A Medida Provisória assinada pelo presidente Bolsonaro ainda precisa ser confirmada pelo Congresso para permanecer. Mais, os contratos de praticamente todos os clubes já estão assinados até o final do Brasileirão de 2024. Então, vamos ter que esperar um bom tempo para uma grande mudança na relação dos clubes com as transmissões do futebol.
LEIA TAMBÉM: Trio paulista é quem mais gasta com comissões e empresários; veja quanto seu clube desembolsou
Mesmo assim, resolvi projetar um cenário hipotético de como pode ser a nova realidade onde cada clube poderá vender os direitos de transmissão do seu jogo em casa individualmente.
Primeiro é importante dizer que a Globo paga algo em torno de R$ 1 bilhão para transmitir o Brasileirão nas suas várias plataformas, seja tv aberta, fechada e PPV. E todas as mudanças tentadas até agora deram muito errado. Seja quando a Record tentou e agora com a TV Esporte Interativo.
Importante mostrar também que os clubes ganham uma grana bem interessante. Aqui uma lista de valores do Brasileirão do ano passado:
• Flamengo: R$ 187 milhões (R$ 33 milhões por ter sido campeão)
• Corinthians: R$ 165 milhões
• Grêmio: R$ 99,6 milhões
• Inter: R$ 85,5 milhões
Mas vamos lá. Vamos estimar que Grêmio e Inter lancem um player pra transmitir seus jogos em casa.
O Premiere tem 1,8 milhão de assinantes. Sendo que, segundo uma pesquisa do UOL, 7% dos assinantes são gremistas e 5% são colorados. Isso dá 130 mil gremistas e 90 mil colorados.
Em 2019, estes foram os valores aproximados que a dupla ganhou:
• O Grêmio ganhou R$ 46 milhões do PPV na temporada, média de R$ 3,8 milhões por mês.
• Já o Inter ganhou R$ 30 milhões do PPV na temporada, média de R$ 2,5 milhões por meses.
E o preço médio do Premiere é de R$ 80,00 mês, vou projetar o pagamento de metade disso, R$ 40,00. Afinal, este player valeria apenas para as partidas em Beira-Rio ou Arena.
Assim ficariam os valores mensais:
• Grêmio: 130 mil assinantes pagando R$ 40,00 = R$ 62 milhões por ano ou R$ 5,2 milhões por mês.
• Inter: 90 mil assinantes pagando R$ 40,00 = R$ 43 milhões por ano e R$ 3,6 milhões por mês
Ou seja, tomando como base apenas este exemplo, apostar em uma transmissão própria para as partidas em casa, poderia render R$ 1 milhão a mais por mês para os clubes.
Porém, não podemos desconsiderar alguns fatores fundamentais:
• Estou considerando um valor de R$ 40,00 mensal. A metade do que se paga hoje porque teria a metade dos jogos. O Netflix, por exemplo, custa R$ 21,90.
• Fazer a transmissão geraria custos para o clube que hoje não existem. São no mínimo 13 câmeras, caminhão de transmissão, narrador, repórter, comentarista, enfim. Uma equipe.
• E talvez a mais importante: hoje os clubes tem milhões garantidos com os contratos existentes. Uma mudança destas seguramente terá impacto pelo que a Globo paga na tv aberta, o Sportv e o próprio Pay-per-View.
É óbvio que a mudança pode ser muito interessante lá na frente. Principalmente quando a internet for melhor, com 4G ilimitado e com preço justo. Mas, por enquanto, não dá pra dizer que os contratos que existem são ruins.
Grêmio, Financeiro, Globo, Rompimento, Contrato, Brasileirão, Inter, Imortal
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Mesmo assim, resolvi projetar um cenário hipotético de como pode ser a nova realidade onde cada clube poderá vender os direitos de transmissão do seu jogo em casa individualmente.
Primeiro é importante dizer que a Globo paga algo em torno de R$ 1 bilhão para transmitir o Brasileirão nas suas várias plataformas, seja tv aberta, fechada e PPV. E todas as mudanças tentadas até agora deram muito errado. Seja quando a Record tentou e agora com a TV Esporte Interativo.
Importante mostrar também que os clubes ganham uma grana bem interessante. Aqui uma lista de valores do Brasileirão do ano passado:
• Flamengo: R$ 187 milhões (R$ 33 milhões por ter sido campeão)
• Corinthians: R$ 165 milhões
• Grêmio: R$ 99,6 milhões
• Inter: R$ 85,5 milhões
Mas vamos lá. Vamos estimar que Grêmio e Inter lancem um player pra transmitir seus jogos em casa.
O Premiere tem 1,8 milhão de assinantes. Sendo que, segundo uma pesquisa do UOL, 7% dos assinantes são gremistas e 5% são colorados. Isso dá 130 mil gremistas e 90 mil colorados.
Em 2019, estes foram os valores aproximados que a dupla ganhou:
• O Grêmio ganhou R$ 46 milhões do PPV na temporada, média de R$ 3,8 milhões por mês.
• Já o Inter ganhou R$ 30 milhões do PPV na temporada, média de R$ 2,5 milhões por meses.
E o preço médio do Premiere é de R$ 80,00 mês, vou projetar o pagamento de metade disso, R$ 40,00. Afinal, este player valeria apenas para as partidas em Beira-Rio ou Arena.
Assim ficariam os valores mensais:
• Grêmio: 130 mil assinantes pagando R$ 40,00 = R$ 62 milhões por ano ou R$ 5,2 milhões por mês.
• Inter: 90 mil assinantes pagando R$ 40,00 = R$ 43 milhões por ano e R$ 3,6 milhões por mês
Ou seja, tomando como base apenas este exemplo, apostar em uma transmissão própria para as partidas em casa, poderia render R$ 1 milhão a mais por mês para os clubes.
Porém, não podemos desconsiderar alguns fatores fundamentais:
• Estou considerando um valor de R$ 40,00 mensal. A metade do que se paga hoje porque teria a metade dos jogos. O Netflix, por exemplo, custa R$ 21,90.
• Fazer a transmissão geraria custos para o clube que hoje não existem. São no mínimo 13 câmeras, caminhão de transmissão, narrador, repórter, comentarista, enfim. Uma equipe.
• E talvez a mais importante: hoje os clubes tem milhões garantidos com os contratos existentes. Uma mudança destas seguramente terá impacto pelo que a Globo paga na tv aberta, o Sportv e o próprio Pay-per-View.
É óbvio que a mudança pode ser muito interessante lá na frente. Principalmente quando a internet for melhor, com 4G ilimitado e com preço justo. Mas, por enquanto, não dá pra dizer que os contratos que existem são ruins.
Grêmio, Financeiro, Globo, Rompimento, Contrato, Brasileirão, Inter, Imortal
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