Diretoria do Grêmio citou casos de homofonia no clássico paulista
A decisão de tirar três pontos do Grêmio e, consequentemente, eliminar o clube da Copa do Brasil causou "decepção" nos advogados do clube. E, apesar de dizerem respeitar a punição imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), eles esperam que a corte passe a punir todos os clubes cujas torcidas manifestarem atitudes preconceituosas.
"O Grêmio encara com serenidade, porque foi por unanimidade (foram sete votos a zero) e é uma decisão que tem que ser respeitada. Mas o Grêmio sai decepcionado do tribunal, porque entende que, no episódio, teve toda a postura e toda a atuação de evitar que acontecesse e, quando aconteceu, [agiu] no sentido de remediá-lo", lamentou Thiago Brunetto, diretor jurídico do clube.
"Saímos na expectativa de que o tribunal tenha coerência: se valeu essa decisão para o Grêmio, com essa extensão e com essa consequência grave, que haja a mesma coerência com fatos assemelhados que virão a este tribunal. E espero, inclusive, com a mesma rapidez que foram julgados esses episódios em relação ao Grêmio", disse Brunetto.
Na sequência, mesmo sem citar os clubes diretamente, pediu punição a Corinthians e São Paulo. "Nós tivemos na rodada do dia 20 de setembro, naquele clássico paulista, atos de homofobia que também são atos discriminatórios previstos no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, e esperamos que o STJD adote a mesma postura. Aí teremos também o Campeonato Brasileiro decidido no tapetão", concluiu.
O mesmo discurso foi adotado por Gabriel Vieira, um dos advogados que defenderam o Grêmio na sessão do Pleno. "A gente tem que reconhecer (a punição), mas o Grêmio não concorda com essa pena. É uma pena pesada que abre um precedente perigoso.
Temos que ver se casos de preconceito serão analisados com o mesmo rigor. Homofobia é tão preconceito quanto racismo, e, se tem ocorrido casos de homofobia no futebol, tem que ser punido com o mesmo rigor que o Grêmio está sendo punido hoje", declarou.
O clássico disputado no Itaquerão foi marcado por cânticos de tom homofóbico por parte das duas torcidas, antes e durante a partida. Por essa razão, o STJD solicitou a instauração de inquérito para apurar o caso.
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"O Grêmio encara com serenidade, porque foi por unanimidade (foram sete votos a zero) e é uma decisão que tem que ser respeitada. Mas o Grêmio sai decepcionado do tribunal, porque entende que, no episódio, teve toda a postura e toda a atuação de evitar que acontecesse e, quando aconteceu, [agiu] no sentido de remediá-lo", lamentou Thiago Brunetto, diretor jurídico do clube.
"Saímos na expectativa de que o tribunal tenha coerência: se valeu essa decisão para o Grêmio, com essa extensão e com essa consequência grave, que haja a mesma coerência com fatos assemelhados que virão a este tribunal. E espero, inclusive, com a mesma rapidez que foram julgados esses episódios em relação ao Grêmio", disse Brunetto.
Na sequência, mesmo sem citar os clubes diretamente, pediu punição a Corinthians e São Paulo. "Nós tivemos na rodada do dia 20 de setembro, naquele clássico paulista, atos de homofobia que também são atos discriminatórios previstos no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, e esperamos que o STJD adote a mesma postura. Aí teremos também o Campeonato Brasileiro decidido no tapetão", concluiu.
O mesmo discurso foi adotado por Gabriel Vieira, um dos advogados que defenderam o Grêmio na sessão do Pleno. "A gente tem que reconhecer (a punição), mas o Grêmio não concorda com essa pena. É uma pena pesada que abre um precedente perigoso.
Temos que ver se casos de preconceito serão analisados com o mesmo rigor. Homofobia é tão preconceito quanto racismo, e, se tem ocorrido casos de homofobia no futebol, tem que ser punido com o mesmo rigor que o Grêmio está sendo punido hoje", declarou.
O clássico disputado no Itaquerão foi marcado por cânticos de tom homofóbico por parte das duas torcidas, antes e durante a partida. Por essa razão, o STJD solicitou a instauração de inquérito para apurar o caso.
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