Felipão em sua primeira conquista de Gauchão, em 1987 Foto: Valdir Friolin / Agencia RBS
Como há 28 anos, uma final de Gauchão entra na vida de Felipão como divisor de águas. Se o título de 1987 foi o primeiro na sua carreira de técnico, o de 2015 poderá marcar o início da reabilitação após o desastre dos 7 a 1, contra a Alemanha, pela Seleção Brasileira. Será sua quarta final de Gauchão.
Felipão tinha 38 anos quando entrou no Olímpico em 1° de junho de 1987, uma segunda-feira, dirigindo o Chevette placas RX-7287. Chegava em meio ao campeonato estadual para ocupar o lugar do uruguaio Juan Mugica, demitido após empate por 1 a 1 contra o Inter, no Beira-Rio. Trazia junto do Juventude o preparador físico Celso Roth.
— Pego junto e não fujo da luta — anunciou na primeira coletiva, registrada por Zero Hora.
O título veio numa tarde de domingo, 19 de julho, com a vitória por 3 a 2 contra o Inter, de Ênio Andrade, no Olímpico. O jogo também ficou marcado pela ruptura de ligamentos do zagueiro colorado Pinga. Felipão ainda permaneceria até o final do ano, antes de trocar o futebol brasileiro pelo árabe, com breve escala no Goiás.
As conquistas de 1995 e 1996 foram obtidas já em um momento de afirmação como treinador. Era a segunda passagem pelo Grêmio, e Felipão lapidava um dos grupos mais vencedores daquela década no futebol brasileiro.
Em 1995, por exemplo, como o Gauchão foi disputado em meio à Libertadores, que o Grêmio ganharia, o técnico permitiu-se escalar em muitas partidas uma equipe reserva, apelidada de Banguzinho pelo volante André Vieira.
Suplentes como o goleiro Silvio, o lateral-direito Marco Antonio, o zagueiro Luciano, o volante Gelson, o meia Vagner Mancini e o centroavante Nildo participaram dos dois Gre-Nais decisivos. O que não impediu o time de vencer por 2 a 1 o Gre-Nal final, no Olímpico.
Envolvido em rumores sobre uma transferência para o futebol chinês, Felipão começou ontem a montar o time para o primeiro dos dois jogos decisivos contra o Inter. Como participou do treinamento com bola, o uruguaio Cristian Rodríguez vira opção.
Uma alternativa a mais para um grupo que se consolidou ao longo do Gauchão, depois de um começo preocupante, em que o próprio treinador, ao abandonar a casamata na derrota para o Veranópolis, deu sinais de desistência. A campanha, cujo aproveitamento é de 68%, tem 11 vitórias, quatro empates e três derrotas.
No domingo, na Arena, Felipão abre sua 31ª final como técnico. Ao todo, são 19 títulos desde 1982, quando trocou a carreira de zagueiro pela de técnico do alagoano CSA. Mesmo habituado a conquistas intenacionais, promete vibrar como se fosse a primeira vez.
Os três títulos:
1987 - Final: Grêmio 3×2 Inter
Data: 19/7/1987
Local: Olímpico
Campanha: 15 jogos, nove vitórias e seis empates. Aproveitamento: 80%*.
1995 - Final: Grêmio 2x1 Inter
Data: 13/8/1995
Local: Olímpico
Campanha: 36 jogos, 17 vitórias, 13 empates e 6 derrotas. Aproveitamento: 59%
1996 - Final: Grêmio 4x0 Juventude
Data: 30/6/1996
Local: Olímpico
Campanha: 19 jogos, 12 vitórias, 5 empates e duas derrotas. Aproveitamento: 71%
*Á época, a vitória valia dois pontos
VEJA TAMBÉM
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Como há 28 anos, uma final de Gauchão entra na vida de Felipão como divisor de águas. Se o título de 1987 foi o primeiro na sua carreira de técnico, o de 2015 poderá marcar o início da reabilitação após o desastre dos 7 a 1, contra a Alemanha, pela Seleção Brasileira. Será sua quarta final de Gauchão.
Felipão tinha 38 anos quando entrou no Olímpico em 1° de junho de 1987, uma segunda-feira, dirigindo o Chevette placas RX-7287. Chegava em meio ao campeonato estadual para ocupar o lugar do uruguaio Juan Mugica, demitido após empate por 1 a 1 contra o Inter, no Beira-Rio. Trazia junto do Juventude o preparador físico Celso Roth.
— Pego junto e não fujo da luta — anunciou na primeira coletiva, registrada por Zero Hora.
O título veio numa tarde de domingo, 19 de julho, com a vitória por 3 a 2 contra o Inter, de Ênio Andrade, no Olímpico. O jogo também ficou marcado pela ruptura de ligamentos do zagueiro colorado Pinga. Felipão ainda permaneceria até o final do ano, antes de trocar o futebol brasileiro pelo árabe, com breve escala no Goiás.
As conquistas de 1995 e 1996 foram obtidas já em um momento de afirmação como treinador. Era a segunda passagem pelo Grêmio, e Felipão lapidava um dos grupos mais vencedores daquela década no futebol brasileiro.
Em 1995, por exemplo, como o Gauchão foi disputado em meio à Libertadores, que o Grêmio ganharia, o técnico permitiu-se escalar em muitas partidas uma equipe reserva, apelidada de Banguzinho pelo volante André Vieira.
Suplentes como o goleiro Silvio, o lateral-direito Marco Antonio, o zagueiro Luciano, o volante Gelson, o meia Vagner Mancini e o centroavante Nildo participaram dos dois Gre-Nais decisivos. O que não impediu o time de vencer por 2 a 1 o Gre-Nal final, no Olímpico.
Envolvido em rumores sobre uma transferência para o futebol chinês, Felipão começou ontem a montar o time para o primeiro dos dois jogos decisivos contra o Inter. Como participou do treinamento com bola, o uruguaio Cristian Rodríguez vira opção.
Uma alternativa a mais para um grupo que se consolidou ao longo do Gauchão, depois de um começo preocupante, em que o próprio treinador, ao abandonar a casamata na derrota para o Veranópolis, deu sinais de desistência. A campanha, cujo aproveitamento é de 68%, tem 11 vitórias, quatro empates e três derrotas.
No domingo, na Arena, Felipão abre sua 31ª final como técnico. Ao todo, são 19 títulos desde 1982, quando trocou a carreira de zagueiro pela de técnico do alagoano CSA. Mesmo habituado a conquistas intenacionais, promete vibrar como se fosse a primeira vez.
Os três títulos:
1987 - Final: Grêmio 3×2 Inter
Data: 19/7/1987
Local: Olímpico
Campanha: 15 jogos, nove vitórias e seis empates. Aproveitamento: 80%*.
1995 - Final: Grêmio 2x1 Inter
Data: 13/8/1995
Local: Olímpico
Campanha: 36 jogos, 17 vitórias, 13 empates e 6 derrotas. Aproveitamento: 59%
1996 - Final: Grêmio 4x0 Juventude
Data: 30/6/1996
Local: Olímpico
Campanha: 19 jogos, 12 vitórias, 5 empates e duas derrotas. Aproveitamento: 71%
*Á época, a vitória valia dois pontos
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