Cristian Rodríguez só fez duas partidas pelo Grêmio — Foto: Lucas Uebel/Grêmio
O Grêmio já sonhou com reforços internacionais como Drogba, Eto'o e Riquelme. Não levou. Esses nomes certamente estariam na lista de contratações badaladas, de lotar aeroporto, feitas pelo Tricolor nos últimos anos. Algumas delas, porém, não tiveram o resultado esperado dentro de campo.
Astros como Cristian Rodríguez, Astrada e Luizão foram alguns dos jogadores renomados que vestiram a camisa tricolor e que foram embora sem deixar saudades. Mas eles não foram os únicos. Há outros nomes que causaram furor quando foram anunciados, mas não confirmaram as expectativas, como o GloboEsporte.com recorda abaixo. Confira a lista:
Beto (1997-1998) - meia
Um dos destaques do título do Brasileirão pelo Botafogo em 1995, com passagem pelo Napoli, Beto foi contratado para manter a rotina de títulos do Grêmio em 1997, na dourada década de 1990. Era para ser o novo pensador do time. Só que a passagem por Porto Alegre ficou marcada mais pelo desempenho fora do que dentro de campo. No ano seguinte, acabou negociado com o Flamengo.
Astrada (2000) - volante
No Grêmio recheado de estrelas, Astrada foi uma das contratações de impacto realizadas com o dinheiro da parceria com a ISL. O volante trazia a bagagem do River Plate para ser o protetor da defesa e dar qualidade na saída de bola. Mas o argentino, apesar do carinho da torcida, pouco produziu e virou reserva de Eduardo Costa. Sem espaço no Olímpico, acabou vendido justamente para o River na temporada seguinte.
Luizão (2002) - centroavante
Herói da classificação do Brasil para a Copa do Mundo de 2002, ao marcar dois gols na vitória por 3 a 0 sobre a Venezuela, o centroavante acertou com o Grêmio em março daquele ano após deixar o Corinthians. O objetivo de Luizão era manter a forma para estar em condições de atuar no Mundial pela Seleção. Disputou apenas seis partidas pelo Tricolor e anotou um gol.
Após a conquista do penta, o centroavante não se apresentou a um treino no Olímpico e acabou desligado do clube. Ainda declarou que "usou o Grêmio para ir à Copa, mas também destacou que o clube se aproveitou do seu futebol".
Amoroso (2007) - atacante
Principal contratação do Grêmio em 2007, Amoroso era a aposta do clube para conquistar o tricampeonato da Libertadores. Com sucesso no Borussia Dortmund e São Paulo, o atacante chegava ao Olímpico com a missão de resolver, assim como ocorreu no Morumbi dois anos antes.
Até foi campeão do Gauchão, mas as atuações nem de perto lembraram o Amoroso que chegou à Seleção. Muito também por não ter um bom relacionamento com Mano Menezes. Reserva de Carlos Eduardo, acabou dispensado a pedido do treinador após 11 jogos sem um gol sequer.
Schiavi (2007) - zagueiro
Histórico jogador do Boca Juniors, Schiavi foi contratado em 2007 junto ao Hércules, da Espanha, para ser o líder da defesa na busca pelo tricampeonato da Libertadores. Apesar de todo o cartaz, o argentino oscilou no Olímpico e perdeu espaço para Teco.
Na final da competição daquele ano, justamente contra o Boca, até entrou no segundo jogo, mas o Grêmio levou 2 a 0 no Olímpico e perdeu o título - o Tricolor havia perdido o primeiro jogo por 3 a 0, na Argentina. Sem corresponder, acabou negociado com o Newell's Old Boys em julho.
Carlos Alberto (2011) - meia
Conhecido pelo talento, mas também pelo temperamento explosivo, o meia foi um pedido de Renato Gaúcho para ser o criador do Grêmio em 2011. Logo na apresentação, foi questionado sobre a fama de "bad boy" e disse que ela seria dissipada conforme a passagem pelo Olímpico.
Durou dois meses. Só fez um gol nas 12 partidas disputadas. O feito, aliás, marcou sua passagem pelo clube gaúcho. Ao comemorar contra o León de Huánuco, em jogo pela Libertadores, provocou o Inter, ao repetir a comemoração de Kidiaba, goleiro do Mazembe, algoz colorado no Mundial de Clubes de 2010.
Depois, acumulou polêmicas. Discutiu com repórter, atrasou-se para um treinamento, viajou ao Rio de Janeiro após alegar problemas familiares, entre outros episódios. Rescindiu contrato após 80 dias.
