Celso Rigo (ao centro) garantiu os 5 milhões de euros que tiraram Giuliano do Dnipro
Foto: Diego Vara / Agencia RBS
Não fosse pelo investidor Celso Paulino Rigo, 65 anos, provavelmente Giuliano não teria vestido a camisa do Grêmio. O empresário do setor arrozeiro, natural de Porto Lucena e radicado em São Borja, bancou os 5 milhões de euros exigidos pelo Dnipro, da Ucrânia. Foi mais um capítulo de uma longa relação com seu clube do coração.
Tudo começou em 1996, quando Fábio Koff estava em seu segundo mandato como presidente. Na época, Rigo era dirigente do São Borja, que havia emprestado o atacante Zé Alcino ao Inter. Ao final do vínculo, os colorados não exerceram o direito de compra, estimado em R$ 300 mil. Foi aí que o Grêmio entrou na jogada.
— Liguei para o Koff, mas ele disse que não havia dinheiro. Aí propus uma parceria, eu entrava com R$ 200 mil e o Grêmio parcelaria o resto — relembra Rigo.
Com o negócio fechado, Zé Alcino se incorporou ao time multicampeão de Felipão. E a amizade entre o investidor e o presidente se consolidou. Mas não foi apenas Koff que ele ajudou. No início de 2010, Duda Kroeff precisava de 1,5 milhão de euros para manter o atacante Maxi López, então vinculado ao FC Moscou. Prontamente, Rigo aceitou bancar a permanência do argentino e liberou o dinheiro, com o qual o clube fez um depósito judicial. O que ninguém contava é que Maxi recusaria a oferta e acertaria contrato com o Catania, da Itália.
— O dinheiro ficou bloqueado na Justiça. Então, recebi um percentual da venda do Douglas Costa ao Shakhtar Donetsk — relembra o investidor.
Amizade com Delcir Sonda
Desde o negócio frustrado com Maxi, Rigo deu um tempo no futebol. Se dedicou a sua empresa, a Pirahy Alimentos, que comercializa o arroz Prato Fino, com foco em vendas para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Um de seus clientes, aliás, é Delcir Sonda, um dos maiores supermercadistas do Brasil. E que também investe no futebol. Colorado, foi o responsável pelas recentes compras de Aránguiz e Luque pelo Inter. E também de um certo argentino em 2008.
— Conheço o Sonda pessoalmente. O curioso é que em uma visita que fiz a ele, casualmente ele estava contratando o D'Alessandro — revela Rigo.
O mecenas tricolor, no entanto, rejeita qualquer tipo de comparação com o colorado. Enquanto um faz investimentos eventuais, outro criou uma empresa especializada em gerenciar a carreira de atletas, a DIS, e já trabalhou com nomes do quilate de Neymar, Ganso e Thiago Neves.
— Ele é de outro departamento, tem jogadores em vários clubes. Eu sou diferente, faço negócios pontuais e somente com o Grêmio.
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- Grêmio x RB Bragantino: onde assistir
- Grêmio e Inter em disputa por pendências financeiras de atletas
- Grêmio enfrenta resistência em incursão na Futebol Forte União
Foto: Diego Vara / Agencia RBS
Não fosse pelo investidor Celso Paulino Rigo, 65 anos, provavelmente Giuliano não teria vestido a camisa do Grêmio. O empresário do setor arrozeiro, natural de Porto Lucena e radicado em São Borja, bancou os 5 milhões de euros exigidos pelo Dnipro, da Ucrânia. Foi mais um capítulo de uma longa relação com seu clube do coração.
Tudo começou em 1996, quando Fábio Koff estava em seu segundo mandato como presidente. Na época, Rigo era dirigente do São Borja, que havia emprestado o atacante Zé Alcino ao Inter. Ao final do vínculo, os colorados não exerceram o direito de compra, estimado em R$ 300 mil. Foi aí que o Grêmio entrou na jogada.
— Liguei para o Koff, mas ele disse que não havia dinheiro. Aí propus uma parceria, eu entrava com R$ 200 mil e o Grêmio parcelaria o resto — relembra Rigo.
Com o negócio fechado, Zé Alcino se incorporou ao time multicampeão de Felipão. E a amizade entre o investidor e o presidente se consolidou. Mas não foi apenas Koff que ele ajudou. No início de 2010, Duda Kroeff precisava de 1,5 milhão de euros para manter o atacante Maxi López, então vinculado ao FC Moscou. Prontamente, Rigo aceitou bancar a permanência do argentino e liberou o dinheiro, com o qual o clube fez um depósito judicial. O que ninguém contava é que Maxi recusaria a oferta e acertaria contrato com o Catania, da Itália.
— O dinheiro ficou bloqueado na Justiça. Então, recebi um percentual da venda do Douglas Costa ao Shakhtar Donetsk — relembra o investidor.
Amizade com Delcir Sonda
Desde o negócio frustrado com Maxi, Rigo deu um tempo no futebol. Se dedicou a sua empresa, a Pirahy Alimentos, que comercializa o arroz Prato Fino, com foco em vendas para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Um de seus clientes, aliás, é Delcir Sonda, um dos maiores supermercadistas do Brasil. E que também investe no futebol. Colorado, foi o responsável pelas recentes compras de Aránguiz e Luque pelo Inter. E também de um certo argentino em 2008.
— Conheço o Sonda pessoalmente. O curioso é que em uma visita que fiz a ele, casualmente ele estava contratando o D'Alessandro — revela Rigo.
O mecenas tricolor, no entanto, rejeita qualquer tipo de comparação com o colorado. Enquanto um faz investimentos eventuais, outro criou uma empresa especializada em gerenciar a carreira de atletas, a DIS, e já trabalhou com nomes do quilate de Neymar, Ganso e Thiago Neves.
— Ele é de outro departamento, tem jogadores em vários clubes. Eu sou diferente, faço negócios pontuais e somente com o Grêmio.
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