O que se sabe sobre o caso da torcedora do Grêmio agredida ao lado do filho por colorados após o Gre-Nal 421

Promotoria de Justiça do Torcedor abrirá expediente para investigar caso


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Um Gre-Nal morno em campo ficou marcado por um ato hostil na arquibancada, registrado após o apito final. A agressão de uma mulher vestida com roupas do Inter a outra torcedora, com uma criança, segurando camisa do Grêmio, observada por outros colorados, ganhou repercussão nacional e uma onda de ataques e solidariedade até de jogadores nas redes sociais no final de semana.

O fato ocorreu cerca de 15 minutos depois do encerramento da partida. Um vídeo gravado do setor visitante do Beira-Rio mostra uma mulher e uma criança agitando uma camiseta do Grêmio, voltados para os tricolores. Na sequência, uma torcedora do Inter, acompanhada por outros colorados, chega e tenta tirar a camiseta.


Ela empurra a gremista, observada pelos demais. A criança, ao lado, chora. Após meio minuto, um segurança chega, pega o uniforme e leva os gremistas para fora do estádio. A camiseta foi devolvida, segundo o supervisor do Departamento do Torcedor Gremista (DTG), Thiago Floriano. No vídeo, é possível ouvir gritos semelhantes às imitações de macaco, além de vaias.


A mulher que foi ao Beira-Rio com o filho gremista é casada com um colorado, que estava em outro setor do estádio com outro filho do casal, também colorado. Eles haviam se separado porque a criança gremista queria ficar mais próxima aos tricolores, e assim foram para baixo do setor visitante. Ela estava com a camisa do Grêmio guardada na bolsa e tirou após o final do jogo, quando o estádio estaria mais vazio. Segundo Floriano, ela contou que não viu que ainda havia colorados por perto e fez o gesto em direção aos gremistas.

A colorada alega que não agrediu a gremista. Ela reconhece que cometeu um "ato impulsivo", mas disse ter reagido para "preservá-los".

Dos colorados, há identificação prévia: a mulher é sócia do clube e um dos acompanhantes, conselheiro. Eles se apresentarão no Beira-Rio hoje para prestar novos esclarecimentos. Ambos deverão ter suas carteirinhas suspensas até que haja julgamento nos comitês de ética.

Em nota, o presidente Marcelo Medeiros informou que "o clube está realizando a checagem das imagens para verificar todo o episódio. Assim, tomará as medidas cabíveis para eventuais punições tanto a torcedores quanto a funcionários da casa, conforme regra o estatuto".

Dos gremistas, um dos nomes foi apresentado na rede social— mas por preservação da criança, será mantido em sigilo. Polícia Civil e Ministério Público analisarão o caso.

REAÇÃO

O Grêmio ofereceu suporte aos envolvidos. O Inter estuda fazer uma ação em conjunto com o Grêmio que envolva os jogadores que, espontaneamente, manifestaram solidariedade. A ideia é juntar Jean Pyerre, Everton, Nico López e Edenilson para que, conjuntamente, entreguem camisetas dos clubes, como um símbolo de paz.

Jean Pyerre e Everton pediram contatos dos torcedores para que pudessem expressar sentimentos. O atacante afirmou que "estão bolando algo bem especial" para mãe e filho. Nico López e Edenilson também fizeram posts relacionados ao assunto.

O uruguaio se prontificou a dar uma camisa do Inter ao menino. O volante escreveu: "Sou totalmente contra esse tipo de atitude, a rivalidade tem que estar dentro do campo e durante os 90 minutos apenas. Não é essa a imagem que esse menino deve ter do futebol".

VERSÃO DA AGRESSORA

Com a condição de não ser identificada, a torcedora do Inter que foi flagrada empurrando e xingando uma gremista em frente ao filho, conversou com a reportagem de GaúchaZH sobre o episódio no Beira-Rio e deu sua versão sobre o ocorrido.

— Após finalizar o jogo, fiquei dentro do estádio, aguardando alguns minutos, por causa do congestionamento. Então avistei a torcedora agitando a camisa do Grêmio em direção à torcida do Grêmio. Fui ao encontro dela e comecei a gritar para baixar a camiseta e disse que ali não era o lugar dela. Ainda questionei o exemplo que ela estava dando para o filho. Num ato impulsivo, tentei baixar a camiseta. Baixei. Começamos a nos empurrar. Chegou o segurança, nos separou, tirou do estádio. Foi um ato impulsivo. Não gostaria de ter agredido. Também tenho filho e também o levo ao estádio. Era só para mostrar que ela estava no lugar errado. Em um Gre-Nal sempre tem a tensão, e o estádio tem a torcida adversária e a torcida mista para isso. Não tive intenção de agredir, assustar ninguém. Quero deixar claro que não tenho relação que não tenho relação com o grupo Inter Antifascista. Fiz a compra da manta ontem porque achei bonita, com um bom tecido — disse a torcedora a GaúchaZH.


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Comentários



Sandra Ferrer     

Uma infeliz essa mulher, queria ver se fosse com o filho dela

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