Magrão foi pego em exame após partida contra o Inter, na primeira fase do Gauchão (Foto: Diego Guichard)
Vai além do doping o drama de Magrão. Flagrado em exame após a partida contra o Inter, em fevereiro, o experiente volante do Novo Hamburgo se manifestou sobre o caso nesta quinta-feira. E revelou que, desde 2011, se trata de um câncer nos testículos.
O jogador precisou retirar um dos testículos quando atuava nos Emirados Árabes. Ele acredita que os remédios que toma para controlar a doença possam ter sido a causa do resultado positivo no exame.
Magrão se pronunciou no fim da tarde desta quinta-feira, no gramado da Arena, antes do confronto com o Grêmio, pelas quartas de final do Gauchão. Como pediu contraprova, o volante está liberado para atuar pelo Novo Hamburgo.
A manifestação foi sem perguntas de jornalistas. No final do pronunciamento, o atleta se emocionou.
- Em 2011, quando eu estava nos Emirados Árabes, eu passei por um exame antidoping, que deu positivo. Fomos avaliar o que eu tinha. Era um drama pessoal que carrego há quatro anos. Eu tinha um câncer de testículos. Tive que tirar um testículo. Só quem sabia era a minha família e amigos próximos. Estou tendo que externar isso. Tomo remédios há cinco anos. Tem pessoas que gostam de mim, que sabem do meu caráter. Não é nada ilícito. Há muita chance de a contraprova dar negativo. Eu não queria externar isso publicamente, gostaria de encerrar a minha carreira sem revelar isso. Tenho que fazer controle. O último que eu fiz foi em novembro.
Tenho todos esses documentos, estou muito tranquilo. Agradeço à diretoria do Novo Hamburgo. Deve ter sido algum medicamento que eu tomo para o controle. É triste eu ter que externar isso. Só quem sabe disso era a minha família, meus filhos. Era um segredo meu. Até me emociono. Como defesa, tive que externar isso a vocês. Acho que o câncer não vai voltar mais. Até agora, graças a Deus, não voltou. É uma coisa íntima, peço desculpas a minha família, mas precisava me defender. Não poderiam colocar em dúvida toda a minha carreira e o meu caráter, as crianças que me têm como um ídolo... Por isso estou aqui falando isso. Espero ter a cabeça no lugar para entrar em campo - disse o jogador.
Com passagens marcantes por Inter e Palmeiras, Magrão tem 36 anos e esperava encerrar em breve a carreira.
Tem sido peça importante no Novo Hamburgo. Na última rodada da primeira fase, marcou gol aos 47 minutos do segundo tempo, diante do Caxias, que valeu vaga ao Noia para pegar o Grêmio, na Arena.
O resultado da contraprova, ainda segundo Novelletto, tende a sair mais rápido que o do primeiro exame antidoping. Se o resultado for novamente positivo, Magrão será suspenso. Se for negativo, ele seguirá jogando normalmente.
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Vai além do doping o drama de Magrão. Flagrado em exame após a partida contra o Inter, em fevereiro, o experiente volante do Novo Hamburgo se manifestou sobre o caso nesta quinta-feira. E revelou que, desde 2011, se trata de um câncer nos testículos.
O jogador precisou retirar um dos testículos quando atuava nos Emirados Árabes. Ele acredita que os remédios que toma para controlar a doença possam ter sido a causa do resultado positivo no exame.
Magrão se pronunciou no fim da tarde desta quinta-feira, no gramado da Arena, antes do confronto com o Grêmio, pelas quartas de final do Gauchão. Como pediu contraprova, o volante está liberado para atuar pelo Novo Hamburgo.
A manifestação foi sem perguntas de jornalistas. No final do pronunciamento, o atleta se emocionou.
- Em 2011, quando eu estava nos Emirados Árabes, eu passei por um exame antidoping, que deu positivo. Fomos avaliar o que eu tinha. Era um drama pessoal que carrego há quatro anos. Eu tinha um câncer de testículos. Tive que tirar um testículo. Só quem sabia era a minha família e amigos próximos. Estou tendo que externar isso. Tomo remédios há cinco anos. Tem pessoas que gostam de mim, que sabem do meu caráter. Não é nada ilícito. Há muita chance de a contraprova dar negativo. Eu não queria externar isso publicamente, gostaria de encerrar a minha carreira sem revelar isso. Tenho que fazer controle. O último que eu fiz foi em novembro.
Tenho todos esses documentos, estou muito tranquilo. Agradeço à diretoria do Novo Hamburgo. Deve ter sido algum medicamento que eu tomo para o controle. É triste eu ter que externar isso. Só quem sabe disso era a minha família, meus filhos. Era um segredo meu. Até me emociono. Como defesa, tive que externar isso a vocês. Acho que o câncer não vai voltar mais. Até agora, graças a Deus, não voltou. É uma coisa íntima, peço desculpas a minha família, mas precisava me defender. Não poderiam colocar em dúvida toda a minha carreira e o meu caráter, as crianças que me têm como um ídolo... Por isso estou aqui falando isso. Espero ter a cabeça no lugar para entrar em campo - disse o jogador.
Com passagens marcantes por Inter e Palmeiras, Magrão tem 36 anos e esperava encerrar em breve a carreira.
Tem sido peça importante no Novo Hamburgo. Na última rodada da primeira fase, marcou gol aos 47 minutos do segundo tempo, diante do Caxias, que valeu vaga ao Noia para pegar o Grêmio, na Arena.
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