Montagem sobre fotos de Vítor Silva (Botafogo FR) e Lucas Uebel (Grêmio FBPA)
O Grêmio terá pela frente um Botafogo bem diferente do que se apresentou nos últimos anos e até no primeiro semestre de 2019. Desde a chegada do técnico Eduardo Barroca, o time mudou seu estilo de jogo: saíram a reação, a espera e o contra-ataque, entraram o controle, a posse e a construção de jogadas por trocas de passe desde a linha de defesa. Em resumo, o time parou de especular e marcar para virar um criador de oportunidades. É o time que mais detém a bola no Brasileirão e o terceiro que mais troca passes.
Não deixa de ser curiosa essa mudança radical promovida pelo jovem treinador. Aos 37 anos, ele está em seu primeiro trabalho em uma equipe da elite do futebol nacional. Em entrevista ao colunista do jornal O Globo, Carlos Eduardo Mansur, Barroca falou sobre esse estilo de forma criativa:
Com treino de bola parada e portões fechados, Grêmio encerra preparação para enfrentar o Botafogo Com treino de bola parada e portões fechados, Grêmio encerra preparação para enfrentar o Botafogo
— Imagina que alguém te fala: vocês dois vão sair na porrada agora, num quadrado, durante 10 minutos. Por sete minutos, um de vocês vai poder ter um porrete na mão. E nos outros três, o outro terá o porrete. Para mim, a bola é o porrete. Não quer dizer que eu vou vencer, posso ter o porrete e você pode me acertar um soco no queixo. Mas se alguém me perguntar se prefiro ficar mais tempo com o porrete, prefiro. A lógica para mim é essa. A bola é uma forma de me aproximar de vencer e afastar o adversário da vitória.
Para Mansur, a explicação vai ao encontro do que o técnico lhe falou ao longo da entrevista. O jornalista vê no time um começo de trabalho promissor no futebol brasileiro. Mesmo com pouco tempo de comando e em um clube com sérios problemas financeiros e de elenco limitado, o técnico criou um estilo. Fica com a bola, troca passes, administra. Falta-lhe, até por uma certa carência do grupo, um pouco mais de contundência.
— Talvez pelo histórico anterior, o time não está acostumado a finalizar. Concentra-se demais em permanecer com a bola e pouco em finalizar. Às vezes, tenta usar dois atacantes como os extremas, mas aí diminui a possibilidade de passe. Quando coloca um meia nessa posição, fica mais com a bola, mas perde contundência. Isso pode ser aprimorado na parada da Copa América. O importante para Barroca era chegar à nona rodada. Conseguiu — explica Mansur.
Enfrentar adversários que fiquem mais com a bola tem sido um problema para o Grêmio. O time perdeu para outros dois times que fecham o top 5, Santos e Fluminense — ainda que em partidas atípicas, principalmente contra os cariocas. Para o ex-meia Arilson, atual treinador, a equipe precisa perceber qual estilo será melhor para o confronto.
— Não tenho muita necessidade de ter a bola. Prefiro um jogo mais direto, que busque o resultado. Claro que manter a bola é bom, mas não é tudo, analisa Arilson, completando: _ Precisa montar uma estratégia para combater o que o outro time propõe. Já fiz partidas contra adversários que tentavam sair de trás e pedia a meus jogadores que apertassem a marcação quando chegasse em um determinado jogador. Outras vezes, a ordem era esperar atrás e buscar contra-ataque.
Mansur acrescenta outro alerta. O Botafogo já jogou, e venceu, com outro estilo. Contra o Fluminense, Barroca não se furtou de mudar a forma de atuar, deixando que o time de Fernando Diniz mantivesse a bola e buscando contragolpes. Dentro daquela metáfora, o técnico entregou o porrete ao oponente e acertou-lhe um soco no queixo.
— Vamos ver como vai ser contra um time que gosta da bola, como é o Grêmio — finaliza Mansur.
