O momento ruim da arbitragem brasileira ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira. A Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) ameaçou paralisar o Campeonato Brasileiro após críticas de jogadores, treinadores e dirigentes. A entidade pede uma "ação enérgica" da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Caso contrário, a proposta de paralisação será discutida em assembleia-geral.
"Os árbitros estão indignados e querem parar o campeonato já. O nível técnico da competição é baixíssimo e querem jogar a culpa de todas as derrotas nos árbitros. Isto é um desrespeito à figura do juiz, que tem o papel de comandar a partida", afirmou, em nota, o presidente da Anaf, Marco Antônio Martins.
De acordo com a entidade, as críticas públicas, além de serem consideradas falta de respeito, escondem a crise técnica do futebol brasileiro, transferindo a culpa do mau futebol à arbitragem. Dessa forma, a Anaf pede rigor à CBF e ao STJD em relação a uma eventual punição.
Nas últimas semanas, a arbitragem do Brasileirão tem causado diversas polêmicas, em especial por causa de jogadas de mão na bola. Na quarta-feira, a Fifa fez duras críticas ao comportamento dos juízes no Brasil. Segundo a entidade máxima do futebol, os árbitros precisam "ler a situação" e não dar falta a cada bola que toque a mão do jogador.
Massimo Busacca, chefe de Arbitragem da Fifa, deixou claro que as decisões tomadas no Brasil não estão em linha com as orientações da Fifa. "A mão faz parte do jogador. Não há como pensar em um jogador sem mãos", disse o dirigente. As declarações causaram desconforto. O presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero, é a favor da decisão dos árbitros brasileiros contra os comentários da Fifa, afirmando que não existe leviandade. Já o chefe da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, insistiu que as novas orientações eram uma recomendação da Fifa e que teria sido o uruguaio Jorge Larrionda, instrutor da Fifa, quem passou as novas ordens.
Semana passada, o presidente da CBF, José Maria Marim, disse não estar nada satisfeito com o trabalho dos árbitros no Campeonato Brasileiro. Prometeu tomar medidas para melhorar essa situação.
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De acordo com a entidade, as críticas públicas, além de serem consideradas falta de respeito, escondem a crise técnica do futebol brasileiro, transferindo a culpa do mau futebol à arbitragem. Dessa forma, a Anaf pede rigor à CBF e ao STJD em relação a uma eventual punição.
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Massimo Busacca, chefe de Arbitragem da Fifa, deixou claro que as decisões tomadas no Brasil não estão em linha com as orientações da Fifa. "A mão faz parte do jogador. Não há como pensar em um jogador sem mãos", disse o dirigente. As declarações causaram desconforto. O presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero, é a favor da decisão dos árbitros brasileiros contra os comentários da Fifa, afirmando que não existe leviandade. Já o chefe da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, insistiu que as novas orientações eram uma recomendação da Fifa e que teria sido o uruguaio Jorge Larrionda, instrutor da Fifa, quem passou as novas ordens.
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