Quando penso em reclamar da vida, lembro o que já conquistei: filhos que me enchem de orgulho, amigos fiéis e algum patrimônio material. Por isso, fico indignado com as entrevistas coletivas de alguns treinadores depois das derrotas. Compreendo o estresse que ronda estes seres humanos que não podem levar uma vida comum, como ir ao shopping ou comprar a picanha para o churrasco de domingo.
Isto, no entanto, "está no pacote" quando decidem tornar-se um todo-poderoso que escolhe quais os jogadores que brilharão e aqueles vão amargar o ostracismo do banco de reservas. São homens – talvez as mulheres dessem mais sensibilidade à função – que se tornaram mais importantes que os atletas, protagonistas do espetáculo que movimenta bilhões.
Tudo isso, no entanto, não constrange inúmeros treinadores de pautar o comportamento pela arrogância e absoluta falta de educação no trato com os jornalistas que aguardam o pós-jogo. Eles se submetem à espera que inclui a tradicional oração e muitas vezes um prolongado banho de jacuzzi. Esta demora se prolonga sensivelmente em caso de derrota, numa tentativa de "matar à míngua" os repórteres de plantão.
Quando finalmente o treinador surge, os corajosos perguntadores parecem especialistas em desarmar bombas, função que exige muita paciência e sensibilidade para não ofender o entrevistado. Do contrário... buuum! A explosão de ironias, maneios de cabeça, gestos impacientes e até palavrões espalham estilhaços atingindo até os inocentes.
Felipão é um exemplo típico de dupla personalidade. Depois de se auto-expulsar na derrota para o Veranópolis, foi gentil no vestiário do Vermelhão da Serra. Mas bastou o empate com a laranja mecânica de Caxias do Sul (Juventude) para aflorar o piá birrento que se irrita com tudo. Muricy Ramalho adota postura semelhante, idem para Abel Braga – este com o agravante de sempre: mesmo levando 5x0 da Chapecoense – "todos os atletas jogaram bem e foram valentes". A honrosa exceção é Diego Aguirre que, tomara, seja imitado.
Sou jornalista e já trabalhei como setorista de futebol no interior do Estado. Se voltasse a cobrir coletivas pós-derrota ia propor um boicote: se ofender ou agredir verbalmente não haveria perguntas. Haveria espaço somente para o discurso do sabe-tudo que nunca erra. E fim de papo.
Abusar verbalmente não agride apenas os repórteres. Ofende os ouvintes /telespectadores e principalmente os torcedores. Logo eles, que bancam através do débito em conta a mensalidade e compram camisetas oficiais com preços absurdos. Para simplificar: é o torcedor agredido que paga os milionários salários deste treinadores que retribuem com péssima educação.
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Isto, no entanto, "está no pacote" quando decidem tornar-se um todo-poderoso que escolhe quais os jogadores que brilharão e aqueles vão amargar o ostracismo do banco de reservas. São homens – talvez as mulheres dessem mais sensibilidade à função – que se tornaram mais importantes que os atletas, protagonistas do espetáculo que movimenta bilhões.
Tudo isso, no entanto, não constrange inúmeros treinadores de pautar o comportamento pela arrogância e absoluta falta de educação no trato com os jornalistas que aguardam o pós-jogo. Eles se submetem à espera que inclui a tradicional oração e muitas vezes um prolongado banho de jacuzzi. Esta demora se prolonga sensivelmente em caso de derrota, numa tentativa de "matar à míngua" os repórteres de plantão.
Quando finalmente o treinador surge, os corajosos perguntadores parecem especialistas em desarmar bombas, função que exige muita paciência e sensibilidade para não ofender o entrevistado. Do contrário... buuum! A explosão de ironias, maneios de cabeça, gestos impacientes e até palavrões espalham estilhaços atingindo até os inocentes.
Felipão é um exemplo típico de dupla personalidade. Depois de se auto-expulsar na derrota para o Veranópolis, foi gentil no vestiário do Vermelhão da Serra. Mas bastou o empate com a laranja mecânica de Caxias do Sul (Juventude) para aflorar o piá birrento que se irrita com tudo. Muricy Ramalho adota postura semelhante, idem para Abel Braga – este com o agravante de sempre: mesmo levando 5x0 da Chapecoense – "todos os atletas jogaram bem e foram valentes". A honrosa exceção é Diego Aguirre que, tomara, seja imitado.
Sou jornalista e já trabalhei como setorista de futebol no interior do Estado. Se voltasse a cobrir coletivas pós-derrota ia propor um boicote: se ofender ou agredir verbalmente não haveria perguntas. Haveria espaço somente para o discurso do sabe-tudo que nunca erra. E fim de papo.
Abusar verbalmente não agride apenas os repórteres. Ofende os ouvintes /telespectadores e principalmente os torcedores. Logo eles, que bancam através do débito em conta a mensalidade e compram camisetas oficiais com preços absurdos. Para simplificar: é o torcedor agredido que paga os milionários salários deste treinadores que retribuem com péssima educação.
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