Delegado Cleber Ferreira apresenta o inquérito à imprensa nesta terça-feira (Foto: Paula Menezes)
A Polícia Civil indiciou quatro torcedores do Grêmio por injúria racial no inquérito do caso Aranha. Os documentos serão remetidos à Justiça nesta terça-feira. No dia 28 de agosto, em partida entre o time gaúcho e o Santos, pela Copa do Brasil, os gremistas foram flagrados ao gritar ofensas de cunho racista ao goleiro adversário.
Conforme o delegado regional de Porto Alegre, Cleber Ferreira, oito pessoas foram identificadas cometendo supostas injúrias contra o goleiro do Santos, porém, quatro deles foram indiciados. Patrícia Moreira, a jovem que foi flagrada por câmeras de TV gritando a palavra "macaco" está entre os indiciados. Além de Patrícia, Éder Braga, Rodrigo Rychter e Fernando Ascal foram indiciados pela polícia.
O último ainda foi indiciado por furto, por ter levado o boné de um segurança no dia da partida. Os torcedores foram identificados através de imagens das câmeras de segurança do estádio e depoimentos.
- Inicialmente, a equipe da delegacia buscou imagens de vídeo. Localizou as residências. E chamou eles. Só um deles nega que proferiu as palavras - disse o delegado Cleber Ferreira.
Fonoaudiólogas também participam da entrevista coletiva (Foto: Paula Menezes/GloboEsporte.com)
Ainda de acordo com a polícia, as investigações vão continuar para identificar nome e endereço dos outros quatro torcedores flagrados que acabaram não sendo indiciados.
- Vamos seguir nas investigações. Podem ser identificados até mais que outros quatro, cinco ou seis. O número pode aumentar - diz o delegado.
A pena para injúria racial é de um a três anos de reclusão. O delegado afirma, porém, que a Justiça irá decidir quem irá cumprir pena e quais torcedores terão de se apresentar em delegacias em horários de jogos.
Fonoaudiólogas foram acionadas para fazer a leitura labial e corporal dos torcedores identificados nas imagens,
- Além da palavra macaco, um dos torcedores falou a palavra "preto". Outros imitavam um macaco, outros tocavam na pele indicando a cor - afirmou a fonoaudióloga Débora Saltiel.
De acordo com a polícia, foram analisadas mais de três horas de gravação. As autoridades afirmam polícia afirma que as investigações vão continuar para identificar nome e endereço dos outros quatro torcedores flagrados que acabaram não sendo indiciados.
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O último ainda foi indiciado por furto, por ter levado o boné de um segurança no dia da partida. Os torcedores foram identificados através de imagens das câmeras de segurança do estádio e depoimentos.
- Inicialmente, a equipe da delegacia buscou imagens de vídeo. Localizou as residências. E chamou eles. Só um deles nega que proferiu as palavras - disse o delegado Cleber Ferreira.
Fonoaudiólogas também participam da entrevista coletiva (Foto: Paula Menezes/GloboEsporte.com)Ainda de acordo com a polícia, as investigações vão continuar para identificar nome e endereço dos outros quatro torcedores flagrados que acabaram não sendo indiciados.
- Vamos seguir nas investigações. Podem ser identificados até mais que outros quatro, cinco ou seis. O número pode aumentar - diz o delegado.
A pena para injúria racial é de um a três anos de reclusão. O delegado afirma, porém, que a Justiça irá decidir quem irá cumprir pena e quais torcedores terão de se apresentar em delegacias em horários de jogos.
Fonoaudiólogas foram acionadas para fazer a leitura labial e corporal dos torcedores identificados nas imagens,
- Além da palavra macaco, um dos torcedores falou a palavra "preto". Outros imitavam um macaco, outros tocavam na pele indicando a cor - afirmou a fonoaudióloga Débora Saltiel.
De acordo com a polícia, foram analisadas mais de três horas de gravação. As autoridades afirmam polícia afirma que as investigações vão continuar para identificar nome e endereço dos outros quatro torcedores flagrados que acabaram não sendo indiciados.
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