Renato analisa desempenho gremista e reclama de retranca do adversário


Fonte: UOL Esporte

Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS
Renato Gaúcho disse que queria o fim do jogo com Bahia aos 35 minutos do primeiro tempo. Após a derrota do Grêmio por 1 a 0, na Arena, pela 26ª rodada do Brasileiro, o treinador reclamou da retranca do rival, que rotulou como "futebol feio".



"O Bahia veio se defender, jogou por uma bola, no contra-ataque. O jogo em si foi abaixo do esperado. O Bahia se defendendo, o Grêmio não conseguindo criar. O time não jogou o que vinha jogando. Com cinco minutos eu olhei para o banco e disse: não é a nossa noite. Com 35 do primeiro tempo eu queria que o jogo terminasse, porque sabia que o pior poderia acontecer. O Bahia venceu, não tiro os méritos, mas minha equipe veio muito abaixo do esperado. Um gol só aconteceria numa bola parada, porque tecnicamente o jogo foi muito ruim. O Grêmio jogou tentando o gol, do jeito dele. O Bahia jogou da forma dele jogar, fechado. Não conseguimos furar. Só podia dar nisso. Com 35 minutos eu queria que o jogo acabasse, porque poderia acontecer o que aconteceu. Do jeito que jogamos hoje, iríamos ganhar um ponto e não perder dois. Infelizmente teve o pênalti, que foi pênalti, e o Bahia conseguiu os pontos", disse o treinador.

O técnico foi além. Reclamou da postura defensiva do Bahia e citou que o "futebol feio" está prejudicando a qualidade do esporte brasileiro.

"Infelizmente o futebol brasileiro está acabando porque as pessoas jogam pelo resultado, para não perder. Se destaca quatro times que gostam de ganhar no Brasil: Grêmio, Santos, Athletico Paranaense e Flamengo. O resto joga pelo resultado. Não tenho nada contra. Na minha época era inadmissível jogar desta forma. Hoje em dia o futebol brasileiro está acabando. Mas cada equipe joga da forma que quer. Meu time sempre vai jogar para frente, busca o resultado, a vitória. O futebol brasileiro não tem espaço para retranca", disse Portaluppi. "O Campeonato Brasileiro não é o Grêmio contra o Bahia. O Bahia joga do jeito dele jogar, o Roger é um grande treinador. Eu não tenho nada contra. Meu time não sabe jogar feio, até se atrapalha para jogar feio. Se for preciso dar chutão, se conseguirem, tudo bem. 90% dos times brasileiros jogam feio. Eu não vou mudar minha forma de trabalhar, eu tenho orgulho do meu time, que joga para frente e tenta o gol o tempo inteiro", completou.

Por fim, o desgaste em campo fez o técnico afirmar que, se fosse possível substituiria cinco jogadores durante o intervalo.

Eu conversei com os jogadores. É muito mais fácil destruir do que construir. Quando meu time está bem, sei que irá construir mesmo contra times fechados. Mas não estivemos bem. Perguntei para os jogadores se estavam com a perna pesada. Disseram que não. Agora, às vezes no jogo se sente outras coisas. No intervalo falamos isso, tivemos hoje. Mas eu só tenho três trocas. Se tivesse sete ou oito trocas, faria cinco no intervalo. Mas não tem. Queimei uma, não tinha como fazer outra. Maicon me avisou, Cortez também. Nossa equipe esteve muito mal. Não me lembro de termos jogado tão mal assim, talvez em um jogo da Libertadores. Mas faz parte, meu time tem crédito", finalizou.



O Grêmio soma 41 pontos e dorme em sexto. O posto, porém, se vê ameaçado até o fim da rodada. O próximo compromisso no Brasileiro será contra o Fortaleza, fora de casa.

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