Copa do Brasil será o "pontapé inicial" da maratona mais decisiva do futebol nacional (Friedemann Vogel/Getty Images)
Agosto será crucial para alinhar as pretensões dos principais clubes do país neste segundo semestre. Os confrontos de ida das quartas de final da Copa do Brasil, a partir desta quarta-feira (1º), iniciam uma sequência frenética de partidas por quatro competições diferentes, com 15 dos 31 dias do mês ocupados por jogos.
Vejam os casos dos seis representantes brasileiros nas oitavas da Libertadores: Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, Palmeiras e Santos. No período, eles farão nove jogos, somando dois torneios mata-matas (eles seguem vivos também na Copa do Brasil) e cinco rodadas do Brasileirão, em que quase todos estão na metade de cima da tabela - a exceção é o time da Vila Belmiro, hoje na zona de rebaixamento.
O fim dessa maratona de um mês vai definir o que será prioridade, ou o que sobrou, para esses times em 2018. Uns cairão na Copa do Brasil, e pelo menos um ficará pelo caminho na Libertadores, pois tem confronto brasileiro nas oitavas (Cruzeiro x Flamengo), além do Campeonato Brasileiro, com as posições na tabela podendo sofrer alterações consideráveis em um mês.
Há também o caso dos classificados à segunda fase da Copa Sul-Americana: Atlético-PR, Bahia, Botafogo, Fluminense, São Paulo e Vasco. Eles terão uma sequência um pouco menor de partidas, sete em 31 dias, mas tão importante quanto as do outro grupo em termos de pretensões na temporada.
Priorizar dinheiro ou a maior chance de sucesso
Quando a maratona de agosto acabar, para os que seguirem em todas as competições a análise terá de ser objetiva: qual torneio é prioritário? Nem clubes com elencos qualificados conseguem se manter na briga por todos os títulos no nível máximo de foco e performance. Chances de título e valor de premiações são os critérios que mais pesam na avaliação. Nesse caso, os torneios mata-matas costumam ganhar a preferência.
Foi o que fez o Grêmio em 2017. O time treinado por Renato Gaúcho "abriu mão" de brigar com o Corinthians pelo título brasileiro e deixou a Copa do Brasil como plano B (caiu na semifinal para o Cruzeiro) por um objetivo: ser campeão da Libertadores. O risco foi alto, de ficar sem taça nenhuma, mas o plano deu certo e levou o Tricolor ao Mundial de Clubes.
Também é neste momento da temporada que a Copa Sul-Americana começa a ganhar mais importância entre os brasileiros. Para os que estão sem grandes pretensões no campeonato nacional, o torneio vira um caminho mais curto e mais rentável rumo à Libertadores do ano seguinte.
Não deverá ser o caso do São Paulo, vice-líder do Brasileirão, título que não conquista há dez anos. A não ser que a sequência deste mês fracasse e o faça despencar demais na tabela.
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