Sete dos grandes clubes do futebol brasileiro já divulgaram seus resultados financeiros do 1º semestre de 2019 e, até agora, o saldo é muito mais negativo do que positivo. Somente Flamengo e Grêmio registraram superávit nos seis primeiros meses do ano. Já Corinthians, Internacional, Santos, Vasco e Bahia ficaram no vermelho.
É importante registrar que o primeiro semestre, em geral, garante menos receitas do que o segundo para os clubes brasileiros. E em 2019 isso se tornou ainda mais evidente por causa da mudança no pagamento dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.
O dinheiro do pay-per-view, por exemplo, será depositado para os clubes de forma integral somente ao longo do segundo semestre. Já o dinheiro da TV aberta, a maior fatia quando o assunto é cota de televisão, foi quitado em apenas 40% - essa é a parte igual para todos os 20 integrantes da Série A.
Os outros 60% serão pagos no fim do campeonato, levando em consideração a classificação final dos times e o número de partidas transmitidas.
Abaixo, você confere os resultados de cada um dos sete clubes que já tiveram seus balanços divulgados.
FLAMENGO: R$ 39 milhões
As vendas de Lucas Paquetá (por R$ 150 milhões) e Henrique Dourado (R$ 22,3 milhões) foram decisivas para garantir ao Rubro-Negro a chance de fechar no azul. Essa grana representou quase 50% da receita. No primeiro semestre, o clube gastou R$ 138 milhões com reforços. Os principais: R$ 80 milhões com Arrascaeta, R$ 26,7 milhões com Bruno Henrique, R$ 24,5 milhões com Rodrigo Caio e R$ 4 milhões com Gabigol.
GRÊMIO: R$ 30,3 milhões
Mesmo sem vender jogadores, o Grêmio conseguiu fechar o primeiro semestre no azul, superando a projeção de déficit de R$ 12 milhões para o período. O Tricolor ainda conseguiu reduzir o passivo em R$ 19,3 milhões. Tudo por causa do aumento da receita em 53% em relação ao que fora planejado.
BAHIA: R$ - 5 milhões
Sem as receitas da TV aberta e do pay-per-view, o Bahia ficou com déficit de R$ 5 milhões em seis meses. Mas, logo em julho, o clube já reverteu a situação e estava no positivo em R$ 4,9 milhões. A expectativa do presidente Guilherme Bellintani é fechar 2019 com superávit confortável.
VASCO: R$ - 12 milhões
Os seis primeiros meses detonaram o plano do Vasco de fechar 2019 com superávit de R$ 72 milhões. Com prejuízo de R$ 12 milhões na metade inicial de 2019, o Cruz-Maltino vai se dar por satisfeito se conseguir escapar do vermelho. A receita bem baixa, de R$ 79,8 milhões, foi a grande responsável. Além do buraco deixado pela TV, faltou também a venda de atletas.
SANTOS: R$ - 49 milhões
Os gastos para atender aos pedidos de Jorge Sampaoli fizeram do Santos o dono do terceiro pior resultado no 1º semestre. O Peixe fechou com déficit de R$ 49 milhões e aumento da dívida em R$ 77,4 milhões. Vale lembrar que o clube gastou mais de R$ 70 milhões com reforços e tem uma folha salarial superior a R$ 13 milhões, R$ 5 milhões a mais do que o valor recomendado pelo Conselho Fiscal.
INTERNACIONAL: R$ - 61 milhões
Sem a grana da TV, da venda de jogadores e com o aumento da folha salarial, o Inter registrou déficit de R$ 61 milhões nos seis primeiros meses de 2019. A boa notícia é que, em julho e agosto, já entraram quase R$ 40 milhões com as negociações de Iago, Eduardo Henrique, Marcinho e Valdívia. A expectativa é de que o prejuízo caia para R$ 20 milhões em setembro e esteja zerado em dezembro.
CORINTHIANS: R$ - 100 milhões
Quase R$ 70 milhões investidos em reforços (entre compra dos direitos econômicos e luvas), só R$ 11 milhões obtidos com venda, queda na bilheteria, no programa de sócios-torcedores e nada de receita com o estádio. Por causa desses motivos, o Corinthians fechou o primeiro semestre com déficit de R$ 100 milhões. A dívida do clube ainda cresceu R$ 168 milhões, saltando de R$ 469 milhões para R$ 637 milhões.
