Foto: Reprodução/Internet
Embora a disputa pelas primeiras posições do Brasileirão-2018 esteja bastante equilibrada, diferentemente de edições anteriores, a verdade é que a qualidade do jogo está longe de ser boa, principalmente quando notamos a baixa quantidade de gols que, do jeito que está, baterá recordes na era dos pontos corridos, bem como a situação dos visitantes, que nunca foram tão ineficientes de 2003 para cá. Mas nem tudo é ruim, uma vez que a média de público desta edição é a maior do período.
Após o término da 25ª Rodada da competição, a média de gols se estabeleceu em 2,16 tentos por partida. Um número assustadoramente baixo, se comparado com o mesmo momento nas edições anteriores. Até então, a média mais baixa em 25 rodadas havia sido registrada em 2014, com 2,2 gols por jogo. Naquele ano o Brasileirão terminou com o pior índice da era dos pontos corridos, posto ameaçado justamente pelo campeonato de 2018.

Ao todo, neste ano, 12 rodadas terminaram com menos de 20 gols marcados. Em 2014, para se ter uma ideia, isso aconteceu nove vezes após as 38 rodadas e, há algumas semanas, ostentava o título da edição que mais registrou essa situação desde 2006, quando o campeonato passou a ser disputado por 20 clubes.

Mas não é só. Outro fator que chama bastante a atenção pelo lado ruim é o baixo aproveitamento dos visitantes. Apenas 16,87% das partidas são vencidas por quem joga fora de casa. É o mais baixo índice desde 2003, ou seja, novamente um recorde negativo na era dos pontos corridos registrado na edição 2018.

Ainda que não explique esse baixo desempenho dos visitantes, é possível analisar que, se comparado com as edições anteriores, o percentual de vitórias dos mandantes é o segundo maior do período: 53,82% das partidas são vencidas por quem joga em casa. Assim como o índice de empates, que também é o segundo maior da era dos pontos corridos: 29,32% dos duelos terminaram empatados.


Nem tudo está perdido, porém, já que a edição atual tem registrado uma boa média de público pagante até aqui. O índice em 25 rodadas (18.211 pagantes por jogo) é superior ao do campeonato de 2009, quando houve a maior média de público pagante da era dos pontos corridos (17.807 pagantes por jogo).

Até aqui, apenas três rodadas tiveram menos de 150 mil pagantes: a primeira, a sétima e a 15ª. Já as rodadas com mais de 200 mil pagantes, fato raro, aconteceram sete vezes neste edição. Para efeito de comparação, entre 2012 e 2017, apenas 18 rodadas registraram público pagante maior do que 200 mil.

Outro dado interessante para comparar é o de público pagante total em 2018 (4.534.568), com 25 rodadas, que já está quase maior do que o público pagante total de 2012 (4.949.298) após as 38 rodadas. É provável que, diante da média da competição, na 28ª os números já ultrapassem os 5 milhões de pagantes.
Brasileirão-2012 – 4.949.298 de pagantes
Brasileirão-2013 – 5.683.304 de pagantes
Brasileirão-2014 – 6.207.094 de pagantes
Brasileirão-2015 – 6.377.648 de pagantes
Brasileirão-2016 – 5.755.596 de pagantes
Brasileirão-2017 – 6.021.967 de pagantes
Brasileirão-2018 – 4.534.568 de pagantes
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Após o término da 25ª Rodada da competição, a média de gols se estabeleceu em 2,16 tentos por partida. Um número assustadoramente baixo, se comparado com o mesmo momento nas edições anteriores. Até então, a média mais baixa em 25 rodadas havia sido registrada em 2014, com 2,2 gols por jogo. Naquele ano o Brasileirão terminou com o pior índice da era dos pontos corridos, posto ameaçado justamente pelo campeonato de 2018.

Ao todo, neste ano, 12 rodadas terminaram com menos de 20 gols marcados. Em 2014, para se ter uma ideia, isso aconteceu nove vezes após as 38 rodadas e, há algumas semanas, ostentava o título da edição que mais registrou essa situação desde 2006, quando o campeonato passou a ser disputado por 20 clubes.

Mas não é só. Outro fator que chama bastante a atenção pelo lado ruim é o baixo aproveitamento dos visitantes. Apenas 16,87% das partidas são vencidas por quem joga fora de casa. É o mais baixo índice desde 2003, ou seja, novamente um recorde negativo na era dos pontos corridos registrado na edição 2018.

Ainda que não explique esse baixo desempenho dos visitantes, é possível analisar que, se comparado com as edições anteriores, o percentual de vitórias dos mandantes é o segundo maior do período: 53,82% das partidas são vencidas por quem joga em casa. Assim como o índice de empates, que também é o segundo maior da era dos pontos corridos: 29,32% dos duelos terminaram empatados.


Nem tudo está perdido, porém, já que a edição atual tem registrado uma boa média de público pagante até aqui. O índice em 25 rodadas (18.211 pagantes por jogo) é superior ao do campeonato de 2009, quando houve a maior média de público pagante da era dos pontos corridos (17.807 pagantes por jogo).

Até aqui, apenas três rodadas tiveram menos de 150 mil pagantes: a primeira, a sétima e a 15ª. Já as rodadas com mais de 200 mil pagantes, fato raro, aconteceram sete vezes neste edição. Para efeito de comparação, entre 2012 e 2017, apenas 18 rodadas registraram público pagante maior do que 200 mil.

Outro dado interessante para comparar é o de público pagante total em 2018 (4.534.568), com 25 rodadas, que já está quase maior do que o público pagante total de 2012 (4.949.298) após as 38 rodadas. É provável que, diante da média da competição, na 28ª os números já ultrapassem os 5 milhões de pagantes.
Brasileirão-2012 – 4.949.298 de pagantes
Brasileirão-2013 – 5.683.304 de pagantes
Brasileirão-2014 – 6.207.094 de pagantes
Brasileirão-2015 – 6.377.648 de pagantes
Brasileirão-2016 – 5.755.596 de pagantes
Brasileirão-2017 – 6.021.967 de pagantes
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