Vídeo mostra rojão sendo lançado contra torcida do Fortaleza em Caxias do Sul

Jogo do Grêmio no Centenário foi marcado por brigas nas arquibancadas


Fonte: Correio do povo

(Foto: Reprodução / Twitter / CP)
O jogo entre Grêmio e Fortaleza foi marcado por confusão nas arquibancadas no estádio Centenário na noite deste sábado. Durante os 34 minutos do primeiro tempo, torcedores do Grêmio foram até a área destinada para a torcida do Fortaleza, separada por grade apenas de em um lado, e houve um princípio de confusão. A Brigada Militar entrou em ação e os afastou, usando, inclusive, jatos de água.



Minutos mais tarde, a confusão se deu do lado gradeado. Enquando algumas pessoas subiam a estrutura metálica para gritar ofensas, um torcedor se aproximou, acendeu e lançou um foguete em direção à torcida adversária. Usando um boné, tentou cobrir o rosto e fugir pelo meio da torcida, mas foi identificado e imobilizado até a chegada dos policias, que o levaram para o Juizado Especial Criminal (Jecrim) do estádio, junto a outros dois homens detidos na confusão. O repórter do Correio do Povo Eric Raupp, que estava no local, gravou as cenas.

Durante a confusão, o jogo ficou parado por cerca de quatro minutos. Posteriormente, na metade do segundo tempo, o jornalista entregou as imagens às autoridades, que indentificaram o homem. Ele será indiciado. Cabe, então, ao Ministério Público apresentar denúncia ou não. Esta poderá se dar, inclusive, por tentativa de homicídio.




Esta não é a primeira vez que um jogo do Grêmio registra confusão em Caxias do Sul no ano de 2019. Pelo Campeonato Gaúcho, um torcedor foi baleado em duelo contra o Juventude, no Alfredo Jaconi.





Agressão a torcedores

No fim do primeiro tempo, houve, ainda, registro de agressão na arquibancada do Estádio Centenário. Após o torcedor ser preso, um outro homem foi para a grade de separação e trocou ofensas com os adpetos do time cearense. Ao se afastar do local, disse que "buscaria uma bomba caseira para jogar nos caras" e foi momentanemante vaiado por muita gente. "Sai daqui, não vem arrumar confusão", disse o pai do repórter, o empresário Arno Raupp Filho, de 53 anos, colocando a mão sobre o ombro do jovem na tentativa de afastá-lo.

Neste momento, dois homens se aproximaram e empurraram Arno, dando-lhe um soco no rosto. Ele, que tem problemas na coluna e estava acompanhado da mulher, de 54 anos, e dos filhos, uma menina de 14 anos e Eric, caiu no chão. Neste momento, o filho se aproximou para levantá-lo e tentou uma abordagem pacífica, pedindo para o grupo se afastar e ir embora, mas foi atingido por um chute no rosto.

Ele ainda conseguiu agarrar a perna do agressor e jogou o homem arquibanda abaixo, sendo levado junto. Enquanto isso, mais pessoas se aproximaram para tentar intervir, mas os responsáveis por iniciar os ataques fugiram correndo pelo meio da torcida. Após o caso, Arno, sócio do Grêmio desde 1998, ficou com cortes na boca e na orelha, além de hematomas nas costas. Já Eric sofreu um corte na boca e dedos da mão, lesões na perna e pé direitos após a queda.






"Lamento que isso tenha ocorrido, porque é inadmissível que indivíduos usem o esporte para perpetuar atos de violência. Mesmo que a torcida do Fortaleza tenha provocado, não sei o que falaram, tentamos intervir naquela loucura que ele tinha dito de jogar uma bomba. É mais grave ainda porque havia crianças do outro lado da cerca", sustentou o jornalista.



Grêmio, Fortaleza, Cmapeonato Brasileiro

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