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É importante registrar que o primeiro semestre, em geral, garante menos receitas do que o segundo para os clubes brasileiros. E em 2019 isso se tornou ainda mais evidente por causa da mudança no pagamento dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.
O dinheiro do pay-per-view, por exemplo, será depositado para os clubes de forma integral somente ao longo do segundo semestre. Já o dinheiro da TV aberta, a maior fatia quando o assunto é cota de televisão, foi quitado em apenas 40% - essa é a parte igual para todos os 20 integrantes da Série A.
Os outros 60% serão pagos no fim do campeonato, levando em consideração a classificação final dos times e o número de partidas transmitidas.
Abaixo, você confere os resultados de cada um dos sete clubes que já tiveram seus balanços divulgados.
FLAMENGO: R$ 39 milhões
As vendas de Lucas Paquetá (por R$ 150 milhões) e Henrique Dourado (R$ 22,3 milhões) foram decisivas para garantir ao Rubro-Negro a chance de fechar no azul. Essa grana representou quase 50% da receita. No primeiro semestre, o clube gastou R$ 138 milhões com reforços. Os principais: R$ 80 milhões com Arrascaeta, R$ 26,7 milhões com Bruno Henrique, R$ 24,5 milhões com Rodrigo Caio e R$ 4 milhões com Gabigol.
GRÊMIO: R$ 30,3 milhões
Mesmo sem vender jogadores, o Grêmio conseguiu fechar o primeiro semestre no azul, superando a projeção de déficit de R$ 12 milhões para o período. O Tricolor ainda conseguiu reduzir o passivo em R$ 19,3 milhões. Tudo por causa do aumento da receita em 53% em relação ao que fora planejado.
BAHIA: R$ - 5 milhões
Sem as receitas da TV aberta e do pay-per-view, o Bahia ficou com déficit de R$ 5 milhões em seis meses. Mas, logo em julho, o clube já reverteu a situação e estava no positivo em R$ 4,9 milhões. A expectativa do presidente Guilherme Bellintani é fechar 2019 com superávit confortável.
VASCO: R$ - 12 milhões
Os seis primeiros meses detonaram o plano do Vasco de fechar 2019 com superávit de R$ 72 milhões. Com prejuízo de R$ 12 milhões na metade inicial de 2019, o Cruz-Maltino vai se dar por satisfeito se conseguir escapar do vermelho. A receita bem baixa, de R$ 79,8 milhões, foi a grande responsável. Além do buraco deixado pela TV, faltou também a venda de atletas.
SANTOS: R$ - 49 milhões
Os gastos para atender aos pedidos de Jorge Sampaoli fizeram do Santos o dono do terceiro pior resultado no 1º semestre. O Peixe fechou com déficit de R$ 49 milhões e aumento da dívida em R$ 77,4 milhões. Vale lembrar que o clube gastou mais de R$ 70 milhões com reforços e tem uma folha salarial superior a R$ 13 milhões, R$ 5 milhões a mais do que o valor recomendado pelo Conselho Fiscal.
INTERNACIONAL: R$ - 61 milhões
Sem a grana da TV, da venda de jogadores e com o aumento da folha salarial, o Inter registrou déficit de R$ 61 milhões nos seis primeiros meses de 2019. A boa notícia é que, em julho e agosto, já entraram quase R$ 40 milhões com as negociações de Iago, Eduardo Henrique, Marcinho e Valdívia. A expectativa é de que o prejuízo caia para R$ 20 milhões em setembro e esteja zerado em dezembro.
CORINTHIANS: R$ - 100 milhões
Quase R$ 70 milhões investidos em reforços (entre compra dos direitos econômicos e luvas), só R$ 11 milhões obtidos com venda, queda na bilheteria, no programa de sócios-torcedores e nada de receita com o estádio. Por causa desses motivos, o Corinthians fechou o primeiro semestre com déficit de R$ 100 milhões. A dívida do clube ainda cresceu R$ 168 milhões, saltando de R$ 469 milhões para R$ 637 milhões.
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