A retomada das partidas de futebol no país será feita com cautela. Em 'live" promovida nesta quarta-feira pela Federação Israelita do Estado de São Paulo, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, apontou quais têm sido os caminhos da entidade para lidar com o impacto causado pela pandemia do novo coronavírus.
- Costumam me perguntar muito se já há data de volta dos jogos, mas a resposta contundente é não, do ponto de vista da sensatez, da saúde. Mas sabendo desta dificuldades, elaboramos um protocolo de saúde extraordinário, no qual debatemos com 140 médicos, entre eles infectologistas e epidemiologistas, além de sempre estarmos em contato com o Ministério da Saúde, secretários de estado ligado à saúde - afirmou.
Na conversa com o vice-presidente da Fisesp, Ricardo Berkiensztat, o jornalista Jairo Roizen e o coordenador de futebol feminino da CBF, Marco Aurélio Cunha, Feldman destacou que já deu aval para a volta aos treinamentos, mas com uma série de precauções.
- O retorno às atividades de treinos já foi orientado pela CBF e por federações. Inicialmente, por teleconferência e depois com segurança voltar aos CTs com distanciamento social, com história clínica, medindo temperatura com testes para detectar a contaminação. Estamos fazendo passo a passo, os clubes estão voltando, particularmente os da Série A - declarou.
O secretário-geral ressaltou que há uma constante avaliação sobre o calendário do futebol brasileiro. E, segundo ele, ainda há chance de todas competições serem realizadas sem grandes mudanças.
- Imediatamente após a paralisação, começamos a montar todos o cenários imaginários. Junho, julho... Temos todos os meses estabelecidos. Com algumas vantagens, pois a Copa América foi suspensa, as Eliminatórias estão indefinidas, não sabemos como vão ser a Libertadores e Sul-Americana. Neste momento, ainda é perfeitamente possível termos um calendário completo. Recomeçar os Estaduais, prosseguir a Copa do Brasil e iniciar os Brasileiros das Séries A, B, C e D - porém, deixou um alerta:
- Caso daqui a pouco a pandemia se instale de maneira mais agressiva, a todo momento vamos ter de reavaliar. É possível um calendário completo neste momento sem mudança estrutural - completou.
Coordenador de futebol feminino da entidade máxima do futebol, Marco Aurélio Cunha destacou a necessidade de um cuidado com a rotina de treinos dos atletas em meio à pandemia.
- Os atletas têm de estar em atividade. Precisamos encontrar a atividade correta para ele treinar neste período. Não existe uma "chave" na qual o atleta liga depois de seis meses parado, por mais que eles sejam superdotados para atividade física. A forma de compor isto dentro de um plano que evite o contágio é necessário, mas mais grave é ele ficar sem nenhuma atividade. Como vai retomar em boas condições após este período de trabalho sem treinos? - disse.
Walter Feldman detalhou as ações que a entidade máxima do futebol brasileiro tem promovido para dar suporte aos clubes neste período de pandemia.
- O presidente (Rogério) Caboclo destinou em torno de R$ 40 milhões aos clubes das Séries C e D. Lançamos o projeto Seleção Solidária, para ajudar famílias carentes. Com relação às equipes das Séries A e B, que somam 40 times, eles conseguiram finalizar um acordo com a Rede Globo que vai disponibilizar 40% das suas cotas para dar acordo de sobrevivência. Hoje (quarta-feira) saiu uma portaria na Secretaria de Esportes para melhorar o caixa dos clubes. Estamos em busca também, dia e noite, para dar linha de crédito às agremiações - declarou.
Grêmio,CBF
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Na conversa com o vice-presidente da Fisesp, Ricardo Berkiensztat, o jornalista Jairo Roizen e o coordenador de futebol feminino da CBF, Marco Aurélio Cunha, Feldman destacou que já deu aval para a volta aos treinamentos, mas com uma série de precauções.
- O retorno às atividades de treinos já foi orientado pela CBF e por federações. Inicialmente, por teleconferência e depois com segurança voltar aos CTs com distanciamento social, com história clínica, medindo temperatura com testes para detectar a contaminação. Estamos fazendo passo a passo, os clubes estão voltando, particularmente os da Série A - declarou.
O secretário-geral ressaltou que há uma constante avaliação sobre o calendário do futebol brasileiro. E, segundo ele, ainda há chance de todas competições serem realizadas sem grandes mudanças.
- Imediatamente após a paralisação, começamos a montar todos o cenários imaginários. Junho, julho... Temos todos os meses estabelecidos. Com algumas vantagens, pois a Copa América foi suspensa, as Eliminatórias estão indefinidas, não sabemos como vão ser a Libertadores e Sul-Americana. Neste momento, ainda é perfeitamente possível termos um calendário completo. Recomeçar os Estaduais, prosseguir a Copa do Brasil e iniciar os Brasileiros das Séries A, B, C e D - porém, deixou um alerta:
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Coordenador de futebol feminino da entidade máxima do futebol, Marco Aurélio Cunha destacou a necessidade de um cuidado com a rotina de treinos dos atletas em meio à pandemia.
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Walter Feldman detalhou as ações que a entidade máxima do futebol brasileiro tem promovido para dar suporte aos clubes neste período de pandemia.
- O presidente (Rogério) Caboclo destinou em torno de R$ 40 milhões aos clubes das Séries C e D. Lançamos o projeto Seleção Solidária, para ajudar famílias carentes. Com relação às equipes das Séries A e B, que somam 40 times, eles conseguiram finalizar um acordo com a Rede Globo que vai disponibilizar 40% das suas cotas para dar acordo de sobrevivência. Hoje (quarta-feira) saiu uma portaria na Secretaria de Esportes para melhorar o caixa dos clubes. Estamos em busca também, dia e noite, para dar linha de crédito às agremiações - declarou.
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