Patrícia Moreira participou do programa Encontro com Fátima Bernardes (Foto: Reprodução/TV Globo)
A partir de segunda-feira, Patrícia Moreira passará a integrar a Central Única das Favelas, em Porto Alegre. A jovem que ofendeu o goleiro Aranha, do Santos, em jogo na Arena do Grêmio em 28 de agosto, pela Copa do Brasil, inicialmente realizará um curso de educação racial e formação social. O objetivo, segundo a coordenação estadual da Cufa, é orientar a torcedora de 23 anos "sobre os problemas e efeitos colaterais de atitudes racistas na sociedade". Nesta quinta-feira, uma nota oficial foi emitida pela organização em sua página na internet.
No curso, Patrícia terá acesso a autores como Nelson Mandela, Martin Luther King e Malcom X, além de publicações nacionais da Cufa, que foi criada a partir da união entre jovens de favelas do Rio de Janeiro, principalmente negros, que buscavam espaços para se expressarem.
- A instituição resolveu incorporá-la, pois mesmo envolvida em um ato racista durante uma partida de futebol teve sua residência queimada, familiares espancados e diversas ameaças de morte. Parte desse ônus estava recaindo sobre a comunidade negra e periferia gaúcha - diz a nota da Cufa, que completa:
- A Cufa acredita que Patrícia Moreira também é consequência de anos de descaso com a história e cultura negra. O não cumprimento da Lei 10.639 faz com que muitos jovens como Patrícia não conheçam o valor da pele negra e sintam-se à vontade em proferir palavras racistas. A entidade entende também que é de extrema importância que Patrícia responda por seu erro perante à Justiça. Porém, para nós, é mais importante que ela adquira consciência e promova o respeito - encerra o texto.
Na manhã seguinte ao episódio de injúrias raciais, Patrícia foi afastada do trabalho no Centro Médico Odontológico da Brigada Militar, em Porto Alegre. Desde então, também não voltou a trabalhar. Faz tratamento psiquiátrico domiciliar.
Antes de entrevistas para determinados programas e veículos de comunicação, Patrícia apareceu em público duas vezes. Primeiro, uma semana após o episódio na Arena, em 4 de setembro, para prestar depoimento em delegacia de Porto Alegre. Chegou ao local com o rosto escondido das câmeras e chorando. Falou sobre o caso no dia seguinte, em encontro com jornalistas, no qual foram proibidos questionamentos. O pronunciamento não durou cinco minutos.
Nele, negou ser racista e desculpou-se com Aranha e com o próprio Grêmio, que acabou excluído da Copa do Brasil pelas injúrias raciais. O clube ainda será julgado em segunda instância, pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em data a ser oficializada.
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No curso, Patrícia terá acesso a autores como Nelson Mandela, Martin Luther King e Malcom X, além de publicações nacionais da Cufa, que foi criada a partir da união entre jovens de favelas do Rio de Janeiro, principalmente negros, que buscavam espaços para se expressarem.
- A instituição resolveu incorporá-la, pois mesmo envolvida em um ato racista durante uma partida de futebol teve sua residência queimada, familiares espancados e diversas ameaças de morte. Parte desse ônus estava recaindo sobre a comunidade negra e periferia gaúcha - diz a nota da Cufa, que completa:
- A Cufa acredita que Patrícia Moreira também é consequência de anos de descaso com a história e cultura negra. O não cumprimento da Lei 10.639 faz com que muitos jovens como Patrícia não conheçam o valor da pele negra e sintam-se à vontade em proferir palavras racistas. A entidade entende também que é de extrema importância que Patrícia responda por seu erro perante à Justiça. Porém, para nós, é mais importante que ela adquira consciência e promova o respeito - encerra o texto.
Na manhã seguinte ao episódio de injúrias raciais, Patrícia foi afastada do trabalho no Centro Médico Odontológico da Brigada Militar, em Porto Alegre. Desde então, também não voltou a trabalhar. Faz tratamento psiquiátrico domiciliar.
Antes de entrevistas para determinados programas e veículos de comunicação, Patrícia apareceu em público duas vezes. Primeiro, uma semana após o episódio na Arena, em 4 de setembro, para prestar depoimento em delegacia de Porto Alegre. Chegou ao local com o rosto escondido das câmeras e chorando. Falou sobre o caso no dia seguinte, em encontro com jornalistas, no qual foram proibidos questionamentos. O pronunciamento não durou cinco minutos.
Nele, negou ser racista e desculpou-se com Aranha e com o próprio Grêmio, que acabou excluído da Copa do Brasil pelas injúrias raciais. O clube ainda será julgado em segunda instância, pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em data a ser oficializada.
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