Empréstimos no futebol europeu e o mercado de transferências


Fonte: Gremioavalanche

Os controles financeiros da UEFA estão cada vez mais rigorosos. Nos escritórios, eles inventam várias manobras para criar modelos competitivos, o que levou ao crescimento de uma modalidade específica em termos de contratações: empréstimos para o futebol.E isto está revolucionando o mercado de transferências do futebol europeu. As transferências de Mauro Icardi, do Inter para o PSG; a de Philippe Coutinho, do Barça ao Bayern; e Alexis Sánchez, do Manchester United ao Inter, foram os empréstimos mais importantes no mercado de transferências.
Na Liga Espanhola, na Série A Italiana e na Premier League
Inglesa, essa modalidade foi a mais utilizada nas contratações.

De acordo com uma análise do Financial Times, em 1992, os empréstimos de jogadores para outros times representavam apenas 6% de todas as transferências das cinco principais
ligas da Europa (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França). Mas há uma década, eles começaram a representar 20% de todos os movimentos e, no último mercado de transferências, 29%.

Além disso, segundo a Transfermarkt, na La Liga, na Premier League e na Série A, houveram pela primeira vez mais empréstimos do que transferências definitivas.

O controle financeiro da UEFA impôs uma mudança na maneira de se movimentar no mercado e essas atribuições possibilitam reduzir o custo inicial, principalmente porque o empréstimo com uma opção de compra obrigatória foi inventado por ser uma compra encoberta. O clube precisa pagar, mas isso permite "chutar a bola para a frente" e resolver problemas financeiros, antes de qualquer coisa.

Tudo começou na temporada 2017/18, quando Neymar se tornou o jogador mais caro da história ao passar do FC Barcelona para o Paris Saint Germain em troca de € 222 milhões. Por sua vez, o clube parisiense incorporou Kylian Mbappé, que estava emergindo como a futura maior estrela do futebol mundial. Esse movimento envolveu uma despesa injustificável e contra as regras financeiras da UEFA, então o PSG recorreu a uma manobra sofisticada para realizá-lo.

A operação de Mbappé não era exatamente um empréstimo, e apenas ficou conhecida assim porque os primeiros pagamentos importantes foram feitos na temporada seguinte e não alteraram o orçamento do clube. Por razões legais da Federação Francesa, para autorizar a operação, uma cláusula foi estabelecida para ativar essa opção de compra: o PSG teve que permanecer na primeira divisão. Uma pequena quantia foi paga e no ano
seguinte começaram os grandes pagamentos. A estratégia que o PSG usou na época é a que começou a marcar o pulso no último mercado.

O Financial Times informou que há 10 anos havia apenas 28 empréstimos que poderiam terminar em uma compra no final da temporada, enquanto que em 2019, há mais de 100
contratos de empréstimo com uma opção de compra nas cinco principais ligas.

É um novo cenário. No futebol europeu, não serão necessariamente os mais poderosos que irão sobreviver, mas aqueles que melhor se adaptarem às mudanças turbulentas, encontrando maneiras inovadoras de investir seu dinheiro.


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