David Braz: namoro antigo e busca por títulos inéditos no Grêmio

Zagueiro destacou rápida adaptação ao Tricolor em conversa com GaúchaZH


Fonte: gauchazh.clicrbs.com.b

Uma das contratações do Grêmio para o segundo semestre, David Braz já se sente em casa na Arena. O zagueiro, de 32 anos, conversou com GaúchaZH e falou sobre as primeiras semanas no Tricolor. O jogador lembrou que tratativas para atuar no clube gaúcho haviam ocorrido em outro momento, mas acredita que a sua vinda para Porto Alegre ocorreu na hora certa. Trabalhar com Renato Portaluppi e conquistar títulos que ainda não possui na carreira, como a Copa do Brasil, e principalmente, a Libertadores da América, são combustíveis que motivam o defensor com fama de artilheiro.



Como foi a negociação com o Grêmio?

Quando o presidente do Santos (José Carlos Peres) me informou da procura do Grêmio, foi rápido. A negociação foi papo de uma semana. Era um desejo antigo. Eu já tinha tido conversas com o Grêmio em 2017, mas o meu contrato era longo com o Santos e dificultou. É um namoro antigo do Grêmio comigo, mas as coisas ocorreram em um momento certo. Esse foi o momento certo para vestir essa camisa.

O Grêmio admitiu encontrar dificuldades para contratar zagueiros por ter Geromel e Kannemann consolidados. Isso não foi um problema para você?

Não foi problema. Por mais que eu não seja titular no momento, estou tendo oportunidades. No ritmo que é o futebol brasileiro, as chances vão aparecer e devo aproveitar. Os dois são ídolos, jogam muito, defendem suas seleções, mas as chances vão aparecer. Em 2009 ocorreu isso, o zagueiro titular (Álvaro, ex-Inter) ficou suspenso, joguei a partida mais importante e fiz gol (vitória sobre o Grêmio na última rodada que deu o título do Brasileirão para o Flamengo). Estou feliz de estar com esses caras. Quero zagueiros bons ao meu lado. Por mais que eles possam jogar no meu lugar, vão me ajudar a conquistar títulos.

Já está adaptado ao estilo de jogo do Grêmio, que exige bastante dos zagueiros?

No Santos com Dorival Jr. e, depois, com Jair Ventura, tínhamos um time com bastante posse de bola, como o Grêmio. Vim para cá sabendo como a equipe jogava e agora é ir ganhando entrosamento. Tem a movimentação, que é diferente. Os zagueiros, os laterais, os volantes e até o goleiro participam da construção. É uma questão de entrosamento para saber onde o jogador gosta de receber a bola, a perna que chuta. São coisas que vamos aprendendo com o tempo.

Como foi a recepção do grupo?

Foi, talvez, a melhor recepção que tive. Eu já conhecia bastante gente daqui. Tinha jogado com André, Paulo Victor, Léo Moura, Galhardo, Geromel e Thaciano. O Alisson eu conheci na Disney. A gente se conheceu em um restaurante e fez amizade ali. Quando cheguei aqui nos reencontramos. Não jogamos juntos, mas tinha essa amizade. Conhecer tantos jogadores ajudou muito.

Como é essa relação com o Geromel?

Eu conheço o Geromel da várzea, da zona Norte de São Paulo. O nome do time era o Cidadania. Era escolinha, terrão. Eu joguei com o irmão dele, o Ricardo, que era da mesma categoria. O Geromel é dois anos mais velho que eu, mas subia para jogar na mesma categoria que ele. Ele também jogou no Palmeiras, mas depois foi para Portugal e sumiu. Na época, ele era o Pedrão. Quando vi que o Grêmio tinha anunciado o Pedro Geromel, pensei "nunca ouvi falar". Fui olhar a foto na internet e era ele. O Geromel nem tinha esse cabelo repartido na época, era raspado, da zona Norte de São Paulo mesmo. Foi muito engraçado.

Como tem sido a convivência com Renato Portaluppi?

Eu sabia como funcionava. Nós, jogadores, conversamos sobre os treinadores. É impressionante que todo mundo fala bem dele. Ele e eu sempre conversávamos quando nos enfrentávamos. Então foi fácil. Quando cheguei, ele conversou sobre a forma de jogar e agora vou me adaptando a esse jeito de jogar.

Você costuma fazer muitos gols. Qual o segredo?

Fui muito abençoado de fazer gols desde a base, mas tem muito treino. Procuro trabalhar os fundamentos de finalizações. Temos a chance da bola parada, do escanteio e devemos trabalhar isso. Treino bastante a bola aérea e a velocidade do salto. Tem o mérito do batedor. Essa bola do Libertad foi muito boa (falta batida por Alisson). Ser zagueiro ajuda. A gente sabe como é difícil para o marcador.

Quais são seus objetivos no Grêmio?

Libertadores e Copa do Brasil são títulos que não ganhei. Em 2015, com o Santos, cheguei na final da Copa do Brasil, que me machuquei, e perdemos para o Palmeiras. Desde que cheguei, tenho visto o foco de cada jogador. Todo mundo está seguindo o que a comissão técnica pede e trabalhando em grande ritmo. Temos de procurar manter a cada dia.

Ter um grupo acostumado a ganhar títulos ajuda?

Não dá para se basear nos resultados e conquistas do passado. Temos de pensar em cada jogo que vai vir. Cada jogo tem sua história e precisamos vencer também no Brasileiro para não perder a confiança. É importante ter essa experiência, o clube tem tradição de ganhar mata-matas. Neste ano, o Grêmio já ganhou o estadual, que é mata-mata na parte final. Temos de estar concentrados a cada jogo para poder ganhar pelo menos mais um título.

Como foi a experiência de jogar na Turquia?

Joguei em uma equipe média, que não brigava por títulos. Mas o jogo era diferente, mais rápido. Toda hora a bola estava no gol, era ataque contra defesa, muito lançamento. É uma exigência muito grande para o zagueiro. As equipes lá jogam muito de forma ofensiva. Aqui é mais tático, tem maior posicionamento e trabalho com posse de bola.

Gafe na Turquia

Antes de acertar com o Grêmio, David Braz jogou por uma temporada no Sivasspor, da Turquia. No clube turco, viveu um momento insólito durante o Ramadã, o mês sagrado no islamismo, marcado por jejum e rotina de preces dos muçulmanos.

— Era normal o Robinho (ex-atacante da Seleção Brasileira, Santos e Atlético-MG) e eu colocarmos uma música no vestiário. Um dia o Robinho esqueceu a caixa de som dele e pediu para eu levar. Só que era hora da oração, mas eu não sabia. Peguei a caixa e coloquei um 'sambão'. Quando cheguei no vestiário, os caras estavam de joelhos rezando e ficou todo mundo olhando para mim. Eles ficaram brabos e uns começaram a me xingar. Ainda me atrapalhei para pegar o celular até dar o pause. Depois, eu me desculpei e ficou tudo certo. Os caras ficaram me chamando de 'samba' por isso— contou David Braz, que guardou boas lembranças do período na Turquia:



— A cidade que eu morava ficava a uma hora de Istambul, mas era bem tranquila para viver. Foi uma experiência bem gostosa, diferente do que vivi aqui. Joguei em São Paulo, Rio de Janeiro e até em Santos, onde a cidade ficava uma loucura pela praia. Lá foi super tranquilo. Foi uma experiência nova que a minha família viveu. Meu filho estudava lá, falou turco. Tudo funcionava bem. Foi muito bem recebido lá.

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