Foto: Lucas Uebel
A melhor de todas as notícias foi a goleada implacável sobre o rebaixável Vasco da Gama, que triste destino parece aguardar o gigante carioca mal gerido há muito mais tempo do que a sensatez recomendaria. Gremistas viram seu time jogando no mesmo padrão recente em que abundam chances de gol, faltam chances para o adversário fazer gol e sempre há mais de uma atuação individual relevante.
Se não havia em campo o brilho e a magia de Jean Pyerre, fez-se presente a competência de Pinares para ser o armador alternativo do time. Do jeito dele, o chileno articulou no meio-campo entrosando sua característica com a de Maicon e Matheus Henrique. O golaço que fez, o terceiro do 4x0, legendou a grande atuação de quem veio para encorpar o elenco e dar opção a eventual ausência do JP10. Pinares foi o grande destaque, mas poderiam ser apontados Pepê, Diego Souza, Ferreira ou Maicon sem problema algum.
A dúvida maior era mesmo se o Grêmio sentiria demasiadamente a ausência de Jean Pyerre. O rival, combinemos, tem camisa pesada mas está no Z-4, o parâmetro precisa ser relativizado. De qualquer forma, não ficou sombra de hesitação sobre a capacidade do time manter intacto seu conceito de jogo em que a bola não é negociável. Está quase todo tempo com o Grêmio. E no campo de ataque.
Quando a bola vai para o adversário, ele continua correndo risco porque a retomada põe em ação dois velocistas. Pepê, num estágio muito mais avançado, e Ferreira, cuja evolução é clara e seguirá seu curso pela atenção de Renato Portaluppi. Não por acaso, é com Ferreira que o treinador mais fala durante a partida. Do jeito do Renato, o que parece facilitar o entendimento dos jogadores em relação ao que o comandante pede.
Para puxar um exemplo do domínio de grupo que ele tem, basta trazer a cena da saída de campo de Pepê logo depois de tentar fazer um golaço por cobertura e ver a bola bater no travessão ao invés de entrar. Pepê saiu derrotado, cabeça enterrada nos ombros. Lamentava o gol perdido, mas também sabia que ia ouvir uma letra do técnico quando deixasse o campo. Renato disse, rindo, algo do tipo "depois vê no meu DVD como é que faz um gol como este que você quis fazer". Não era uma zombaria desrespeitosa. Antes, era uma forma de dizer a seu atacante que estava tudo bem, que Pepê continuava sendo um dos seus protagonistas.
Agora, Libertadores com Jean Pyerre de volta. Notícia boa não falta na Arena.
Grêmio, Opinião, Maurício Saraiva
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Quando a bola vai para o adversário, ele continua correndo risco porque a retomada põe em ação dois velocistas. Pepê, num estágio muito mais avançado, e Ferreira, cuja evolução é clara e seguirá seu curso pela atenção de Renato Portaluppi. Não por acaso, é com Ferreira que o treinador mais fala durante a partida. Do jeito do Renato, o que parece facilitar o entendimento dos jogadores em relação ao que o comandante pede.
Para puxar um exemplo do domínio de grupo que ele tem, basta trazer a cena da saída de campo de Pepê logo depois de tentar fazer um golaço por cobertura e ver a bola bater no travessão ao invés de entrar. Pepê saiu derrotado, cabeça enterrada nos ombros. Lamentava o gol perdido, mas também sabia que ia ouvir uma letra do técnico quando deixasse o campo. Renato disse, rindo, algo do tipo "depois vê no meu DVD como é que faz um gol como este que você quis fazer". Não era uma zombaria desrespeitosa. Antes, era uma forma de dizer a seu atacante que estava tudo bem, que Pepê continuava sendo um dos seus protagonistas.
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Comentários
Comentários (1)
Essa sempre foi a solução: guris da base e um 10 nato de criação. O resto são simples acessórios.
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