Foto: Lauro Alves / Agencia RBS
Neste ano, as coisas estão ocorrendo mais rapidamente do que nas temporadas anteriores. Estamos somente em fevereiro e é possível que no jogo de amanhã, diante do Passo Fundo, válido pelo Charmoso Gauchão, entremos em campo com três volantes.
Os três volantes são como uma doença sem cura. Você trata, algumas melhoras podem ser apresentadas, mas ela sempre volta. O assustador é que o Grêmio lançava os três volantes em campo lá por agosto, em meio ao Brasileirão, diante de um adversário tecnicamente superior e de alguma carência de jogadores de criação e de ataque. Agora a incompetência é tamanha que vamos recorrer aos três volantes em fevereiro. Para pegar o Passo Fundo, vamos reforçar o meio, quebrar a bola, desarmar o adversário, blindar o sistema defensivo. Douglas poderá ser o único armador e dois inaptos quaisquer serão colocados na frente. É óbvio que os atacantes vão morrer de fome, não serão abastecidos, não produzirão nada. O time ficará lento, sem criação, sem arremate, dependendo de falhas do adversário ou de algum sucesso na bola parada, o que, no caso do Grêmio, é muito raro.
Não há, salvo raríssima exceção, time no mundo que jogue com três volantes e obtenha alto rendimento. Isso é uma antítese do futebol moderno. O mais adequado é ter jogadores que saibam recompor, marcar com vigor, cumprir funções táticas, mas sem esquecer de jogar e criar com a bola no pé. É claro que essa linha de três volantões do Grêmio não está preparada para executar um sistema de futebol completo. É inexplicável ver o garoto Lincoln no banco. Começo a me convencer de que Felipão perdeu o rumo, ainda mais em meio à ruindade do elenco, esquartejado pelos capitalistas Romildo Bolzan e Rui Costa. Deveríamos jogar com dois volantes, dentro do tradicional. E eles deveriam ser Walace e Araújo. Bastos está em péssima fase técnica, errou incontáveis passes contra o Veranópolis.
Parte da torcida do Grêmio acredita que fomos vencedores no passado com times retrancados. Não é verdade. Aguerrido é diferente de retrancado. Não tínhamos três volantões nos times consagrados. Jogávamos, na maioria dos casos, no tradicional 4-4-2, com jogadores habilidosos de meio de campo. Dinho é um dos mais confundidos. Muito mais do que carrinhos, sabia como poucos fazer lançamentos e chutar de longa distância.
Encerrado o texto principal, algumas curtas:
1 – Atenção, aspones Koffistas que apareceram aqui nos últimos dias para qualificar os blogueiros como apocalípticos: de minha parte, digo que não pararei de criticar enquanto continuarmos nessa fase ridícula e vergonhosa. Tenho certeza de que ajudo criticando e alertando para os riscos da situação. O que não dá é para ficar relevando tudo eternamente.
2 – Precisamos contratar urgentemente: laterais não temos, criação está capenga, atacantes sumiram. Dagoberto, Walter e Caraglio, qualquer um dos três agregaria na atual situação de penúria.
3 – Se o time está um horror dentro de campo, a segunda-feira de carnaval ao menos foi divertida por conta das brincadeiras diante do suposto interesse do Grêmio no jogador Milton Caraglio, do Vélez Sarsfield. Caraglio é jogador para entrar com bola e tudo nas redes adversárias.
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Neste ano, as coisas estão ocorrendo mais rapidamente do que nas temporadas anteriores. Estamos somente em fevereiro e é possível que no jogo de amanhã, diante do Passo Fundo, válido pelo Charmoso Gauchão, entremos em campo com três volantes.
Os três volantes são como uma doença sem cura. Você trata, algumas melhoras podem ser apresentadas, mas ela sempre volta. O assustador é que o Grêmio lançava os três volantes em campo lá por agosto, em meio ao Brasileirão, diante de um adversário tecnicamente superior e de alguma carência de jogadores de criação e de ataque. Agora a incompetência é tamanha que vamos recorrer aos três volantes em fevereiro. Para pegar o Passo Fundo, vamos reforçar o meio, quebrar a bola, desarmar o adversário, blindar o sistema defensivo. Douglas poderá ser o único armador e dois inaptos quaisquer serão colocados na frente. É óbvio que os atacantes vão morrer de fome, não serão abastecidos, não produzirão nada. O time ficará lento, sem criação, sem arremate, dependendo de falhas do adversário ou de algum sucesso na bola parada, o que, no caso do Grêmio, é muito raro.
Não há, salvo raríssima exceção, time no mundo que jogue com três volantes e obtenha alto rendimento. Isso é uma antítese do futebol moderno. O mais adequado é ter jogadores que saibam recompor, marcar com vigor, cumprir funções táticas, mas sem esquecer de jogar e criar com a bola no pé. É claro que essa linha de três volantões do Grêmio não está preparada para executar um sistema de futebol completo. É inexplicável ver o garoto Lincoln no banco. Começo a me convencer de que Felipão perdeu o rumo, ainda mais em meio à ruindade do elenco, esquartejado pelos capitalistas Romildo Bolzan e Rui Costa. Deveríamos jogar com dois volantes, dentro do tradicional. E eles deveriam ser Walace e Araújo. Bastos está em péssima fase técnica, errou incontáveis passes contra o Veranópolis.
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Encerrado o texto principal, algumas curtas:
1 – Atenção, aspones Koffistas que apareceram aqui nos últimos dias para qualificar os blogueiros como apocalípticos: de minha parte, digo que não pararei de criticar enquanto continuarmos nessa fase ridícula e vergonhosa. Tenho certeza de que ajudo criticando e alertando para os riscos da situação. O que não dá é para ficar relevando tudo eternamente.
2 – Precisamos contratar urgentemente: laterais não temos, criação está capenga, atacantes sumiram. Dagoberto, Walter e Caraglio, qualquer um dos três agregaria na atual situação de penúria.
3 – Se o time está um horror dentro de campo, a segunda-feira de carnaval ao menos foi divertida por conta das brincadeiras diante do suposto interesse do Grêmio no jogador Milton Caraglio, do Vélez Sarsfield. Caraglio é jogador para entrar com bola e tudo nas redes adversárias.
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