Não bastassem a política de corte de gastos, a debandada de boa parte do elenco e a perda da vaga à Libertadores, Felipão ainda tem pela frente um desafio com toda a cara de maldição. Ao iniciar uma nova temporada pelo Grêmio, precisará reverter uma tendência dos últimos tempos. O treinador que começa o ano dificilmente o encerra no cargo.
O último a conseguir tal façanha foi Mano Menezes, curiosamente um desafeto de Felipão, que o antecedeu em sua passagem mais recente pela Seleção. O treinador que deixou o Corinthians na semana passada alcançou o feito em dois anos seguidos, conseguindo sobreviver, do início ao fim, em 2006 e 2007. Ou seja, um carma resistente a praticamente oito anos.
Mano é também o técnico gremista com maior longevidade no século XXI, com dois anos e sete meses no cargo. Depois, vem Tite, com um mês a menos. Mesmo que cumpra seu contrato até o final, que seria dezembro de 2016, Felipão não os alcançaria. Voltando à questão de encerrar uma temporada no Tricolor: após Mano, seis treinadores tiveram a oportunidade de começar um ano no comando do Grêmio. E eles sequer conseguem sobreviver a setembro.

O primeiro foi Vagner Mancini, que, em 2008, durou apenas dois meses, sob alegação de que não tinha o estilo de garra do Grêmio, segundo o então presidente Paulo Odone. Deixou o clube sem perder nenhum de seus seis jogos.
Depois, Celso Roth assumiu, foi vice-campeão brasileiro em 2008 e começou 2009 em alta. No entanto, três derrotas consecutivas em Gre-Nais foram o bastante para derrubá-lo, ainda no primeiro semestre, apesar da boa campanha na Libertadores. Quem terminou aquele ano foi Paulo Autuori, dando a Silas a oportunidade de iniciar 2010.
A largada foi promissora, com título estadual - aliás, a última taça conquistada pelo clube até agora. No entanto, problemas de relacionamento com jogadores e a eliminação na semifinal da Copa do Brasil tisnaram o brilho do trabalho. O flerte com a zona de rebaixamento foi fatal, e Silas caiu em agosto - ao menos, figura como o treinador que mais foi longe começando uma temporada desde Mano.
Renato entrou em seu lugar, levou o time a uma arrancada incrível e foi à Libertadores. Senha para começar 2011. O ídolo gremista não era o nome preferido da direção que assumiria, mas acabou tendo o contrato renovado diante da campanha expressiva e pelo clamor dos fãs. A incompatibilidade resultou em sua saída em junho. Julinho Camargo e Celso Roth terminaram o melancólico 2011.
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Mano é também o técnico gremista com maior longevidade no século XXI, com dois anos e sete meses no cargo. Depois, vem Tite, com um mês a menos. Mesmo que cumpra seu contrato até o final, que seria dezembro de 2016, Felipão não os alcançaria. Voltando à questão de encerrar uma temporada no Tricolor: após Mano, seis treinadores tiveram a oportunidade de começar um ano no comando do Grêmio. E eles sequer conseguem sobreviver a setembro.

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Depois, Celso Roth assumiu, foi vice-campeão brasileiro em 2008 e começou 2009 em alta. No entanto, três derrotas consecutivas em Gre-Nais foram o bastante para derrubá-lo, ainda no primeiro semestre, apesar da boa campanha na Libertadores. Quem terminou aquele ano foi Paulo Autuori, dando a Silas a oportunidade de iniciar 2010.
A largada foi promissora, com título estadual - aliás, a última taça conquistada pelo clube até agora. No entanto, problemas de relacionamento com jogadores e a eliminação na semifinal da Copa do Brasil tisnaram o brilho do trabalho. O flerte com a zona de rebaixamento foi fatal, e Silas caiu em agosto - ao menos, figura como o treinador que mais foi longe começando uma temporada desde Mano.
Renato entrou em seu lugar, levou o time a uma arrancada incrível e foi à Libertadores. Senha para começar 2011. O ídolo gremista não era o nome preferido da direção que assumiria, mas acabou tendo o contrato renovado diante da campanha expressiva e pelo clamor dos fãs. A incompatibilidade resultou em sua saída em junho. Julinho Camargo e Celso Roth terminaram o melancólico 2011.
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