Kleber Gladiador (2012-2013) - atacante
Apresentado na Arena ainda em construção, chegou a ganhar um elmo, em alusão ao apelido "Gladiador". Kleber iniciou bem no Grêmio. Comandou o time e marcou gol em vitória sobre o Inter em pleno Beira-Rio. Porém, ainda durante o Gauchão de 2012, fraturou o tornozelo direito e precisou passar por cirurgia.
Quando voltou, a produção já não era mais a mesma. Ainda precisou passar por outros dois procedimentos cirúrgicos. Acabou afastado depois que Felipão retornou ao Grêmio. Sem ser aproveitado, deixou o clube após disputa judicial e um acordo que previa o pagamento de R$ 15 milhões em cinco anos ao atacante.
Cris (2013) - zagueiro
Homem de confiança do técnico Vanderlei Luxemburgo, Cris desembarcou em Porto Alegre chancelado pelas passagens vitoriosas pelo Corinthians, Cruzeiro, Lyon, da França, e Seleção. No entanto, conviveu com críticas em Porto Alegre.
Na Libertadores, acumulou expulsões contra Fluminense e Santa Fe. No jogo contra os colombianos, pelas oitavas de final, cometeu um pênalti desnecessário, recebeu cartão vermelho, mas o Grêmio venceu por 2 a 1 na Arena. Só que perdeu a volta por 1 a 0, e o gol sofrido em casa fez a diferença. Na mira da torcida, rescindiu contrato e assinou com o Vasco.
Vargas (2013) - atacante
O chileno chegou ao Grêmio em 2013 por empréstimo do Napoli. O atacante tinha no currículo o bom rendimento na Universidad de Chile, quando era o expoente do time campeão da Copa Sul-Americana, dois anos antes.
No clube gaúcho, logo se entrosou com Barcos. Vargas tinha a velocidade e o drible como principais atributos, mas também fazia seus gols. Foram 11 em 37 partidas pelo Tricolor. Só que o chileno nunca foi o mesmo dos períodos de La U ou mesmo da seleção de seu país.
Ainda ficou marcado pelo gol perdido no último minuto na derrota por 1 a 0 para o Santa Fe, na Colômbia, que custou a eliminação nas oitavas de final da Libertadores.
Cristian Rodríguez (2015) - meia
O uruguaio foi recebido com status de ídolo. Respaldado por passagens no Atlético de Madrid, Porto e a disputa da Copa do Mundo de 2014 pela Celeste, o meia era a "cereja do bolo" do presidente Romildo Bolzan no projeto de retomar o caminho dos títulos. Era...
"Cebolla" quase não jogou. Foram apenas 89 minutos em duas partidas durante os dois meses de Grêmio. As lesões abreviaram a passagem do uruguaio, além das críticas recebidas por frequentar eventos enquanto não podia atuar. Após novo problema físico, rescindiu com o clube.
Grêmio, Contratações, Decepcionaram
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Beto (1997-1998) - meia
Um dos destaques do título do Brasileirão pelo Botafogo em 1995, com passagem pelo Napoli, Beto foi contratado para manter a rotina de títulos do Grêmio em 1997, na dourada década de 1990. Era para ser o novo pensador do time. Só que a passagem por Porto Alegre ficou marcada mais pelo desempenho fora do que dentro de campo. No ano seguinte, acabou negociado com o Flamengo.
Astrada (2000) - volante
No Grêmio recheado de estrelas, Astrada foi uma das contratações de impacto realizadas com o dinheiro da parceria com a ISL. O volante trazia a bagagem do River Plate para ser o protetor da defesa e dar qualidade na saída de bola. Mas o argentino, apesar do carinho da torcida, pouco produziu e virou reserva de Eduardo Costa. Sem espaço no Olímpico, acabou vendido justamente para o River na temporada seguinte.
Luizão (2002) - centroavante
Herói da classificação do Brasil para a Copa do Mundo de 2002, ao marcar dois gols na vitória por 3 a 0 sobre a Venezuela, o centroavante acertou com o Grêmio em março daquele ano após deixar o Corinthians. O objetivo de Luizão era manter a forma para estar em condições de atuar no Mundial pela Seleção. Disputou apenas seis partidas pelo Tricolor e anotou um gol.
Após a conquista do penta, o centroavante não se apresentou a um treino no Olímpico e acabou desligado do clube. Ainda declarou que "usou o Grêmio para ir à Copa, mas também destacou que o clube se aproveitou do seu futebol".
Amoroso (2007) - atacante
Principal contratação do Grêmio em 2007, Amoroso era a aposta do clube para conquistar o tricampeonato da Libertadores. Com sucesso no Borussia Dortmund e São Paulo, o atacante chegava ao Olímpico com a missão de resolver, assim como ocorreu no Morumbi dois anos antes.
