Felipão assinou carta no dia 29 de agosto
(Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)
A preocupação em melhorar a imagem do Grêmio desde que eclodiu o episódio de injúrias raciais já tomava conta do vestiário assim que o jogo contra o Santos terminara, em 28 de agosto. Partiu da comissão técnica uma das primeiras iniciativas formais para prestar solidariedade a Aranha. Luiz Felipe Scolari assinou um bilhete em nome de todo o grupo de jogadores que foi enviado ao goleiro no dia 29, menos de 24 horas após as ofensas contra o santista, na Arena.
De acordo com a assessoria de imprensa do Santos, o jogador recebeu o recado, mas não há confirmação se ele chegou a enviar resposta. As equipes voltam a se enfrentar na quinta pelo Brasileirão, mais de 20 dias após a polêmica partida válida pela Copa do Brasil.
O GloboEsporte.com teve acesso a trecho da mensagem, em que são pedidas "sinceras desculpas pelo episódio". O treinador escreveu o conteúdo e assinou a carta em nome dos atletas e da comissão técnica. Esse foi um dos primeiros movimentos do Grêmio para deixar claro a sua postura de repúdio ao racismo. O presidente Fábio Koff também ligou para o mandatário santista, Odílio Rodrigues. Em entrevista recente à Rádio Gaúcha, Odílio afirmou que espera o reencontro entre Aranha e os torcedores com "naturalidade".
No treino da última terça-feira, Felipão, antes silencioso sobre o assunto, acabou ganhando as manchetes com uma declaração sobre o tema.Em conversa com o assessor de imprensa na pista atlética do Olímpico, falou em tom audível também aos jornalistas.
- JP (João Paulo Fontoura), vamos ver se eles vão cair na esparrela de Aranha de novo - afirmou Scolari, supostamente se dirigindo à imprensa, informação não confirmada pelo clube.
Na avaliação do diretor executivo do Grêmio, Rui Costa, a declaração foi dentro de um contexto específico, numa conversa informal. Para o dirigente, Felipão externou uma preocupação com o andamento da partida e não fez alusão ao incidente de injúrias raciais.
- Sempre vamos defender o Felipe. Mas quem pode explicar melhor qual a intenção da frase é ele mesmo. Ele verbalizou uma preocupação institucional em um ambiente mais relaxado, no treino - justificou, à ESPN Brasil.
Outras ações do Grêmio
No âmbito da propaganda, o Grêmio passou a homenagear seus ídolos negros, como o maior artilheiro do clube, Alcindo. Com o slogan usado desde 2013, “somos azul, preto e branco”, a campanha também ganhou o horário nobre da televisão aberta nesta semana. A torcida também abraçou a causa. No primeiro jogo após o incidente com Aranha, diante do Bahia, dezenas de gremistas levaram espontaneamente cartazes, reafirmando a ideia de que o clube não é racista.
Houve até envio de uma carta à Fifa. Quem a recebeu foi o presidente da Força-Tarefa da Fifa contra o Racismo e a Discriminação, Jeffrey Webb. O documento assinado pelo presidente gremista, Fábio Koff, apresentou explicações do clube sobre o episódio.
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(Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)
A preocupação em melhorar a imagem do Grêmio desde que eclodiu o episódio de injúrias raciais já tomava conta do vestiário assim que o jogo contra o Santos terminara, em 28 de agosto. Partiu da comissão técnica uma das primeiras iniciativas formais para prestar solidariedade a Aranha. Luiz Felipe Scolari assinou um bilhete em nome de todo o grupo de jogadores que foi enviado ao goleiro no dia 29, menos de 24 horas após as ofensas contra o santista, na Arena.
De acordo com a assessoria de imprensa do Santos, o jogador recebeu o recado, mas não há confirmação se ele chegou a enviar resposta. As equipes voltam a se enfrentar na quinta pelo Brasileirão, mais de 20 dias após a polêmica partida válida pela Copa do Brasil.
O GloboEsporte.com teve acesso a trecho da mensagem, em que são pedidas "sinceras desculpas pelo episódio". O treinador escreveu o conteúdo e assinou a carta em nome dos atletas e da comissão técnica. Esse foi um dos primeiros movimentos do Grêmio para deixar claro a sua postura de repúdio ao racismo. O presidente Fábio Koff também ligou para o mandatário santista, Odílio Rodrigues. Em entrevista recente à Rádio Gaúcha, Odílio afirmou que espera o reencontro entre Aranha e os torcedores com "naturalidade".
No treino da última terça-feira, Felipão, antes silencioso sobre o assunto, acabou ganhando as manchetes com uma declaração sobre o tema.Em conversa com o assessor de imprensa na pista atlética do Olímpico, falou em tom audível também aos jornalistas.
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Na avaliação do diretor executivo do Grêmio, Rui Costa, a declaração foi dentro de um contexto específico, numa conversa informal. Para o dirigente, Felipão externou uma preocupação com o andamento da partida e não fez alusão ao incidente de injúrias raciais.
- Sempre vamos defender o Felipe. Mas quem pode explicar melhor qual a intenção da frase é ele mesmo. Ele verbalizou uma preocupação institucional em um ambiente mais relaxado, no treino - justificou, à ESPN Brasil.
Outras ações do Grêmio
No âmbito da propaganda, o Grêmio passou a homenagear seus ídolos negros, como o maior artilheiro do clube, Alcindo. Com o slogan usado desde 2013, “somos azul, preto e branco”, a campanha também ganhou o horário nobre da televisão aberta nesta semana. A torcida também abraçou a causa. No primeiro jogo após o incidente com Aranha, diante do Bahia, dezenas de gremistas levaram espontaneamente cartazes, reafirmando a ideia de que o clube não é racista.
Houve até envio de uma carta à Fifa. Quem a recebeu foi o presidente da Força-Tarefa da Fifa contra o Racismo e a Discriminação, Jeffrey Webb. O documento assinado pelo presidente gremista, Fábio Koff, apresentou explicações do clube sobre o episódio.
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