Reclamações e o bom exemplo: como as críticas ao gramado da Arena repercutiram no Grêmio

Tricolor acredita que o campo não está em boas condições para o jogo contra o Bahia, pelas quartas de final da Copa do Brasil, na retomada do calendário após a Copa América


Fonte: Gaúcha Tricolor

Jefferson Botega / Agencia RBS
Alvo de muita reclamação ao longo da Copa América, o gramado da Arena do Grêmio preocupa não só as seleções como também o próprio Tricolor. Em anos anteriores, o técnico Renato Portaluppi já teceu críticas ao campo do estádio gremista. Segundo ele, a má qualidade do terreno prejudica o estilo de jogo da sua equipe, que tem a posse de bola como característica.

— Quando eu gritava sozinho era porque o Renato estava gritando sozinho. Agora é o Brasil todo. O gramado não se encontra, infelizmente, nas melhores condições — disse o treinador recentemente em entrevista à ESPN.

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O meia Jean Pyerre, que tem atuado como armador do time, confirmou que as irregularidades no gramado atrapalham. Mas ele lembrou que, quando o campo está ruim, as duas equipes são afetadas.

— Já joguei em muito campo ruim, piores do que o da Arena. Quando o gramado está em más condições é para os dois, não para um lado só. Então, acho que isso é um detalhe. O nosso time é muito técnico, então é uma adversidade, mas algo que podemos passar por cima, sem usar como desculpa — afirmou em entrevista na tarde desta sexta-feira (28).

Um dia antes, na quinta-feira, após a vitória do Brasil nos pênaltis contra o Paraguai, tanto Tite quando o atacante Everton, do Grêmio, reclamaram das condições do gramado. Antes disso, Suárez, Messi e o técnico da seleção do Catar, Félix Sánchez, já haviam criticado o campo de jogo.

Como tentativa de deixar o terreno em condições de receber as partidas da Copa América, a última partida na Arena antes da estreia do estádio na competição — em 15 de junho, no 0 a 0 entre Venezuela e Peru — foi a goleada do Grêmio sobre o Juventude, por 3 a 0, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, em 29 de maio. Ou seja, foram 16 dias sem jogos no complexo.

Assim que surgiram as primeiras reclamações, a Arena Porto-Alegrense, responsável pela gestão da casa gremista, explicou alguns pontos que prejudicavam a condição do terreno. Um deles foi a frequência do uso do gramado. Conforme a nota divulgada, foram três partidas, um treino de reconhecimento e três treinos de aquecimento no pré-jogo entre os dias 14 e 23 de junho.

O outro ponto dizia respeito ao tipo de grama utilizado no estádio, que se desenvolve melhor em temperaturas mais baixas. À época, fazia calor em Porto Alegre. Mas, mesmo após a queda nos termômetros, o campo seguiu ruim.

Até mesmo por isso, a Arena recebeu plataformas de iluminação artificial na terça-feira, apelidadas de "sol falso" e utilizadas para compensar a falta de luz natural, visando o duelo entre Brasil e Paraguai. Ainda assim, vieram mais críticas, o que preocupa não apenas para o jogo da semifinal da Copa América, que será realizado no estádio no dia 3 de julho, mas também ao Grêmio, que no dia 10 recebe o Bahia pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil.

O diretor de futebol tricolor Deco Nascimento lamenta as más condições do gramado, mas anseia por um campo sem tantas falhas para receber as partidas do Grêmio na retomada do calendário.

— É o que esperamos. Mas se no jogo da Seleção estava daquele jeito, imaginamos que não teremos um gramado em boas condições para a partida da Copa do Brasil — lastima.

A reportagem entrou em contato com a Arena Porto-Alegrense para esclarecer quais providências estão sendo tomadas em relação ao campo, mas a resposta foi de que apenas o Comitê Organizador Local (COL) da Copa América poderia falar sobre o assunto. O COL se manifestou na noite desta sexta-feira, por meio de nota, que pode ser lida na íntegra abaixo:

"A respeito da Arena do Grêmio, logo após o jogo entre Brasil e Paraguai, o Comitê Organizador da Copa América providenciou as correções de danos ao gramado, procedimento usual após cada partida. O uso de luz artificial, que começou no início do outono, está mantido de maneira ininterrupta. Outra medida tomada foi novo plantio de semente Ryegrass (grama de inverno). Além dos cuidados, o gramado terá cinco dias de descanso até a partida entre Uruguai e Peru, dia 29.

Vale ressaltar que Porto Alegre enfrentou o maio mais chuvoso nos últimos 35 anos, mês também mais quente na cidade desde 2012. Ou seja, Porto Alegre teve uma condição climática oposta neste período, com temperaturas mais elevadas, retardando o desenvolvimento da grama de inverno e a sua recuperação após as atividades.

O Comitê Organizador Local segue trabalhando para receber os atletas e a torcida nos estádios nessa reta final do torneio."

Exemplo a ser seguido
Se na Arena do Grêmio o gramado vem sendo problema, no estádio do Corinthians o campo foi até mesmo elogiado pelo técnico Tite. O comandante da Seleção Brasileira comparou com um tapete o solo do Itaquerão, onde sua equipe goleou o Peru por 5 a 0, no dia 22 de junho, pela última rodada da fase de grupos da Copa América.

— O campo estava ótimo. A qualidade do passe flui. Se tem um gramado bom, facilita muito — disse o treinador, que relatou ter dado um abraço no funcionário que cuida do campo corintiano.

A equipe que administra a Arena Corinthians disse que, para manter o solo em boas condições, intensificou a recuperação fazendo semeaduras, por exemplo, e diminuiu a utilização do campo. Também reforçou as adubações de fertilização folhares do gramado e realiza um trabalho intensivo para reparo das avarias decorrentes das partidas, como os buracos causados por carrinhos ou disputas pela bola.

Por meio da assessoria de imprensa, a Arena Corinthians também ressaltou que fez uso de tecnologia para que o gramado ficasse em ótimo estado.

— Usamos o sistema de iluminação suplementar, o sistema de insuflamento de ar nas raízes e também a operação do equipamento que mantém o solo do gramado em baixa temperatura — destacou a equipe que administra o estádio.


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