Até foi campeão do Gauchão, mas as atuações nem de perto lembraram o Amoroso que chegou à Seleção. Muito também por não ter um bom relacionamento com Mano Menezes. Reserva de Carlos Eduardo, acabou dispensado a pedido do treinador após 11 jogos sem um gol sequer.
Schiavi (2007) - zagueiro
Histórico jogador do Boca Juniors, Schiavi foi contratado em 2007 junto ao Hércules, da Espanha, para ser o líder da defesa na busca pelo tricampeonato da Libertadores. Apesar de todo o cartaz, o argentino oscilou no Olímpico e perdeu espaço para Teco.
Na final da competição daquele ano, justamente contra o Boca, até entrou no segundo jogo, mas o Grêmio levou 2 a 0 no Olímpico e perdeu o título - o Tricolor havia perdido o primeiro jogo por 3 a 0, na Argentina. Sem corresponder, acabou negociado com o Newell's Old Boys em julho.
Carlos Alberto (2011) - meia
Conhecido pelo talento, mas também pelo temperamento explosivo, o meia foi um pedido de Renato Gaúcho para ser o criador do Grêmio em 2011. Logo na apresentação, foi questionado sobre a fama de "bad boy" e disse que ela seria dissipada conforme a passagem pelo Olímpico.
Durou dois meses. Só fez um gol nas 12 partidas disputadas. O feito, aliás, marcou sua passagem pelo clube gaúcho. Ao comemorar contra o León de Huánuco, em jogo pela Libertadores, provocou o Inter, ao repetir a comemoração de Kidiaba, goleiro do Mazembe, algoz colorado no Mundial de Clubes de 2010.
Depois, acumulou polêmicas. Discutiu com repórter, atrasou-se para um treinamento, viajou ao Rio de Janeiro após alegar problemas familiares, entre outros episódios. Rescindiu contrato após 80 dias.
Kleber Gladiador (2012-2013) - atacante
Apresentado na Arena ainda em construção, chegou a ganhar um elmo, em alusão ao apelido "Gladiador". Kleber iniciou bem no Grêmio. Comandou o time e marcou gol em vitória sobre o Inter em pleno Beira-Rio. Porém, ainda durante o Gauchão de 2012, fraturou o tornozelo direito e precisou passar por cirurgia.
Quando voltou, a produção já não era mais a mesma. Ainda precisou passar por outros dois procedimentos cirúrgicos. Acabou afastado depois que Felipão retornou ao Grêmio. Sem ser aproveitado, deixou o clube após disputa judicial e um acordo que previa o pagamento de R$ 15 milhões em cinco anos ao atacante.
Cris (2013) - zagueiro
Homem de confiança do técnico Vanderlei Luxemburgo, Cris desembarcou em Porto Alegre chancelado pelas passagens vitoriosas pelo Corinthians, Cruzeiro, Lyon, da França, e Seleção. No entanto, conviveu com críticas em Porto Alegre.
Na Libertadores, acumulou expulsões contra Fluminense e Santa Fe. No jogo contra os colombianos, pelas oitavas de final, cometeu um pênalti desnecessário, recebeu cartão vermelho, mas o Grêmio venceu por 2 a 1 na Arena. Só que perdeu a volta por 1 a 0, e o gol sofrido em casa fez a diferença. Na mira da torcida, rescindiu contrato e assinou com o Vasco.
Vargas (2013) - atacante
O chileno chegou ao Grêmio em 2013 por empréstimo do Napoli. O atacante tinha no currículo o bom rendimento na Universidad de Chile, quando era o expoente do time campeão da Copa Sul-Americana, dois anos antes.
No clube gaúcho, logo se entrosou com Barcos. Vargas tinha a velocidade e o drible como principais atributos, mas também fazia seus gols. Foram 11 em 37 partidas pelo Tricolor. Só que o chileno nunca foi o mesmo dos períodos de La U ou mesmo da seleção de seu país.
Ainda ficou marcado pelo gol perdido no último minuto na derrota por 1 a 0 para o Santa Fe, na Colômbia, que custou a eliminação nas oitavas de final da Libertadores.
Cristian Rodríguez (2015) - meia
O uruguaio foi recebido com status de ídolo. Respaldado por passagens no Atlético de Madrid, Porto e a disputa da Copa do Mundo de 2014 pela Celeste, o meia era a "cereja do bolo" do presidente Romildo Bolzan no projeto de retomar o caminho dos títulos. Era...
"Cebolla" quase não jogou. Foram apenas 89 minutos em duas partidas durante os dois meses de Grêmio. As lesões abreviaram a passagem do uruguaio, além das críticas recebidas por frequentar eventos enquanto não podia atuar. Após novo problema físico, rescindiu com o clube.
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