Renato Gaúcho diz que alerta jogadores em relação ao uso excessivo das redes (Foto: Reprodução SporTV)
Quando jogador, Renato Gaúcho tinha fama de boêmio, polêmico e indisciplinado. Como técnico, o ex-atacante exige de seus jogadores uma postura bem diferente e é defensor da concentração, que chegou a ser abolida por períodos específicos por clubes como Atlético-MG e Botafogo. Fora do mercado desde que deixou o Fluminense, em abril, Renato Gaúcho apenas observa as discussões sobre o tema e revela que, além de adotar as concentrações, pede aos jogadores que tenham disciplina mesmo "confinados", especialmente com o uso de redes sociais.
- Isso para o jogador hoje em dia é uma praga, porque é um vício. Eu aviso o grupo: "Olha, eu não sou babá de ninguém, não vou ficar indo de quarto em quarto para ver se o jogador está descansado ou está dormindo". Cada jogador tem que ser responsável - disse, em entrevista ao "SporTV News", que exibe uma série sobre o tema.
Apesar de não conseguir fiscalizar o tempo todo e, nesse caso, confiar de que os jogadores seguirão as orientações, Renato admite que gosta de ter o controle. É por isso que o treinador não cogita, em times comandados por ele, que a concentração seja abolida.
- É importante exatamente por isso, porque na concentração você tem os jogadores e o controle deles, você está sabendo exatamente o que está acontecendo. No momento em que o jogador está em casa, você não sabe se ele está na rua, se está na balada, se está fazendo uma festa dentro de um apartamento, se está na casa do amigo, se saiu de casa falando que tinha concentração e foi para outro lugar. Você não tem controle - explicou.
O ex-jogador Júnior, que brilhou com a camisa do Flamengo e da seleção brasileira entre as décadas de 70 e 90, fez uma comparação e vê um cenário muito diferente de sua época. Ao analisar o uso da tecnologia pelos jogadores, o comentarista destaca o papel da concentração que, segundo ele, além de deixar o grupo focado no jogo, também tem o poder de unir os jogadores, o que considera mais difícil com a internet e as redes sociais.
- Quando você esta formando um time, acho que a concentração é fundamental para (os jogadores) se conhecerem. Hoje vejo que cada um está no seu quarto, com seu laptop, computador, seu smartphones e ninguém conversa de futebol - afirmou.
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- Isso para o jogador hoje em dia é uma praga, porque é um vício. Eu aviso o grupo: "Olha, eu não sou babá de ninguém, não vou ficar indo de quarto em quarto para ver se o jogador está descansado ou está dormindo". Cada jogador tem que ser responsável - disse, em entrevista ao "SporTV News", que exibe uma série sobre o tema.
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O ex-jogador Júnior, que brilhou com a camisa do Flamengo e da seleção brasileira entre as décadas de 70 e 90, fez uma comparação e vê um cenário muito diferente de sua época. Ao analisar o uso da tecnologia pelos jogadores, o comentarista destaca o papel da concentração que, segundo ele, além de deixar o grupo focado no jogo, também tem o poder de unir os jogadores, o que considera mais difícil com a internet e as redes sociais.
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