Apesar de não ter sido relacionado nos dois últimos jogos do São Paulo em razão da negociação com o Grêmio, Maicon ainda pode continuar no clube. O vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, gosta bastante do meia e tem endurecido nas conversas com os gaúchos.
"Ele ainda não foi liberado", frisou o dirigente, em entrevista à Rádio Globo, nesta segunda-feira. "Ele tem uma proposta boa e quis sair. Mas até agora eu não fechei a saída dele, porque existem alguns ajustes que devem acontecer, inclusive nós não vamos permitir que o Maicon saia sem uma compensação financeira para qualquer time. Ele tem contrato e, na minha opinião, se eu mandasse na cabeça dele, não deixava ele sair do São Paulo. Um dos jogadores que mais aprecio no São Paulo é o Maicon".
Maicon chegou ao clube em janeiro de 2012 e nunca foi unanimidade para os torcedores. Em fevereiro, durante vitória sobre o Capivariano, foi vaiado no Pacaembu mesmo tendo uma boa atuação. Ao final da partida, ele se disse cansado "dessa palhaçada" e desabafou, dizendo que tem capacidade para atuar por outra equipe se fosse o caso. Por esse motivo, mesmo sendo xodó de Muricy Ramalho, o meia recebeu aval do treinador para deixar o clube.
O aval do comandante, no entanto, não significa que ele irá mesmo sair. "Ele conversou comigo, disse que tem proposta muito boa e quer atendê-la. Eu disse que não gostaria que ele saísse, mas se este é seu desejo, não vou incomodar, desde que eu tenha uma compensação financeira. Não posso soltar um titular gratuitamente, seja para qual clube for", advertiu Ataíde, ciente de que a chegada de outros atletas para o setor "pode tê-lo incomodado um pouco".
Um dos reforços para o setor foi oficializado no domingo: Wesley, volante que cumpriu contrato com o Palmeiras e pode fazer a mesma função de Maicon, além de atuar em outras posições, como a lateral direita. "É um jogador versátil, chega para compor. Ele pode jogar no meio-campo e na lateral. Não tem nada a ver com a saída do Maicon", contrariou o vice de futebol.
Na negociação com o Grêmio, o São Paulo pediu inicialmente dois jogadores das categorias de base da equipe gaúcha, com preço fixado para compra. Os nomes especulados são do lateral Raul e do atacante Everton, consideradas grandes promessas em Porto Alegre. Romildo Bolzan Jr., presidente do Grêmio, não achou interessante a proposta são-paulina.
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