Foto: EVELSON DE FREITAS/ESTADÃO CONTEÚDO / AE
Quando ingressa na sala de julgamento do STJD, manhã, tarde ou noite, no Rio, o Corinthians conhece o seu veredito antes mesmo de ouvir o voto dos auditores. Sempre vence, sempre entra e sai com um sorriso largo. Livrar o Corinthians de qualquer problema faz parte dos mandamentos do STJD.
Foi assim outra vez no Caso Petros, o jogador que atuou de maneira irregular no Brasileirão. O clube deveria perder quatro pontos. Não aconteceu nada, como previsto. Fosse outro time, grande ou pequeno fora da órbita Rio/São Paulo, já teria sido abatido nas salas refrigeradas.
Nesta quarta-feira, o Corinthians foi absolvido no Pleno do Tribunal, no Rio, e ainda ironizou a dupla Gre-Nal, parte interessada no caso. A vitória paulista era esperada e até anunciada. Nem os advogados gaúchos acreditavam que os corintianos seriam punidos.
O auditor relator do caso, Flávio Zveiter, antecipou que votaria pela absolvição. O procurador Paulo Schmitt absolveu o Corinthians. Culpou a Federação Paulista de Futebol (FPF) e CBF.
Zveiter (são dois, Luís, o pai, Flávio, o filho), e Schmitt você conhece. Você lembra. Eles estão sempre ao lado dos times mais poderosos do Brasil em julgamentos decisivos no STJD. O Inter perdeu um Brasileirão no STJD.
Rio e São Paulo mandam na CBF e na FPF. Comandam o futebol brasileiro. Punir o Corinthians não faz parte das leis dos seus tribunais.
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