatar o jogo de volta, em Fortaleza - Silas fala com saudade da época do Grêmio, apesar da suspeita de ter sido boicotado por alguns jogadores. Mas diz não ter time preferido na decisão.
Como se sente sendo o último treinador a conquistar um título pelo Grêmio?
Fico feliz, né? No ano seguinte, com o Renato (Portaluppi), quase chegou e não conseguiu. Uma hora muda. Talvez agora com o Felipão, que é um cara experiente. Mas Gre-Nal é sempre complicado.
Aquele foi o momento mais marcante de sua carreira como treinador?
Sem dúvida. Conquistar um título com um time do tamanho do Grêmio. No começo, ninguém dá bola para o Gauchão. Depois, se vê a dificuldade que é. Quando fica esse tempo todo sem ganhar é que se vê a importância. Fica uma grande saudade daquela campanha, do pessoal de dentro, que ama o Grêmio, como seu Verardi (Antônio Carlos, superintendente) o Duda (Kroeff, ex-presidente), toda a diretoria.
Quem pode fazer a diferença em favor do Grêmio?
Douglas é um deles. Na posição em que joga, poucos têm a sua qualidade. Não corre do pau, fica no meio dos volantes, isso é qualidade. Há meias que começam a ir para as beiradas quando apanham. Douglas, não. Ele tenta muito, por isso erra muito.
Uma vitória no primeiro jogo poderá fazer a diferença?
Conosco foi assim em 2010. Ganhamos por 2 a 0 lá (no Beira-Rio) e ficou muito complicado para o Inter. Mesmo que eles tivessem um timão, que depois ganharia a Libertadores.
Há rumores de que parte do grupo tenha boicotado seu tabalho durante uma intertemporada em Santa Catarina. Como vê aquele episódio, após tanto tempo?
Hoje já entendo bem aquilo. Deveria ter dado um carrinho sem bola em alguns atletas. Mas agora sei que havia alguns jogadores com problema. Um deles perdeu a mãe, que estava com leucemia. O bom é que adquiri experiência, mesmo atráves de alguns erros. O que ficou de bom foram o título e as amizades. Tenho enorme carinho pelo Grêmio.
Qual a marca do atual Grêmio?
O Grêmio é coração, é raça, é disputa. Mantendo essas características, teria condições de ganhar mesmo se não atravessasse o momento que atravessa. E, claro, tem a qualidade dos jogadores, que são tarimbados. Esse tipo de jogador cresce nessa hora.
Você irá torcer pelo Grêmio na decisão?
Tenho um carinho enorme pelo Grêmio, foi um tempo maravilhoso. Mas hoje estou do lado de fora, sou um imparcial. Também fui campeão pelo Inter, como jogador. Posso ser convidado para treiná-lo algum dia. D'Alessandro é meu amigo, morávamos no mesmo prédio. Que ganhe quem merecer ganhar.
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Hoje no Ceará, o paulista Silas, 49 anos, treinava o Grêmio no Gauchão de 2010, o último conquistado pelo clube. A vitória por 2 a 0 no primeiro Gre-Nal decisivo, no Beira-Rio, definiu o título. Derrotado por 1 a 0 no jogo de volta, no Olímpico, gol de Giuliano, o Grêmio ficou com a taça pelo saldo de gols.
Próximo de ganhar a Copa do Nordeste - o Ceará fez 1 a 0 no Bahia quarta-feira e só precisa empatar o jogo de volta, em Fortaleza - Silas fala com saudade da época do Grêmio, apesar da suspeita de ter sido boicotado por alguns jogadores. Mas diz não ter time preferido na decisão.
Como se sente sendo o último treinador a conquistar um título pelo Grêmio?
Fico feliz, né? No ano seguinte, com o Renato (Portaluppi), quase chegou e não conseguiu. Uma hora muda. Talvez agora com o Felipão, que é um cara experiente. Mas Gre-Nal é sempre complicado.
Aquele foi o momento mais marcante de sua carreira como treinador?
Sem dúvida. Conquistar um título com um time do tamanho do Grêmio. No começo, ninguém dá bola para o Gauchão. Depois, se vê a dificuldade que é. Quando fica esse tempo todo sem ganhar é que se vê a importância. Fica uma grande saudade daquela campanha, do pessoal de dentro, que ama o Grêmio, como seu Verardi (Antônio Carlos, superintendente) o Duda (Kroeff, ex-presidente), toda a diretoria.
Quem pode fazer a diferença em favor do Grêmio?
Douglas é um deles. Na posição em que joga, poucos têm a sua qualidade. Não corre do pau, fica no meio dos volantes, isso é qualidade. Há meias que começam a ir para as beiradas quando apanham. Douglas, não. Ele tenta muito, por isso erra muito.
Uma vitória no primeiro jogo poderá fazer a diferença?
Conosco foi assim em 2010. Ganhamos por 2 a 0 lá (no Beira-Rio) e ficou muito complicado para o Inter. Mesmo que eles tivessem um timão, que depois ganharia a Libertadores.
Há rumores de que parte do grupo tenha boicotado seu tabalho durante uma intertemporada em Santa Catarina. Como vê aquele episódio, após tanto tempo?
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Qual a marca do atual Grêmio?
O Grêmio é coração, é raça, é disputa. Mantendo essas características, teria condições de ganhar mesmo se não atravessasse o momento que atravessa. E, claro, tem a qualidade dos jogadores, que são tarimbados. Esse tipo de jogador cresce nessa hora.
Você irá torcer pelo Grêmio na decisão?
Tenho um carinho enorme pelo Grêmio, foi um tempo maravilhoso. Mas hoje estou do lado de fora, sou um imparcial. Também fui campeão pelo Inter, como jogador. Posso ser convidado para treiná-lo algum dia. D'Alessandro é meu amigo, morávamos no mesmo prédio. Que ganhe quem merecer ganhar.
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