Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
O fraco aproveitamento do Grêmio em bolas aéreas ajuda a explicar a escassez de gols da equipe no Brasileirão. Dos 20 participantes, apenas o time de Felipão não fez gol de cabeça. Na 30ª rodada, nesta quarta-feira, na Arena, contra o Figueirense, surge a chance de quebrar a incômoda realidade.
É preciso puxar pela memória para localizar o último gol nesse formato. Seu autor foi o pequeno Dudu, dia 1º de maio, na vitória por 1 a 0 contra o San Lorenzo, pela Libertadores, em cruzamento (ou chute) de Rodriguinho. O técnico ainda era Enderson Moreira.
Não por acaso o Cruzeiro lidera com folga o Brasileirão. No Brasileirão, nenhum clube marcou tantas vezes de cabeça quanto o de Marcelo Oliveira. Dos seus 52 gols, 17 foram de cabeça, o último deles feito por Dedé, domingo, na vitória por 1 a 0 contra o Vitória, em Salvador. Em toda a temporada, dos 122 gols feitos pelo time mineiro, incluindo amistosos, 42 foram de cabeça.
— No treino antes da partida, o técnico (Marcelo Oliveira) passa muito tempo ensaiando essas jogadas — destaca o repórter Gustavo Andrade, setorista do Cruzeiro no site Superesportes, de Belo Horizonte.
Campeão espanhol do ano passado, o Atlético de Madrid marcou de bola parada 10 dos 14 gols no campeonato deste ano.
O mais surpreendente é que tirar proveito de bolas aéreas foi sempre uma das características do Grêmio. Um fundamento que o próprio Felipão levou à excelência nos anos de 1995 e 1996, com os mortíferos cabeceios de Jardel em cruzamentos de Arce e Roger.
— Está horrível — reconheceu o treinador, após a partida contra a Chapecoense, perguntado por um jornalista sobre o desempenho de seu time em cruzamentos.
Destaque no vitorioso time montado por Telê Santana na década de 70, em que os gols de cabeça também eram abundantes, o ex-meia Iúra aponta as deficiências de Pará e Zé Roberto nas assistências como um dos problemas. Mas não o único.
— Falta um jogador como esse Lucas Lima para fazer os passes. Não sei como o Inter o mandou embora. O Santos só cresceu por causa dele — avalia.
Iúra diz que, no caso do Grêmio, os cruzamentos saem errados. Não pegam o zagueiro adversário de costas, e são feitos na primeira trave, e não na segunda. Ele também lamenta que Dudu e Luan precisam correr o campo inteiro para marcar "e cheguem sem pernas na hora de cruzar ou chutar".
BRASILEIRÃO, 30ª RODADA, 22/10/2014
GRÊMIO
Marcelo Grohe; Pará, Geromel, Bressan e Zé Roberto; Riveros (Walace), Fellipe Bastos, Ramiro, Luan e Dudu; Barcos. Técnico: Felipão
FIGUEIRENSE
Tiago Volpi; Jefferson, Thiago Heleno, Nirley e Roberto Cereceda; Paulo Roberto, Rivaldo,Marco Antônio e Giovanni Augusto; Clayton e Marcão. Técnico: Argel Fucks
Início: 21h
Arbitragem: Vinícius Furlan, auxiliado por Rogério Zanardo e Vicente Romano Neto (trio paulista).
Local: Arena do Grêmio
O jogo no ar: a Rádio Gaúcha abre a jornada esportiva às 18h40min. Acompanhe o minuto a minuto em www.zerohora.com/esportes
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O fraco aproveitamento do Grêmio em bolas aéreas ajuda a explicar a escassez de gols da equipe no Brasileirão. Dos 20 participantes, apenas o time de Felipão não fez gol de cabeça. Na 30ª rodada, nesta quarta-feira, na Arena, contra o Figueirense, surge a chance de quebrar a incômoda realidade.
É preciso puxar pela memória para localizar o último gol nesse formato. Seu autor foi o pequeno Dudu, dia 1º de maio, na vitória por 1 a 0 contra o San Lorenzo, pela Libertadores, em cruzamento (ou chute) de Rodriguinho. O técnico ainda era Enderson Moreira.
Não por acaso o Cruzeiro lidera com folga o Brasileirão. No Brasileirão, nenhum clube marcou tantas vezes de cabeça quanto o de Marcelo Oliveira. Dos seus 52 gols, 17 foram de cabeça, o último deles feito por Dedé, domingo, na vitória por 1 a 0 contra o Vitória, em Salvador. Em toda a temporada, dos 122 gols feitos pelo time mineiro, incluindo amistosos, 42 foram de cabeça.
— No treino antes da partida, o técnico (Marcelo Oliveira) passa muito tempo ensaiando essas jogadas — destaca o repórter Gustavo Andrade, setorista do Cruzeiro no site Superesportes, de Belo Horizonte.
Campeão espanhol do ano passado, o Atlético de Madrid marcou de bola parada 10 dos 14 gols no campeonato deste ano.
O mais surpreendente é que tirar proveito de bolas aéreas foi sempre uma das características do Grêmio. Um fundamento que o próprio Felipão levou à excelência nos anos de 1995 e 1996, com os mortíferos cabeceios de Jardel em cruzamentos de Arce e Roger.
— Está horrível — reconheceu o treinador, após a partida contra a Chapecoense, perguntado por um jornalista sobre o desempenho de seu time em cruzamentos.
Destaque no vitorioso time montado por Telê Santana na década de 70, em que os gols de cabeça também eram abundantes, o ex-meia Iúra aponta as deficiências de Pará e Zé Roberto nas assistências como um dos problemas. Mas não o único.
— Falta um jogador como esse Lucas Lima para fazer os passes. Não sei como o Inter o mandou embora. O Santos só cresceu por causa dele — avalia.
Iúra diz que, no caso do Grêmio, os cruzamentos saem errados. Não pegam o zagueiro adversário de costas, e são feitos na primeira trave, e não na segunda. Ele também lamenta que Dudu e Luan precisam correr o campo inteiro para marcar "e cheguem sem pernas na hora de cruzar ou chutar".
BRASILEIRÃO, 30ª RODADA, 22/10/2014
GRÊMIO
Marcelo Grohe; Pará, Geromel, Bressan e Zé Roberto; Riveros (Walace), Fellipe Bastos, Ramiro, Luan e Dudu; Barcos. Técnico: Felipão
FIGUEIRENSE
Tiago Volpi; Jefferson, Thiago Heleno, Nirley e Roberto Cereceda; Paulo Roberto, Rivaldo,Marco Antônio e Giovanni Augusto; Clayton e Marcão. Técnico: Argel Fucks
Início: 21h
Arbitragem: Vinícius Furlan, auxiliado por Rogério Zanardo e Vicente Romano Neto (trio paulista).
Local: Arena do Grêmio
O jogo no ar: a Rádio Gaúcha abre a jornada esportiva às 18h40min. Acompanhe o minuto a minuto em www.zerohora.com/esportes
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