Eduardo Antonini (à esquerda) foi citado no relatório da PF da Operação Lava-Jato
Um dos responsáveis pela construção da Arena do Grêmio, em Porto Alegre, o engenheiro Eduardo Antonini foi citado no relatório final da Polícia Federal na Operação Lava-Jato, O Juízo Final, deflagrada na semana passada. Segundo a PF, um dos operadores do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro deu o endereço do engenheiro para o recebimento de R$ 500 mil em dinheiro a mando do doleiro Alberto Youssef em março deste ano.
A informação consta da inicial do processo, datada de 5 de novembro, na qual a polícia explica a participação de cada um dos 25 envolvidos no esquema. A PF não pediu a prisão de Antonini. Em março, chegou a ir à residência do engenheiro após interceptar mensagens de texto entre o doleiro Youssef e José Ricardo Breghirolli, preso na operação, combinando a entrega do dinheiro.
O nome de José Ricardo é identificado como "JRicardo" e a seta de cor verde é quando ele escreve. E "Primo" é como a PF identificou o doleiro Alberto Youssef, que ao escrever recebe a seta vermelha. Na conversa, o doleiro diz no dia 7 de março (sexta-feira) que terça-feira seria um bom dia para o dinheiro ser levado até a residência de Antonini pois o "povo" estaria "fora viajando".

A responsável pela construção da Arena do Grêmio foi a construtora OAS, empresa que é alvo das investigações. A obra foi feita entre 2010 e 2012, ao custo de aproximadamente R$ 600 milhões. José Ricardo é funcionário da construtora.
Antonini (segundo à dir.) em visita do ministro Aldo Rebelo
Empreendimentos até o ano passado. Foi vice-presidente de Planejamento do clube até 2008 e atualmente é membro do Conselho Deliberativo. No governo Yeda Crusius (até 2011) foi secretário extraordinário da Copa do Mundo, no Rio Grande do Sul. Em fevereiro de 2013, Antonini foi um dos responsáveis por mostrar a arena recém-construída para o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.
A reportagem tentou contato com Eduardo Antonini e com José Ricardo, mas não obteve retorno. Também procurado, o Grêmio afirmou que não se manifestará sobre o tema.
Em seu Twitter, o engenheiro disse, em março, que as buscas feitas pela polícia em sua casa eram fruto de "erro de avaliação de mensagem de terceiros" e que o inquérito não citava que ele recebera dinheiro.

No relatório final da PF, datado de 5 de novembro deste ano, consta:

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Um dos responsáveis pela construção da Arena do Grêmio, em Porto Alegre, o engenheiro Eduardo Antonini foi citado no relatório final da Polícia Federal na Operação Lava-Jato, O Juízo Final, deflagrada na semana passada. Segundo a PF, um dos operadores do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro deu o endereço do engenheiro para o recebimento de R$ 500 mil em dinheiro a mando do doleiro Alberto Youssef em março deste ano.
A informação consta da inicial do processo, datada de 5 de novembro, na qual a polícia explica a participação de cada um dos 25 envolvidos no esquema. A PF não pediu a prisão de Antonini. Em março, chegou a ir à residência do engenheiro após interceptar mensagens de texto entre o doleiro Youssef e José Ricardo Breghirolli, preso na operação, combinando a entrega do dinheiro.
O nome de José Ricardo é identificado como "JRicardo" e a seta de cor verde é quando ele escreve. E "Primo" é como a PF identificou o doleiro Alberto Youssef, que ao escrever recebe a seta vermelha. Na conversa, o doleiro diz no dia 7 de março (sexta-feira) que terça-feira seria um bom dia para o dinheiro ser levado até a residência de Antonini pois o "povo" estaria "fora viajando".

A responsável pela construção da Arena do Grêmio foi a construtora OAS, empresa que é alvo das investigações. A obra foi feita entre 2010 e 2012, ao custo de aproximadamente R$ 600 milhões. José Ricardo é funcionário da construtora.
Antonini (segundo à dir.) em visita do ministro Aldo RebeloEmpreendimentos até o ano passado. Foi vice-presidente de Planejamento do clube até 2008 e atualmente é membro do Conselho Deliberativo. No governo Yeda Crusius (até 2011) foi secretário extraordinário da Copa do Mundo, no Rio Grande do Sul. Em fevereiro de 2013, Antonini foi um dos responsáveis por mostrar a arena recém-construída para o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.
A reportagem tentou contato com Eduardo Antonini e com José Ricardo, mas não obteve retorno. Também procurado, o Grêmio afirmou que não se manifestará sobre o tema.
Em seu Twitter, o engenheiro disse, em março, que as buscas feitas pela polícia em sua casa eram fruto de "erro de avaliação de mensagem de terceiros" e que o inquérito não citava que ele recebera dinheiro.

No relatório final da PF, datado de 5 de novembro deste ano, consta:

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