Após sair atrás na disputa pela classificação, Grêmio busca evitar vergonha que 2 gigantes brasileiros já passaram


Fonte: ESPN

Após sair atrás na disputa pela classificação, Grêmio busca evitar vergonha que 2 gigantes brasileiros já passaram
Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA
O Grêmio tem uma duríssima missão pela Conmebol Libertadores 2021 diante do Independiente del Valle-EQU, na Arena, em Porto Alegre, pela volta da terceira e última fase pré-grupos. E não é só por ter de reverter a derrota por 2 a 1 na ida, no Paraguai, e pela qualidade do adversário, mas também pela pressão de reviver uma situação pela qual já passou há alguns anos e de tentar evitar um vexame que outros dois gigantes do futebol brasileiro já deram.



O clube gaúcho se classificará para entrar na chave A, a mesma do Palmeiras, se vencer pelo placar simples de 1 a 0, uma vez que há o critério do gol qualificado (marcado fora de casa).


E isto é, sim, uma vantagem. Para quem duvida, basta olhar para o sufoco vivido há oito anos.



Em 2013, o clube gaúcho encarou a LDU, também do Equador, na primeira fase. Na ida, fora de casa, perdeu por 1 a 0 e precisou contar com a força da torcida e do bom time à época, com nomes como Elano, Vargas, Zé Roberto, Marcelo Moreno e outros, para conseguir a vaga.


Em um duro embate em casa, o gol gremista saiu apenas no segundo tempo. Elano acertou uma bomba de fora da área, sem chances para o goleiro. Apesar da pressão, a partida terminou no 1 a 0 mesmo, e a decisão foi para os pênaltis. Após Saimon e Reasco perderem, a disputa foi às alternadas, e brilhou a estrela de Marcelo Grohe, que pegou a cobrança de Morante e garantiu a vitória por 5 a 4.


Apesar do Grêmio ter conseguido a classificação naquele ano, as fases pré-grupos da Libertadores já deixaram marcas em equipes brasileiras. A primeira vez que um time do país foi eliminado de maneira tão precoce foi em 2011, quando o Corinthians de Tite perdeu por 2 a 0 para o Deportes Tolima, da Colômbia, fora de casa, após empate em 0 a 0 na ida, no Pacaembu, e deu adeus. O técnico seguiu e levou o clube à conquista inédita no ano seguinte.


O time paulista conseguiu cair mais uma vez antes dos grupos. Foi na segunda fase de 2020, quando perdeu do Guaraní, do Paraguai, na ida por 1 a 0, em São Paulo, e até venceu por 2 a 1 na volta, fora, mas acabou eliminado por conta da regra do gol qualificado - olha ela aí de novo.


Outros dois brasileiros também já viveram a mesma situação. A Chapecoense foi a vítima em 2018 após perder as duas partidas diante do tradicional Nacional por 1 a 0, algo normal se considerada a história de ambos, especialmente na disputa sul-americana - o time uruguaio é um dos gigantes do continente, chegou seis vezes à decisão e tem três títulos (1971, 1980 e 1988).


Em 2019, foi a vez do tricampeão São Paulo imitar seu rival Corinthians e também dar vexame. O time tomou 2 a 0 do Talleres de Córdoba, na Argentina, na ida, e não passou de um 0 a 0 no Morumbi, na volta.



O Grêmio tentará evitar tal mancha. E desta vez, o time de Diego Souza, Pepê, Maicon e companhia terá de superar o desafio sem o apoio de sua torcida. Se conseguir, além do Palmeiras, terá como rivais no grupo A o Universitario, do Peru, e o Defensa y Justicia, da Argentina.

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