Seria bom termos passado o final desse 2014, que, para mim, não deixa saudades, embora respeite sobremaneira quem pensa de forma diferente, tendo recebido mais uma notícia ruim. Lá pelos idos de 1987, eu era vice-presidente jurídico do Grêmio, e a mim foi confiada uma missão inédita e importante pelo presidente Paulo Odone, na época o dirigente máximo do clube.
Participando de uma excursão à Europa, mais precisamente após uma partida em Berna, na Suíça, quatro jogadores do Grêmio foram acusados de terem estuprado uma jovem suíça, residente naquela cidade. Para lá me dirigi, onde fiquei 22 dias, ininterruptamente. Com o apoio de dois advogados locais, tentamos de todas as formas libertar os atletas gremistas, que ficaram 29 dias encarcerados em presídios suíços.
Forte amizade
Naquele episódio, a nossa Zero Hora, em face da repercussão mundial do fato, enviou para o local dois profissionais de altíssimo nível nas suas atividades: o repórter Cláudio Dienstmann e o fotógrafo Paulo Dias.
Convivemos diariamente, quase um mês inteiro, e nos tornamos grandes amigos. Acompanharam a minha felicidade quando conseguimos libertar os atletas e retornar com eles para o Brasil. Mantivemos, a partir dali, uma forte amizade, carregada de lealdade mútua e, várias vezes depois, conversamos sobre o que havíamos passado juntos. Pois não é que o destino nos pregou uma peça, e o grande fotógrafo Paulo Dias veio a falecer ontem. A tristeza que nos assola é indescritível, pois era um cara gentil, camarada e divertido e um profissional incomparável. Todos sentiremos a sua falta. Poderíamos ter passado sem essa.
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Forte amizade
Naquele episódio, a nossa Zero Hora, em face da repercussão mundial do fato, enviou para o local dois profissionais de altíssimo nível nas suas atividades: o repórter Cláudio Dienstmann e o fotógrafo Paulo Dias.
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