Mano Menezes e Scolari, os últimos dois técnicos da seleção (Montagem sobre foto da Getty Images)
Os técnicos Mano Menezes e Luiz Felipe Scolari se encontraram no primeiro turno do Campeonato Brasileiro, mas não com um caráter tão decisivo quanto o jogo deste domingo entre Corinthians e Grêmio, às 19h30 (horário de Brasília), na arena corintiana. Enquanto Mano, no Timão, espera fazer valer seu mando de campo, Felipão, no Grêmio, volta pela primeira vez ao palco da abertura da Copa do Mundo, onde esteve com a seleção brasileira em junho e venceu a Croácia.
Os dois últimos técnicos da Seleção buscam a redenção pelos atuais clubes com pelo menos uma vaga na Taça Libertadores do ano que vem. O Corinthians, com 63 pontos, leva ligeira vantagem nessa missão. O Grêmio, com 60, busca a vitória no confronto direto para chegar às duas últimas rodadas com mais chances de classificação.
– Temos de pensar no Grêmio como um adversário. Se conseguirmos a vitória, vamos abrir seis pontos sobre o rival e colocar mais possibilidades para as últimas rodadas – explicou Mano.
Os antecessores de Dunga, atual técnico da Seleção, têm grandes semelhanças em suas carreiras. Felipão e Mano Menezes fracassaram na tentativa de conquistar o hexacampeonato mundial. O primeiro comandou a Seleção na Copa e viu seu caminho interrompido com um doloroso 7 a 1 diante da Alemanha, no Mineirão. O segundo foi o escolhido após a Copa de 2010, mas não resistiu a derrotas na Copa América de 2011 e nas Olimpíadas do ano seguinte.
Os dois se sentem em portos seguros em Corinthians e Grêmio. Mano ganhou projeção no Tricolor gaúcho, mas conquistou seus grandes títulos no Alvinegro paulista – Copa do Brasil e Paulista em 2009, por exemplo. Felipão no Grêmio é a revisitação a uma era de conquistas nos anos 90 – incluindo a última Libertadores do time gaúcho, em 1995.
Na Arena, só um deles sairá sorridente. Até o empate agrada a Mano, pensando na lógica do confronto direto. Felipão só ficará aliviado com uma vitória, que pavimentaria o caminho gremista até a Libertadores. A competição é um alento para os dois, frustrados com a Seleção, mas renovados nos clubes que conhecem tão bem.
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