Gremistas evitaram falar de caso Aranha (Foto: Eduardo Deconto/GloboEsporte.com)
O caso das injúrias raciais proferidas contra o goleiro Aranha na Arena, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, volta à pauta das entrevistas coletivas com os jogadores do Grêmio. Nesta quinta-feira, o goleiro volta ao estádio pela primeira vez depois do episódio, quando o Santos enfrenta o Tricolor, pela 22ª rodada do Brasileirão, e transfere o foco do futebol para o comportamento dos torcedores durante a partida. Ainda assim, não altera a postura evasiva dos atletas ao responder as perguntas sobre o assunto.
O discurso é o mesmo adotado na semana que sucedeu as injúrias. Às vésperas da partida contra o Flamengo, no Marcanã, pela 19ª rodada do Brasileirão, os gremistas diziam que o tema fazia parte do passado e que o foco da equipe se direcionava apenas aos confrontos que estavam por vir. Uma tática que deu certo: o Tricolor saiu do Rio de Janeiro com a vitória por 1 a 0 sobre os cariocas.
Nesta terça-feira, Marcelo Grohe e Pará expuseram suas expectativas para o reencontro com o Santos e evitaram destacar uma possível pressão diante da volta de Aranha.
- Essa situação que aconteceu é passado, já está com o departamento jurídico do clube e com a direção. Não nos compete mais. Já falamos o que tínhamos que falar, já nos manifestamos. Vai ser um jogo difícil, diante de uma grande equipe. Em relação à torcida, ela vai comparecer à Arena para nos apoiar. É o papel dela - avalia Marcelo Grohe.
- Já tivemos essa conversa sobre esse o assunto. Já deu por encerrado. Estamos preocupados em jogar futebol. Eles vieram aqui e ganharam da gente. Temos que nos impor e, com o apoio da torcida, conseguir um resultado positivo - ressalta Pará.
Nem mesmo a frase proferida por Felipão no começo do treinamento - o comandante tratou o comportamento de Aranha como uma armadilha - foi capaz de alterar o discurso.
- É uma pergunta que seria melhor fazer para o Aranha. Ele está no direito dele. A equipe dele estava ganhando de 2 a 0. Ele acabou caindo, aquela situação. Se estava sentindo ou não, ele pode responder. Para nós é passado. A situação é muito chata para o futebol. Vai ser julgado novamente. Não cabe a nós julgar. Nosso papel é trabalhar - destaca Grohe.
Postura de Aranha contra o Grêmio foi questionada por Felipão (Foto: Diego Guichard)
A ordem no Grêmio é focar apenas no desempenho em campo, onde os gremistas esperam dificuldades suficientes para a partida. Os jogadores ressaltam o revés de 2 a 0 sofrido para o Santos na Copa do Brasil e redobram a atenção com o Santos.
- O que nos preocupa é que eles têm jogadores de qualidade. Tem o Robinho, que dispensa comentários. Temos que estar atentos e tranquilos para não sermos surpreendidos - pondera Pará.
O Tricolor volta aos trabalhos na tarde desta quarta-feira, no CT Luiz Carvalho, onde deve realizar treino reservado. Santos e Grêmio se enfrentam às 20h30 de quinta-feira.
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O caso das injúrias raciais proferidas contra o goleiro Aranha na Arena, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, volta à pauta das entrevistas coletivas com os jogadores do Grêmio. Nesta quinta-feira, o goleiro volta ao estádio pela primeira vez depois do episódio, quando o Santos enfrenta o Tricolor, pela 22ª rodada do Brasileirão, e transfere o foco do futebol para o comportamento dos torcedores durante a partida. Ainda assim, não altera a postura evasiva dos atletas ao responder as perguntas sobre o assunto.
O discurso é o mesmo adotado na semana que sucedeu as injúrias. Às vésperas da partida contra o Flamengo, no Marcanã, pela 19ª rodada do Brasileirão, os gremistas diziam que o tema fazia parte do passado e que o foco da equipe se direcionava apenas aos confrontos que estavam por vir. Uma tática que deu certo: o Tricolor saiu do Rio de Janeiro com a vitória por 1 a 0 sobre os cariocas.
Nesta terça-feira, Marcelo Grohe e Pará expuseram suas expectativas para o reencontro com o Santos e evitaram destacar uma possível pressão diante da volta de Aranha.
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- Já tivemos essa conversa sobre esse o assunto. Já deu por encerrado. Estamos preocupados em jogar futebol. Eles vieram aqui e ganharam da gente. Temos que nos impor e, com o apoio da torcida, conseguir um resultado positivo - ressalta Pará.
Nem mesmo a frase proferida por Felipão no começo do treinamento - o comandante tratou o comportamento de Aranha como uma armadilha - foi capaz de alterar o discurso.
- É uma pergunta que seria melhor fazer para o Aranha. Ele está no direito dele. A equipe dele estava ganhando de 2 a 0. Ele acabou caindo, aquela situação. Se estava sentindo ou não, ele pode responder. Para nós é passado. A situação é muito chata para o futebol. Vai ser julgado novamente. Não cabe a nós julgar. Nosso papel é trabalhar - destaca Grohe.
Postura de Aranha contra o Grêmio foi questionada por Felipão (Foto: Diego Guichard)A ordem no Grêmio é focar apenas no desempenho em campo, onde os gremistas esperam dificuldades suficientes para a partida. Os jogadores ressaltam o revés de 2 a 0 sofrido para o Santos na Copa do Brasil e redobram a atenção com o Santos.
- O que nos preocupa é que eles têm jogadores de qualidade. Tem o Robinho, que dispensa comentários. Temos que estar atentos e tranquilos para não sermos surpreendidos - pondera Pará.
O Tricolor volta aos trabalhos na tarde desta quarta-feira, no CT Luiz Carvalho, onde deve realizar treino reservado. Santos e Grêmio se enfrentam às 20h30 de quinta-feira.
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