Aranha foi vaiado por gremistas (Foto: Ricardo Rímoli/LANCE!Press)
O acontecido entre a torcida gremista e o goleiro Aranha, do Santos, ganhou um novo capítulo na partida que terminou com o placar zerado na última quinta. A torcida gremista vaiou bastante o jogador, como se culpasse o atleta pela exclusão do Tricolor da Copa do Brasil. Na visão do advogado Dr. Eduardo Calezzo, da Academia Lance!, as vaias possuem "conotação discutível", mas são insuficientes para gerar uma nova punição ao clube gaúcho.
- Se não houve novas ofensas de cunho racial, não há motivos para uma nova punição ao Grêmio. As vaias fazem parte do espetáculo futebolístico. Embora no caso específico do Aranha as vaias da torcida gremista tenham uma conotação bastante discutível, sendo eventualmente reprováveis, não são suficientes para justificar uma punição disciplinar ao clube - comentou Carlezzo.
Antes do jogo, muitos estavam curiosos para saber a reação dos gremistas e do goleiro Aranha ao se reencontrarem após atos racistas por parte de alguns torcedores do Tricolor contra o santista, pela Copa do Brasil, há três semanas. O que se viu no entando foram vaias e xingamentos ao santista durante todo o jogo.
Houve também torcedores com cartazes de apoio ao goleiro Aranha, reforçando que a postura racista não é condizente com a opinião de todos os torcedores do Grêmio. Mesmo assim, Aranha foi chamado de "viado" e recebeu outros xingamentos, além das vaias, o tempo todo. No entanto, câmeras televisivas e repórteres presentes no estádio não registraram ofensas racistas desta vez.
Triste por conta das vaias, mesmo sem nenhum registro de racismo, Aranha admitiu que esperava um tratamento diferente no Sul desta vez e, demonstrando emoção, foi firme no discurso dirigido à torcida gremista.
- Cobraram perdão de mim, mas perdoar um pessoal que não entendeu o que aconteceu ou que concorda, não tem perdão. Não entenderam o que aconteceu comigo! Muita gente morreu, muita gente sofreu para os direitos iguais prevalecerem hoje em dia. E mesmo assim muita gente acha errado as punições feitas e as decisões tomadas tentando coibir esse tipo de coisa. Mas paciência, né? Vim aqui fazer meu trabalho - disse o goleiro após a partida na Arena do Grêmio.
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O acontecido entre a torcida gremista e o goleiro Aranha, do Santos, ganhou um novo capítulo na partida que terminou com o placar zerado na última quinta. A torcida gremista vaiou bastante o jogador, como se culpasse o atleta pela exclusão do Tricolor da Copa do Brasil. Na visão do advogado Dr. Eduardo Calezzo, da Academia Lance!, as vaias possuem "conotação discutível", mas são insuficientes para gerar uma nova punição ao clube gaúcho.
- Se não houve novas ofensas de cunho racial, não há motivos para uma nova punição ao Grêmio. As vaias fazem parte do espetáculo futebolístico. Embora no caso específico do Aranha as vaias da torcida gremista tenham uma conotação bastante discutível, sendo eventualmente reprováveis, não são suficientes para justificar uma punição disciplinar ao clube - comentou Carlezzo.
Antes do jogo, muitos estavam curiosos para saber a reação dos gremistas e do goleiro Aranha ao se reencontrarem após atos racistas por parte de alguns torcedores do Tricolor contra o santista, pela Copa do Brasil, há três semanas. O que se viu no entando foram vaias e xingamentos ao santista durante todo o jogo.
Houve também torcedores com cartazes de apoio ao goleiro Aranha, reforçando que a postura racista não é condizente com a opinião de todos os torcedores do Grêmio. Mesmo assim, Aranha foi chamado de "viado" e recebeu outros xingamentos, além das vaias, o tempo todo. No entanto, câmeras televisivas e repórteres presentes no estádio não registraram ofensas racistas desta vez.
Triste por conta das vaias, mesmo sem nenhum registro de racismo, Aranha admitiu que esperava um tratamento diferente no Sul desta vez e, demonstrando emoção, foi firme no discurso dirigido à torcida gremista.
- Cobraram perdão de mim, mas perdoar um pessoal que não entendeu o que aconteceu ou que concorda, não tem perdão. Não entenderam o que aconteceu comigo! Muita gente morreu, muita gente sofreu para os direitos iguais prevalecerem hoje em dia. E mesmo assim muita gente acha errado as punições feitas e as decisões tomadas tentando coibir esse tipo de coisa. Mas paciência, né? Vim aqui fazer meu trabalho - disse o goleiro após a partida na Arena do Grêmio.
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