Bolzan analisa calendário atropelado e afirma que clubes ainda estão desunidos em meio a crise
Foto: Eduardo Moura
Visto a crise que o mundo se encontra devido a pandemia do coronavírus, é quase inevitável que o calendário e as diversas competições sofram alterações consideráveis, como o Campeonato Brasileiro. Por outro lado, há quem defenda a tradicional disputa. Romildo Bolzan, presidente do Grêmio, por exemplo, defende a manutenção do formato com 38 rodadas, mesmo que isso force jogos em 2021.



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O mandatário, que foi infectado pelo coronavírus mas já curado, também não vê na crise um cenário para união dos clubes. O momento delicado justifica a opinião de Romildo, que cita até mesmo o acordo com jogadores para readequação financeira como dificultador em todo processo de mudança.

- Já foi difícil ter uniformidade para tratar com os jogadores. Então, não vejo como a crise vai nos tornar melhores, mais corporativos, mais unidos e vamos revisar vários conceitos. Pelo contrário, acho que vamos ter que atropelar os calendários para cumprir os que ficaram atrasados - comentou Romildo em entrevista à RBS TV.

"Essas modificações têm que ser culturais e trabalhadas pelos clubes de maneira corporativa. Não acredito que a crise seja momento. A crise nos dá luzes. Mas não são momentos oportunos para fazer consensos novos" (Romildo Bolzan)

Ainda na opinião de Bolzan, o calendário de 2020 precisa ser completo para cumprir os acordos previamente feitos entre clubes e parceiros comerciais, inclusive exige que tenha a finalização dos estaduais. O presidente tricolor admite que o Brasileirão possa se estender até janeiro de 2021.

Esse ajuste nos permite, se não for possível concluir o campeonato em 2020, fazer no começo de janeiro. É uma possibilidade que não pode ser descartada. Fórmula não muda, porque todos os campeonatos são contratualizados. Alterar isso seria revolução às avessas. Não teríamos como repactuar com terceiros — justifica o dirigente.

Além das férias coletivas, o Grêmio acertou uma redução nos direitos de imagem dos jogadores, que irão receber os valores do período sem jogos parceladamente em 2021. O mesmo acontecerá com funcionários e comissão técnica, incluindo Renato Gaúcho.



Enquanto o Gauchão está suspenso por tempo indeterminado, a Libertadores tem previsão para voltar em 5 de maio. Mas a Conmebol já admite estender a paralisação. O Brasileirão segue sem data para começar.


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