Marco Polo Del Nero posa para foto junto com presidentes das federações estaduais
Marco Polo Del Nero assumiu na manhã festa quinta-feira a presidência da CBF. A primeira missão do cartola já está mais do que clara: derrubar alguns pontos ruins da Medida Provisória editada pelo Governo Federal. O assunto fez parte da cerimônia de posse do dirigente, realizada na sede da entidade, no Rio de Janeiro, e foi reproduzida pelos demais presidentes de clubes e federações.
Entres os questionamentos da confederação, está o artigo quinto do texto, que impõe que os times só poderão participar de competições organizadas por entidades que tenham em seu estatuto apenas uma reeleição de quatro anos.
"Ele falou, claro, sobre isso ali dentro. A MP não está adequada. Pode ser que alguns clubes tenham gostado por alguns motivos, mas a gente vai ter que mudar muita coisa antes de ela ser aprovada. Não vamos brigar com o governo, não queremos isso, mas precisa ter algumas mudanças", afirmou Gustavo Dantas Feijó, vice-presidente na nova diretoria.
"Cada um tem a sua posição interna sobre isso. Alguns clubes consideram isso uma ingerência. Eu acho que a medida era uma coisa boa quando ela tratava de um assunto só, mas ela quis pegar um monte de coisas e fazer um pacotão, aí perdeu o sentido", acrescentou Paulo Nobre, presidente do Palmeiras.
"Foi uma mensagem muito clara que o presidente passou em sua fala. Foi ao menos para um bom entendedor. Precisa ter algumas mudanças nessa lei", completou Júlio Casares, vice-presidente do São Paulo.
Enquanto alguns clubes já falam em boicotar a MP, outros tentam ver uma maneira de compor para que a lei seja aprovada o quanto antes.
"No conceito, estão todos abraçados. A questão é que alguns clubes estão estudando mais as questões pontuais e outros nem tanto. Então, o empenho de cada um nas mudanças claro que varia", disse Peter Siemsen, mandatário do Fluminense.
A gente vem discutindo isso com a CBF há muito tempo. Acho que que existe espaço para que o produto final seja do agrado dos clubes, da CBF, dos jogadores, da sociedade como um todo, do Ministério da Fazenda. Eu sou otimista, se todo mundo ceder, se não houver radicalismo, vamos chegar a uma solução que seja boa para todo mundo", afirmou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.
Como já fez algumas vezes, o novo vice-presidente da região Sul, Delfim Peixoto, questionou a medida do governo e disse que a atual administração do país não consegue nem cuidar dos problemas dela.
"Não faz sentido isso. Eu já disse: o Governo não consegue nem cuidar dos problemas dele. Eles estão cheios de corrupção. Já pegaram algumas pessoas e vão pegar mais gente. Não tem que interferir em nada. Isso a gente não vai deixar", disse.
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"Ele falou, claro, sobre isso ali dentro. A MP não está adequada. Pode ser que alguns clubes tenham gostado por alguns motivos, mas a gente vai ter que mudar muita coisa antes de ela ser aprovada. Não vamos brigar com o governo, não queremos isso, mas precisa ter algumas mudanças", afirmou Gustavo Dantas Feijó, vice-presidente na nova diretoria.
"Cada um tem a sua posição interna sobre isso. Alguns clubes consideram isso uma ingerência. Eu acho que a medida era uma coisa boa quando ela tratava de um assunto só, mas ela quis pegar um monte de coisas e fazer um pacotão, aí perdeu o sentido", acrescentou Paulo Nobre, presidente do Palmeiras.
"Foi uma mensagem muito clara que o presidente passou em sua fala. Foi ao menos para um bom entendedor. Precisa ter algumas mudanças nessa lei", completou Júlio Casares, vice-presidente do São Paulo.
Enquanto alguns clubes já falam em boicotar a MP, outros tentam ver uma maneira de compor para que a lei seja aprovada o quanto antes.
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Como já fez algumas vezes, o novo vice-presidente da região Sul, Delfim Peixoto, questionou a medida do governo e disse que a atual administração do país não consegue nem cuidar dos problemas dela.
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