Foto: Diego Vara / Agencia RBS
Na tarde de sábado, 14 de fevereiro, o sinal de alerta foi ligado na Arena. A derrota para o Veranópolis, a segunda consecutiva em casa - a primeira havia sido para o Brasil-Pel - fez com que Felipão, envergonhado, abandonasse a casamata. E forçou a direção a buscar reforços.
Contratados, Maicon, Cristian e Braian Rodríguez elevaram o nível técnico da equipe, que ainda patinava depois da saída de nomes como Barcos e Marcelo Moreno. Dos três, "Cebolla" foi o menos utilizado, devido a uma lesão muscular sofrida logo na estreia.
A chegada das caras novas também foi acompanhada pela melhora de rendimento de Douglas e Giuliano. Os garotos, sobre quem havia recaído na abertura da temporada a responsabilidade de resolver os problemas, hoje só são chamados em situações mais amenas.
Mas, acima de tudo, houve uma forte reação interna, cujo resultado é uma sequência de oito jogos de invencibilidade, seis deles com vitórias.
O time que desanimava seu torcedor e o fazia temer por fiasco no Brasileirão saltou de uma inaceitável nona posição para a liderança. E foi o primeiro a garantir, matematicamente, classificação para as quartas de final do Gauchão, com a vitória por 1 a 0 contra o Novo Hamburgo, quarta-feira.
A pedido de Zero Hora, os comentaristas Tostão, Paulo Vinícius Coelho e Lédio Carmona analisam a metamorfose gremista.
Paulo Vinícius Coelho, PVC, comentarista da Fox Sports
"Felipão não tem mais a paciência que tinha. Começa a lembrar Evaristo de Macedo no fim da carreira. Ter ido mais cedo para o vestiário naquele jogo (contra o Veranópolis) é o maior exemplo disso. Com aquele gesto, poderia ter quebrado o grupo. Mas, algum santo o protegeu, deu certo e o time reagiu. Ganhar o Gauchão não será mau. Mas o desafio é conquistar um título nacional ou continental. Neste momento, sua grande missão será juntar os jogadores experientes aos meninos. Se tiver paciência, conseguirá criar novos Roger, Arilson, Carlos Miguel e Emerson. Não creio que Cristian Rodríguez será a referência do time. Giuliano, sim, está bem e poderá ser essa peça."
Tostão, colunista da Folha de São Paulo
"Gosto muito do Maicon. Alguns o acham lento, mas ele tem domínio do jogo, da troca de passes, é o tipo de jogador que o Brasil deixou de formar. É claro que uma equipe não pode ter jogadores somente com essa característica. Mas achei uma burrice o São Paulo deixá-lo sair e ficar com outros menos qualificados. Estou curioso para ver o Grêmio com mais calma. A equipe vai crescer quando Cristian Rodríguez puder contribuir mais. Giuliano sentiu a falta de ritmo por ter ficado muito tempo fora do Brasil. Agora, recuperou o futebol que vai fazê-lo um destaque no país no campeonato brasileiro. O Grêmio não poderia ficar onde estava. Já era esperado que crescesse."
Lédio Carmona, comentarista SporTV
"Era natural que a equipe fosse encorpando, adquirindo padrão tático, os estaduais servem para isso. Giuliano em forma faz uma diferença técnica muito grande. Maicon, apesar de lento, tem bom passe. Braian é uma referência na área. Agora, apesar de serem reforços bons, talvez não possam jogar todos juntos. O time ficará muito lento com Maicon, Douglas e Braian. Não vai andar. Felipão vai ter que achar outra forma de jogar. Talvez, no futuro, caso não sejam contratados novos reforços, tenha que colocar Luan e Everton juntos. Caso contrário, terá os mesmos problemas de lentidão do Inter".
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Contratados, Maicon, Cristian e Braian Rodríguez elevaram o nível técnico da equipe, que ainda patinava depois da saída de nomes como Barcos e Marcelo Moreno. Dos três, "Cebolla" foi o menos utilizado, devido a uma lesão muscular sofrida logo na estreia.
A chegada das caras novas também foi acompanhada pela melhora de rendimento de Douglas e Giuliano. Os garotos, sobre quem havia recaído na abertura da temporada a responsabilidade de resolver os problemas, hoje só são chamados em situações mais amenas.
Mas, acima de tudo, houve uma forte reação interna, cujo resultado é uma sequência de oito jogos de invencibilidade, seis deles com vitórias.
O time que desanimava seu torcedor e o fazia temer por fiasco no Brasileirão saltou de uma inaceitável nona posição para a liderança. E foi o primeiro a garantir, matematicamente, classificação para as quartas de final do Gauchão, com a vitória por 1 a 0 contra o Novo Hamburgo, quarta-feira.
A pedido de Zero Hora, os comentaristas Tostão, Paulo Vinícius Coelho e Lédio Carmona analisam a metamorfose gremista.
Paulo Vinícius Coelho, PVC, comentarista da Fox Sports
"Felipão não tem mais a paciência que tinha. Começa a lembrar Evaristo de Macedo no fim da carreira. Ter ido mais cedo para o vestiário naquele jogo (contra o Veranópolis) é o maior exemplo disso. Com aquele gesto, poderia ter quebrado o grupo. Mas, algum santo o protegeu, deu certo e o time reagiu. Ganhar o Gauchão não será mau. Mas o desafio é conquistar um título nacional ou continental. Neste momento, sua grande missão será juntar os jogadores experientes aos meninos. Se tiver paciência, conseguirá criar novos Roger, Arilson, Carlos Miguel e Emerson. Não creio que Cristian Rodríguez será a referência do time. Giuliano, sim, está bem e poderá ser essa peça."
Tostão, colunista da Folha de São Paulo
"Gosto muito do Maicon. Alguns o acham lento, mas ele tem domínio do jogo, da troca de passes, é o tipo de jogador que o Brasil deixou de formar. É claro que uma equipe não pode ter jogadores somente com essa característica. Mas achei uma burrice o São Paulo deixá-lo sair e ficar com outros menos qualificados. Estou curioso para ver o Grêmio com mais calma. A equipe vai crescer quando Cristian Rodríguez puder contribuir mais. Giuliano sentiu a falta de ritmo por ter ficado muito tempo fora do Brasil. Agora, recuperou o futebol que vai fazê-lo um destaque no país no campeonato brasileiro. O Grêmio não poderia ficar onde estava. Já era esperado que crescesse."
Lédio Carmona, comentarista SporTV
"Era natural que a equipe fosse encorpando, adquirindo padrão tático, os estaduais servem para isso. Giuliano em forma faz uma diferença técnica muito grande. Maicon, apesar de lento, tem bom passe. Braian é uma referência na área. Agora, apesar de serem reforços bons, talvez não possam jogar todos juntos. O time ficará muito lento com Maicon, Douglas e Braian. Não vai andar. Felipão vai ter que achar outra forma de jogar. Talvez, no futuro, caso não sejam contratados novos reforços, tenha que colocar Luan e Everton juntos. Caso contrário, terá os mesmos problemas de lentidão do Inter".
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