Diego Souza lidera ranking dos jogadores que mais colocaram a lei do ex em prática
Série de reportagens do ge mostra eficácia da Lei do Ex, os times que mais sofrem e fazem gols com ex e os atletas com aproveitamento bom e ruim diante de antigos clubes
Qual é a Lei do Ex? Como funciona a Lei do Ex? O que é a Lei do Ex no futebol? Essas são as perguntas mais frequentes sobre o tema feitas pelos usuários brasileiros ao Google. Para responder aos questionamentos e mostrar todas as nuances sobre a máxima que é ouvida a cada rodada no futebol brasileiro, o ge preparou uma série de cinco reportagens a serem publicadas nesta semana anterior ao início do Campeonato Brasileiro de 2021.
Em parceria com o Gato Mestre, do Cartola FC, o ge analisou o desempenho de todos os jogadores que atuaram pelo Brasileirão, de 2010 a 2020. Para elaborar o ranking dos mais efetivos contra ex-clubes, a reportagem analisou a média de gols contra antigos times em comparação com a média de gols contra equipes pelas quais o atleta nunca atuou. Assim, foi possível revelar quem costuma seguir à risca a lei do ex ou não.
Esta é a primeira da série de cinco reportagens sobre o tema da Lei do Ex. Nas matérias, o ge vai trazer uma nova visão sobre a lei, vai abordar os jogadores que têm melhor ou pior desempenho contra um ex, os times que mais sofrem gols de ex ou os que se aproveitam mais da lei para balançar a rede. Todo este material será publicado na semana que antecede o início do Brasileirão de 2021.
A última edição do Brasileirão mostrou que a Lei do Ex apareceu com maior frequência. Foram 86 gols marcados. O Santos foi o time que mais se aproveitou da máxima, com 9 bolas na rede de jogadores que enfrentavam seu ex-clubes. Apesar do aumento de gols, pela Lei do Ex, no Campeonato Brasileiro de 2020, vale destacar que a competição teve o total de 944 gols marcados. Ou seja, 858 gols não tiveram a Lei do Ex registrada.
Em 2020, um nome foi responsável por quase 10% dos gols de ex na edição passada: Diego Souza. Com uma carreira com passagens por vários clubes grandes, o centroavante marcou 8 gols diante de times que defendeu anteriormente. Considerando todas as edições analisadas, o atacante gremista foi quem mais colocou a Lei do Ex em vigor em uma única edição. No entanto, vale fazer a ressalva que ele defendeu muitos clubes na carreira e, por isso, tem a chance de colocá-la em evidência mais vezes.
Se for considerada a diferença da média de gols contra ex versus a média diante de clubes que nunca defendeu na carreira, o atacante Rafael Sobis teve a melhor proporção de gols pela Lei do Ex em uma única edição. Em 2016, quando defendia o Cruzeiro, Sobis marcou quatro gols em 22 jogos. Todos contra times que já havia vestido a camisa: Fluminense (2011-14), com um gol, e Internacional (2004-06 e (2010-11), com 3 gols.
Para o comentarista da Globo Caio Ribeiro, o fator que mais favorece a Lei do Ex é o motivacional.
"O principal é a motivação. É o fato de o jogador querer voltar para aquele lugar e dar uma resposta mostrando que tem bola para voltar ao clube. Ou dar um "cala boca" no sentido de 'eu saí, mas não devia ter saído porque ainda jogo para caramba'. Acho que é muito mais o lado motivacional do que o conhecimento do adversário".
"É um jogo diferente dos outros. Você fica ansioso pela reação da torcida. 'Será que a torcida vai me aplaudir porque é a primeira vez que estou enfrentando meu ex-time? Vai me vaiar? Vai tentar me desestabilizar para que eu não faça mal para o meu ex-time?' Eu acho que tudo envolve esse lado emocional. A preparação do atleta é diferente, sim", analisou o comentarista.
Quando era jogador, Caio Ribeiro defendeu camisas de grandes do futebol brasileiro, tais como São Paulo, Santos, Flamengo, Fluminense, Grêmio e Botafogo. O ex-atacante lembrou que nunca teve receio de comemorar gols contra ex-times.
"Sempre procurei defender a camisa do clube do momento. Quando eu fiz gols contra São Paulo, Flamengo, Santos, sempre comemorei. Nunca de forma pejorativa, mas abraçando meus companheiros, agradecendo, comemorando com o time. Nunca faltando respeito com a torcida, até pela gratidão e pelo carinho que eu tinha com eles".
"Não estou falando que, só porque eu comemorava, acho absurdo quando não comemoram. Acho que não tem certo ou errado. Cada um sabe o amor que sente pelo ex-clube, o quanto você foi feliz ali. Essa reação é muito particular. Eu sempre tive muito claro na minha cabeça o seguinte: 'fui muito feliz enquanto estive aqui, hoje eu defendo outra camisa, não vou fazer dancinha para a torcida, não vou mandar a torcida calar a boca'. Não era do meu perfil. Mas comemorar acho que faz parte do esporte".
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