Autor do gol do título na Copa RS fala em lado torcedor e se torna "Flechinha"

Promessa do Grêmio, Léo Chú abraça apelido para fazer homenagem a Tarciso Flecha Negra


Fonte: Globoesporte.com

Foto: Eduardo Moura
O Grêmio campeão da Copa RS sub-20 tinha em campo um jovem com vasta identificação com a camisa do clube. Autor do gol da vitória sobre o Vasco na final, Léo Chú carrega o sofrimento e a alegria dos gremistas dentro de campo. Abraçou o apelido de “Flechinha” para fazer uma homenagem a Tarciso Flecha Negra e ao próprio avô.



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Léo Chú é um legítimo ponta. Canhoto, joga mais pela esquerda e gosta da jogada individual para cima da marcação. Foi assim que marcou o gol da vitória sobre o Vasco, na final da Copa RS. Deixou jorrar as lágrimas na comemoração. Depois da emoção, ajoelhou-se e soltou a já tradicional flecha.

A homenagem é para Tarciso, ex-ponta do Grêmio campeão mundial em 1983 e jogador com mais jogos na história do Tricolor, falecido no ano passado. Mas a relação já vinha desde os campos do Cristal, onde fica a escola de formação do Tricolor gaúcho.

Falavam no Cristal que eu parecia o Tarciso. Eu sabia quem era porque tinha visto os vídeos, ídolo da torcida, meu avô vivia falando. Logo que cheguei, virei atacante e me apelidaram de Flechinha. Mas ficou no passado. Conheci o Tarciso, uma pessoa legal, todo mundo fala bem dele. No momento que faleceu, em 2017, a gente estava na Copa RS. Vi que a torcida estava triste e precisava fazer algo para homenageá-lo. Fiz o gol e a Flecha. Fiquei muito emocionado que a família ficou feliz pela homenagem. E a torcida agora lembra toda hora, agora é o Flechinha — apontou Léo Chú em entrevista ao GloboEsporte.com.

Apesar da diferença de gerações, Léo Chú tem pleno conhecimento de quem foi Tarciso na história gremista. A explicação está no avô do atacante, Antônio Pedro Alves, também já falecido. Segundo o jogador, o mais velho fazia os pequenos da família, entre eles Chú, assistir a reprise do título Mundial, com o Hamburgo, em 83.

Eu vim de uma época que o Grêmio não estava tão bem. Demorei para ver o time do coração ganhar um título. Choro, tristeza… Quando eu tinha 10 anos, estava no São José, o Inter também tinha se interessado. Aí meu pai perguntou o que eu achava. Aí falei: “Tá brincando, né? Até posso fazer teste no Inter, mas vou para o Grêmio, vou passar e jogar no nosso time”. Meu pai quase nunca olhava os treinos, mas ficou chorando ao me ver com a camisa do Grêmio no dia que fui titular. Foi um momento especial — contou o jovem.

Integrante do time de transição, Léo Chú está à espera da chance para iniciar o Campeonato Gaúcho de 2020. Apesar de viver esta expectativa, também garante ter "paciência" para esperar o momento certo de ganhar sua oportunidade no time principal.



Antes do gol do título da Copa RS, Léo Chú havia sofrido com lesões durante a temporada. Mas a taça deu novo significado para 2019, um ano de esperança.


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