Ranking de posse de bola no Brasileirão 2019
1º Botafogo, Grêmio e Santos (57%)
4º Inter e Fluminense (56%)
6º Flamengo, São Paulo e Athletico-PR (53%)
9º Corinthians, Atlético-MG e Cruzeiro (50%)
12º Ceará e Chapecoense (49%)
14º Palmeiras e Fortaleza (46%)
16º Vasco e Avaí (45%)
18º Goiás (44%)
19º Bahia (42%)
20º CSA (42%)
Ranking de passes
1º Grêmio (4.108 passes, com 3.819 certos: 93%)
2º Fluminense (4.038 passes, com 3.766 certos: 93,3%)
3º Botafogo (3.784 passes, com 3.512 certos: 92,8%)
4º Inter (3.781 passes, com 3.504 certos: 92,7%)
5º Cruzeiro (3.708 passes, com 3.391 certos: 91,5%)
6º Santos (3.456 passes, com 3.159 certos: 91,4%)
7º Flamengo (3.390 passes, com 3.110 certos: 91,4%)
8º Atlético-MG (3.208 passes, com 2.950 certos: 92%)
9º São Paulo (3.201 passes, com 2.911 certos: 90,9%)
10º Athletico-PR (3.104 passes, com 2.880 certos: 92,8%)
11º Ceará (2.962 passes, com 2.668 certos: 90,1%)
12º Fortaleza (2.861 passes, com 2.584 certos: 90,3%)
13º) Avaí (2.792 passes, com 2.447 certos: 87,6%)
14º Corinthians (2.699 passes, com 2.460 certos: 91,1%)
15º Vasco (2.662 passes, com 2.368 certos: 89%)
16º Bahia (2.511 passes, com 2.216 certos: 88,3%)
17º Chapecoense (2.438 passes, com 2.206 certos: 90,5%)
18º CSA (2.111 passes, com 1.870 certos: 88,6%)
19º Goiás (2.103 passes, com 1.884 certos: 89,6%)
20º Palmeiras (1.586 passes, com 1.375 certos: 86,7%)
Fonte: FootStats
Grêmio, Botafogo, Brasileirão
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Para Mansur, a explicação vai ao encontro do que o técnico lhe falou ao longo da entrevista. O jornalista vê no time um começo de trabalho promissor no futebol brasileiro. Mesmo com pouco tempo de comando e em um clube com sérios problemas financeiros e de elenco limitado, o técnico criou um estilo. Fica com a bola, troca passes, administra. Falta-lhe, até por uma certa carência do grupo, um pouco mais de contundência.
— Talvez pelo histórico anterior, o time não está acostumado a finalizar. Concentra-se demais em permanecer com a bola e pouco em finalizar. Às vezes, tenta usar dois atacantes como os extremas, mas aí diminui a possibilidade de passe. Quando coloca um meia nessa posição, fica mais com a bola, mas perde contundência. Isso pode ser aprimorado na parada da Copa América. O importante para Barroca era chegar à nona rodada. Conseguiu — explica Mansur.
Enfrentar adversários que fiquem mais com a bola tem sido um problema para o Grêmio. O time perdeu para outros dois times que fecham o top 5, Santos e Fluminense — ainda que em partidas atípicas, principalmente contra os cariocas. Para o ex-meia Arilson, atual treinador, a equipe precisa perceber qual estilo será melhor para o confronto.
— Não tenho muita necessidade de ter a bola. Prefiro um jogo mais direto, que busque o resultado. Claro que manter a bola é bom, mas não é tudo, analisa Arilson, completando: _ Precisa montar uma estratégia para combater o que o outro time propõe. Já fiz partidas contra adversários que tentavam sair de trás e pedia a meus jogadores que apertassem a marcação quando chegasse em um determinado jogador. Outras vezes, a ordem era esperar atrás e buscar contra-ataque.
Mansur acrescenta outro alerta. O Botafogo já jogou, e venceu, com outro estilo. Contra o Fluminense, Barroca não se furtou de mudar a forma de atuar, deixando que o time de Fernando Diniz mantivesse a bola e buscando contragolpes. Dentro daquela metáfora, o técnico entregou o porrete ao oponente e acertou-lhe um soco no queixo.
— Vamos ver como vai ser contra um time que gosta da bola, como é o Grêmio — finaliza Mansur.
Ranking de posse de bola no Brasileirão 2019
1º Botafogo, Grêmio e Santos (57%)
4º Inter e Fluminense (56%)
6º Flamengo, São Paulo e Athletico-PR (53%)
9º Corinthians, Atlético-MG e Cruzeiro (50%)
12º Ceará e Chapecoense (49%)
14º Palmeiras e Fortaleza (46%)
16º Vasco e Avaí (45%)
18º Goiás (44%)
19º Bahia (42%)
20º CSA (42%)
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2º Fluminense (4.038 passes, com 3.766 certos: 93,3%)
3º Botafogo (3.784 passes, com 3.512 certos: 92,8%)
4º Inter (3.781 passes, com 3.504 certos: 92,7%)
5º Cruzeiro (3.708 passes, com 3.391 certos: 91,5%)
6º Santos (3.456 passes, com 3.159 certos: 91,4%)
7º Flamengo (3.390 passes, com 3.110 certos: 91,4%)
8º Atlético-MG (3.208 passes, com 2.950 certos: 92%)
9º São Paulo (3.201 passes, com 2.911 certos: 90,9%)
10º Athletico-PR (3.104 passes, com 2.880 certos: 92,8%)
11º Ceará (2.962 passes, com 2.668 certos: 90,1%)
12º Fortaleza (2.861 passes, com 2.584 certos: 90,3%)
13º) Avaí (2.792 passes, com 2.447 certos: 87,6%)
14º Corinthians (2.699 passes, com 2.460 certos: 91,1%)
15º Vasco (2.662 passes, com 2.368 certos: 89%)
16º Bahia (2.511 passes, com 2.216 certos: 88,3%)
17º Chapecoense (2.438 passes, com 2.206 certos: 90,5%)
18º CSA (2.111 passes, com 1.870 certos: 88,6%)
19º Goiás (2.103 passes, com 1.884 certos: 89,6%)
20º Palmeiras (1.586 passes, com 1.375 certos: 86,7%)
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