O Grêmio de 2018 repete a estratégia usada no ano passado e agora com um fato novo. Lembra o resultado final, título da Libertadores, para cortar debates sobre a decisão de botar time reserva no Campeonato Brasileiro. Aos olhos da comissão técnica e diretoria, o tema está resolvido e mesmo que possa afetar a campanha no Brasileiro não sofrerá mudanças.
A derrota para o Botafogo, no sábado, trouxe à tona velhos questionamentos sobre a escolha de preservar todos os titulares. Luan foi a exceção e a pedido do próprio.
O treinador, aliás, mostrou uma certa irritação ao abordar o tema. No ano passado, o Grêmio foi criticado por mandar suplentes e até jovens das categorias de base a vários jogos do Brasileiro. Tudo de olho na Copa do Brasil e Libertadores. Agora, repete a dose em meio a uma maratona que coloca o clube em campo a cada três dias até o recesso para a Copa.
"Fica impossível ganhar Copa do Brasil e Libertadores botando o mesmo time. Deixa eu explicar uma coisa. Ano passado, muitas vezes, usamos sete ou oito times da transição. Esse time é forte e só não jogou mais por falta de ritmo de jogo. Eu compreendo vocês, falando do ano passado, mas o Grêmio foi campeão da Libertadores. Muitos fizeram o que fizemos e não ganharam nada. A decisão é minha e o Grêmio vai jogar muitas vezes com essa equipe. Está definido, vai jogar. Ponto final. Eu estou definindo. Ponto final. Não tem que ficar dando explicações. E é a última vez que explico porque estamos usando a equipe alternativa. Para o bom entendedor e o inteligente, basta. O Grêmio vai 'de vento em popa', vai bem demais".
Para a diretoria, o planejamento também está certo. A preservação tem que ser feita no Brasileiro para não afetar o desempenho na Copa do Brasil ou Libertadores. "Onde a gente pode poupar quem está cansado? Em um campeonato com 38 rodadas ou em torneios onde se perde e fica fora? Não tem jeito", comentou Duda Kroeff, vice de futebol.
Em 2017, o Grêmio chegou a disputar o título brasileiro com o Corinthians. Com os reservas para manter o fôlego na Libertadores e Copa do Brasil, o Tricolor saiu do páreo. Mas isso demorou e só foi se confirmar no returno. Agora a arrancada com apenas uma vitória em três rodadas deixa brecha para críticas e incomodam Renato.
"O que me aborrece às vezes é as pessoas falarem que já deixamos o Campeonato Brasileiro de lado. Pô, é só ser inteligente. Não deixamos. Tivemos jogo decisivo quarta, temos outro na terça. Todos os times do Brasil vão usar time alternativo, mais cedo ou mais tarde. Todos os treinadores do Brasil, então, são burros. Se todos são burros, então somos burros", ironizou.
Com quatro pontos no Campeonato Brasileiro, o Grêmio volta a campo na terça-feira pela Libertadores. O jogo diante do Cerro Porteño, em Porto Alegre, pode render liderança no grupo 1 e também encaminhar classificação às oitavas de final. No dia 6, contra o Santos, o Tricolor retoma sua trajetória no Brasileiro. Mas ainda não sabe se usará força máxima ou time alternativo.
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O treinador, aliás, mostrou uma certa irritação ao abordar o tema. No ano passado, o Grêmio foi criticado por mandar suplentes e até jovens das categorias de base a vários jogos do Brasileiro. Tudo de olho na Copa do Brasil e Libertadores. Agora, repete a dose em meio a uma maratona que coloca o clube em campo a cada três dias até o recesso para a Copa.
"Fica impossível ganhar Copa do Brasil e Libertadores botando o mesmo time. Deixa eu explicar uma coisa. Ano passado, muitas vezes, usamos sete ou oito times da transição. Esse time é forte e só não jogou mais por falta de ritmo de jogo. Eu compreendo vocês, falando do ano passado, mas o Grêmio foi campeão da Libertadores. Muitos fizeram o que fizemos e não ganharam nada. A decisão é minha e o Grêmio vai jogar muitas vezes com essa equipe. Está definido, vai jogar. Ponto final. Eu estou definindo. Ponto final. Não tem que ficar dando explicações. E é a última vez que explico porque estamos usando a equipe alternativa. Para o bom entendedor e o inteligente, basta. O Grêmio vai 'de vento em popa', vai bem demais".
Para a diretoria, o planejamento também está certo. A preservação tem que ser feita no Brasileiro para não afetar o desempenho na Copa do Brasil ou Libertadores. "Onde a gente pode poupar quem está cansado? Em um campeonato com 38 rodadas ou em torneios onde se perde e fica fora? Não tem jeito", comentou Duda Kroeff, vice de futebol.
Em 2017, o Grêmio chegou a disputar o título brasileiro com o Corinthians. Com os reservas para manter o fôlego na Libertadores e Copa do Brasil, o Tricolor saiu do páreo. Mas isso demorou e só foi se confirmar no returno. Agora a arrancada com apenas uma vitória em três rodadas deixa brecha para críticas e incomodam Renato.
"O que me aborrece às vezes é as pessoas falarem que já deixamos o Campeonato Brasileiro de lado. Pô, é só ser inteligente. Não deixamos. Tivemos jogo decisivo quarta, temos outro na terça. Todos os times do Brasil vão usar time alternativo, mais cedo ou mais tarde. Todos os treinadores do Brasil, então, são burros. Se todos são burros, então somos burros", ironizou.
Com quatro pontos no Campeonato Brasileiro, o Grêmio volta a campo na terça-feira pela Libertadores. O jogo diante do Cerro Porteño, em Porto Alegre, pode render liderança no grupo 1 e também encaminhar classificação às oitavas de final. No dia 6, contra o Santos, o Tricolor retoma sua trajetória no Brasileiro. Mas ainda não sabe se usará força máxima ou time alternativo.
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Comentários
Comentários (1)
O Grêmio, com time reserva, ainda não fez nenhum ponto, desde o Brasileiro do ano passado! No Gaúcho, correu risco de rebaixamento, enquanto jogava com os reservas. Então, se, de vez em quando, é preciso que os reservas joguem para que os titulares descansem, que o time reserva seja melhor treinado e entrosado!
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